janita

janita
Rosas do meu quintal. Foto minha que ofereço à "Capuccino"! :)

Argos.

Argos.
Vista parcial do Rio Douro e da Ponte D. Luís. A foto está pouco nítida por ter sido tirada do interior do Funicular dos Guindais!

Eden

Eden
A minha pequenez face a uma Deusa? Pois...Sou apenas um simples ser humano!

sábado, 26 de Julho de 2014

Quem disse que só os homens oferecem flores?

Quase recuperada da recente cirurgia a que fui submetida, mas faltando ainda o 'quase', quero agradecer os mimos que até mim têm chegado, nomeadamente as flores -via email - telefonemas e  mensagens de amizade.
O meu MUITO OBRIGADA a todos os que, de alguma forma, se lembraram de mim, incluindo as referências feitas ao meu nome no blog do Amigo Rui Espírito Santo. :) 
 
Igualmente, AGRADEÇO os comentários que, gentilmente, me foram deixados no post anterior, mesmo depois de eu ter interrompido as respostas, pelo motivo acima referido.  
 
Da querida Amiga Fernanda do blog "Fê Blue Bird".
 
Obrigada e um beijinho, Fê!
 
Boas férias.
 
 
 
Da Amiga e Querida Adélia, do blog "Flor de Jasmim".
 
Obrigada e um beijinho!
 
 


 
Para todos, sem excepção, deixo este lindo poema de Cecília Meireles,
neste belo vídeo de homenagem à Mãe Natureza.
 
Um BEIJINHO para todos, com votos de excelentes férias,
 se for o caso de alguns de vós!
:)
 

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

De Volta aos Contos...Recordar é Viver, Reler é Repensar!...



"Farrusco"
 
Dentro da poça do Lenteiro, há rãs. Naquela água coberta de agriões e de juncos moram centenas delas. Mas à volta, na sebe de marmeleiros, silva-macha e alecrim, vive Farrusco, o melro. Sabe-se isso desde que, em certo entardecer de Agosto, a Clara perguntou ao cuco que se pousara num pinheiro em frente:
- Cuco do Minho, cuco da Beira: quantos anos me dás de solteira?
A rapariga era toda ela de se comer. E o cuco, maroto, olhou de lá, viu, e respondeu:
- Cucu... Cucu... Cucu...
Três anos! A moça ficou varada. O Rodrigo acabava a tropa de aí a dias, e prometera levá-la à igreja logo a seguir. Que significava, pois, semelhante demora? Aflita, chegou-se à Isaura, a alcoviteira, mouca como um soco, que a seu lado sachava milho, e gritou-lhe aos ouvidos, desesperada:
- Ora vê?! Que lhe dizia eu? A Isaura nem queria acreditar.
- Ouvirias mal!...
- Olhe lá que não ouvisse! Contei-os bem.
E foi então que Farrusco soltou a sua primeira gargalhada. Coisa bonita! Uma cascata de semicolcheias escaroladas, como se alguém rasgasse um pano cru, rijo e comprido, no silêncio da tarde serena, que o desânimo de Clara enchera subitamente de melancolia. Nada mais do que isso. Mas o bastante para mudar o sinal do desencanto.
A força virgem daquele riso chamou a vida à consciência dos seus direitos. De parada, a natureza animou-se. Uma aragem muito branda e muito fresca atravessou o espaço. Tudo quanto era mundo vegetal ondulou levemente. A própria terra, sonolenta do calor do dia, acordou. E, de aí a segundos, começou a maior sinfonia que se ouviu no Lenteiro.
Chamadas por aquela volatina, as rãs subiram à tona de água e puseram-se a dar força sonora às tímidas vozes ocultas e anónimas que se erguiam do limbo. Às rãs, juntaram-se logo, pressurosos, os ralos, as cegarregas, os grilos, e quanta arraia miúda tinha fala. A esta, a passarada. Até que não ficou bicho sensível e solidário alheio ao Tantum Ergo pagão. Um coro imenso, cósmico e fraterno, que enchia o mundo de confiança.
Clara, arrastada pela onda de harmonia, apelou da sentença:
- Cuco do Minho, cuco da Beira: quantos anos me dás de solteira?
O que foste fazer! O malandro do pitoniso, se há pouco fora cruel, desta vez requintou.
- Cucu... Cucu... Cucu... Cucu...
Parecia uma ladainha! A lengalenga não parava mais. Ou de propósito, ou porque o mundo, naquele instante, era um orfeão aberto, o ladrão dava mais anos de solteira à rapariga do que estrelas tem o céu.
Desapontada, a cachopa regressou às ervas daninhas do lameiro. E, num amuo justificado, deixou correr as horas. A seu lado, comprometida, a Isaura, que tinha garantido o noivado a curto prazo, falava, falava, sem conseguir adoçar-lhe no espírito o fel da desilusão.
E quando a noite se aproximou disposta a selar com negrura aquela tristeza humana, foi preciso que Farrusco, novamente solidário com os direitos da moça, saltasse da espessura da sebe para o cimo de um estacão, e fizesse ressoar pelo céu parado e quente uma segunda gargalhada.
Discordância de tal maneira fresca, sadia, prometedora, que a rapariga ganhou ânimo. Pôs os olhos em si, na força criadora das margaridas abonadas, no ar de coisa sã que toda ela ressumava, e sorriu. Depois, confiante, juntou a sua alegria à alegria do melro.
Soltou então também uma risada cristalina, que partiu da verdura do milhão, passou pelas penas luzidias de Farrusco, e foi bater como um castigo no ouvido desafinado do cuco. Um segundo a natureza esteve suspensa daquela gargalhada. A vida homenageava a vida. Depois continuou tudo a cantar.
- O estafermo do cuco, tia Isaura! Até um melro se riu!...
- Riem-se de tudo, esses diabos...
Mas o lusco-fusco começava a empoeirar o céu, e Farrusco ia fechando docemente os olhos, deitado na cama dura. A vida que lhe ensinara a mãe, simples, honesta, espartana, não lhe consentia luxos de noitadas. Pela manhã, ainda o sol vinha lá para Galegos, já ele tinha de estar de perna à vela, pronto para comer a bicharada da veiga, e rir de novo, se alguma tola de Vilar de Celas se fiasse outra vez no aldrabão do cuco.
 
Miguel Torga, Os Bichos
 Com votos de excelente semana para todos vós! :)
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domingo, 13 de Julho de 2014

Choro Contigo, Argentina...




PENUMBRA
 
 
Nunca podrás ver nada claramente:
todo es zarzal, espinas y maraña.
En vano gastarás toda tu maña
contra el dorado pájaro latente.

Errado el tiro, vuelves bruscamente
el arma hacia otro lado, mas te engaña
la jugada de sol que el árbol baña.
Te vuelves loco y lloras tristemente.

Todo del tonel sale de la vida
tosco, deforme y dando tropezones.
Dejas pasar los años y su herida,

y cuando quieras darte explicaciones
ni te sirvió la espuela ni la brida:
un pétalo fue más que tus razones.
( Poema de Fernández Moreno )



sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Provérbios ( 7 )

 
 
???????????????????????????????????????????????????
 
 
"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos"
(Provérbio chinês)
 
Perceberam o enigma??:))
 
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 
BEIJINHOS E BOM FIM- DE- SEMANA
 
COM SEMENTEIRAS DE BOA E SÃ AMIZADE.
 
A COLHEITA SERÁ MUITO  MAIS PROVEITOSA!
 
 

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

Não Deixem para Amanhã...


 
 
A Imagem é da Net, mas como tive de corrigir a legenda, se houver créditos
a dar, modéstia à parte, serão fifty-fifty!


Perguntem-me o que quiserem...responderei se souber, enquanto cá estiver!


                    
      Amanhã, pode ser tarde demais!
               Vivam Hoje!...

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domingo, 6 de Julho de 2014

O Som do Silêncio....







...Para ouvir em surdina, sentir, fechar os olhos e descontrair!...



                  Não pensar em nada, apenas inspirar e expirar, suavemente,
                                                                    como num sonho.

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quinta-feira, 3 de Julho de 2014

As Minhas Dálias Roxas.


Como amanhã passarei o dia fora por motivos que se prendem com a minha saúde e, muito provavelmente, até Domingo estarei sem internet, deixo-vos já o meu desejo de bom fim-de-semana.

 
Fiquem com as minhas dálias roxas, que começaram a desabrochar, e as vermelhas de Florbela Espanca que nunca perderão a beleza nem a sensualidade!
 

Volúpia
 No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frêmito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade...
A nuvem que arrastou o vento norte...
- Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"
B E I J I N H O S
 
BOM FIM- DE - SEMANA!
 
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