quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Da Neve e dos Narcisos !?!?...

...e das ervas que ainda não houve apetite para arrancar...


DAQUI


«Quando a neve começa a derreter invade todos os nossos sentidos…»

...com o seu poder mágico e a sua poesia feita de sonhos, anseios e loucos desejos, deixa-nos presas às suas palavras que nos tocam fundo por não lhe pudermos fazer chegar um pouco do calor e do desabrochar lento, mas certo e seguro, que vai acontecendo sob o nosso olhar... ...flores amarelas, a cor de alguns dos seus sonhos…talvez os mais risonhos. :)





Para o Manel Mau-Tempo
um pouco do meu Bom-Tempo! 

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A QUEDA DE UM ANJO...

...porque sim...
           ...porque me apetece!


                                   
Testemunhos da verdade
Tanto vão de mão em mão
Que se perdem com a idade
Porque ninguém nasce ensinado
O que aprendi já está errado
Não acreditam no meu passado

A queda de um anjo
Em cima de um homem
Que ao ganhar a idade
Perde a razão

Ontem liam evangelhos
Hoje é lei da constituição
Mas que ninguém me dê conselhos
Nunca gostei que a maioria
Organizasse o meu dia-a-dia
Não acredito em democracia

A queda de um anjo
Em cima de um homem
Que ao ganhar a idade
Perde a razão.

A todos os anjos
De todos os sexos
Agarrem as asas
Ao cair do chão.

A todos os anjos
De todos os sexos
A todos os homens
Agarrem as asas
Ao cair no chão.

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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Do Amor E (Quiçá) Outros Demónios.

Havia pouco tempo que se iniciara aquela relação. Os dois apaixonados, esquecidos e alheados de tudo o que se passava ao seu redor, mais murmuravam juras de amor eterno do que dialogavam. Eram íntimos desconhecidos. Amavam-se, diziam: felizes. Amor repentino, inesperado, ainda que não tenha sido à primeira vista, sequer à segunda. Pareciam loucos de tanta felicidade e arrebatamento com tudo o que isso traz incluído: ciúme, obsessão, desvario, ilusão…

O tempo, esse eterno revelador do bem e do mal um dia revelaria o desfecho. União definitiva ou desenlace? União duradoura, para sempre, era o que eles e todos quantos os conheciam, gostariam que acontecesse, mas…o futuro é sempre incerto, imprevisível, diabólico até.
Um dia…
…numa hora de má sorte, um deles descobriu algo terrível sobre o outro, que lhe deveria ter sido contado pelo próprio. E assim, aquele suposto grande amor, que poderia ter sido eterno, ficou ferido de morte.








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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Já Fui Feliz Aqui. [ XXVI ]





Estou ansiosa de voltar a ser : comendo-as,
 nem que seja ao borralho!


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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

DEPOIS DO ÊXTASE.



Nudez, último véu da alma
que ainda assim prossegue absconsa.
A linguagem fértil do corpo
não a detecta nem decifra.

Mais além da pele, dos músculos,
dos nervos, do sangue, dos ossos,
recusa o íntimo contacto,
o casamento floral, o abraço
divinizante da matéria
inebriada para sempre
pela sublime conjunção.

Ai de nós, mendigos famintos:
Pressentimos só as migalhas
desse banquete além das nuvens
contingentes da nossa carne.

E por isso a volúpia é triste
um minuto depois do êxtase.


Poema “O Minuto Depois” de Carlos Drummond de Andrade


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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

CARÍSSIMO SÃO VALENTIM...




...Há já uns dias que tinha escolhido esta imagem do Snoopy, para te escrever uma carta reclamando do ostracismo a que me tens votado, ano após ano.
Hoje, precisamente hoje, lembrei-me de umas cenas do passado e desisti de te escrever. Ao invés de o fazer, procurei algo que se identificasse com a atitude que tomei há longos anos:



Fica bem, que eu também fico...:)



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domingo, 12 de fevereiro de 2017

NA SEMANA DOS NAMORADOS...

...histórias de quem não precisa de viver com eles!...





A revista NM, de hoje, traz-nos um tema muito actual e interessante sob o título:
      
 « VIVER SOZINHO:   A REVOLUÇÃO »

O artigo, escrito pela jornalista Catarina Pires, conta com o testemunho de várias figuras públicas das quais seleccionei estas três que se podem ver acima e, creio, todos conhecem.
«As pessoas que vivem sozinhas não estão sós ou isoladas. Muitos falam na família de escolha: os amigos! E a maioria tem uma vida muito intensa.»
Mas, o que me fez trazer este tema ao meu blog, foi o desejo de  auscultar a opinião dos meus Amigos sobre o facto de haver necessidade emotiva, afectiva e prática, de os namorados viverem juntos ou cada um em sua casa. Então?
"Na tua casa ou na minha?" Eis uma pergunta que os namorados poderão fazer, hoje em dia, sem que isso escandalize os padrões de bem-viver em sociedade. Digo, eu!
O que pensam sobre este assunto? Poderão as pessoas namorar e serem felizes sem que haja a obrigatoriedade/ necessidade, de partilharem o mesmo tecto? 
Está aberta a discussão...:)