domingo, 25 de junho de 2017

SOLIDÕES E DESERTOS.








É NO SILÊNCIO DA NOITE ESCURA

                         QUE A MINHA SOLIDÃO SE VÊ MELHOR.



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Oh minha senhora... ó minha senhora...

Imagem surripiada do blog "Devaneios a Oriente"


Oh minha senhora ó minha senhora, oh não se incomode senhora minha não faça isso eu lhe peço eu lhe suplico por Deus nosso redentor minha senhora não dê importância a um simples mortal vagabundo como eu que nem mereço a glória de quanto mais de...não não não minha senhora não me desabotoe a braguilha não precisa também de se despir o que é isso é verdadeiramente fora de normas e eu não estou absolutamente preparado para semelhante emoção ou comoção, sei lá minha senhora nem sei mais o

que digo, eu disse alguma coisa?

Sinto-me sem palavras sem fôlegos sem saliva para molhar a língua e ensaiar um discurso coerente, na linha do desejo sinto-me desamparado do Divino Espírito Santo minha senhora eu eu eu...ó minha senh...esses seios são seus ou é uma aparição e esses pêlos essas nád...tanta nudez me deixa naufragado me mata me pulveriza…louvado bendito seja…Deus…

 …é o fim do mundo desabando no meu fim eu eu...

 Carlos Drummond de Andrade, em "O amor natural".
 Rio de Janeiro: Record, 1992.



                                                                   

sábado, 24 de junho de 2017

PARA TI, MEU FILHO!


                                                          MUITOS PARABÉNS!!

QUE SEJAS  MUITO FELIZ, 

                                    AINDA QUE LONGE DO TEU PAÍS.


...ESTA É, E SERÁ SEMPRE, A CIDADE QUE TE VIU NASCER...

                              ...A TUA CIDADE!!



                                                                   





                                                                   









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quinta-feira, 22 de junho de 2017

SE O NATAL É QUANDO O HOMEM QUISER, O SÃO JOÃO TAMBÉM O PODE SER.

E ESTE VAI SER ESPECIAL...E ANTECIPADO. 

PORÉM...SEM MANJERICOS.




SEM ALHO-PORRO


SEM MARTELINHOS

SEM ARQUINHOS NEM BALÕES


  SEM SARDINHAS...

...MAS, COM SORRISOS

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...E RISOS.      ( PARA QUEM QUISER, QUE AQUI NINGUÉM É OBRIGADO A NADA) 


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PARA QUEM NÃO DISPENSA A TRADIÇÃO  DAS QUADRAS POPULARES, DEIXO EU A PRIMEIRA. 
QUER SEGUIR? SIGA... DEIXE A SUA...


...E VIVA O SÃO JOÃO!!!!



ADENDA : NO DIA DE SÃO JOÃO, ( DIA 24, PARA QUEM NÃO SOUBER) E CONFORME FOI PROMETIDO,  FORAM ADICIONADAS AO POST,  AS QUADRAS DOS GENTIS COLABORADORES E AMIGOS DESTA CASA.    OBRIGADA A TODOS.


Pediste-me para eu cantar
Pensando que eu não sabia
Mas sou como o rouxinol
Canto de noite e de dia...


Teresa  (ematejoca)

Pelo Santo António vi-te
Pelo São João fui falar-te
No São Pedro convenci-te
Falta um santo pra deixar-te. 


Tanto andaste, tanto andaste,
Que arranjaste um noivo rico !
No São João tu lhe deste,
Lá na terra, o manjerico !


Nem manjerico nem balão
não há farra nem bailinho
Enquanto o maroto do S. João
Não me apresentar um rapazinho.

Graça Sampaio (Picos de Roseira Brava)

Cantas de dia e de noite
Cantas de noite e de dia;
Mas mesmo sem os balõezinhos
O São João é uma alegria!





Santo António já lá vai
São João já cá está
P'ra semana é São Pedro

E esta nem saiu má...


Elvira Carvalho (Sexta-Feira)

S. João p'ra ver as moças
Fez uma fonte de prata
As moças não vão à fonte

S. João todo se mata.





Por último, mas não menos importante, a proveniência dos vídeos:
um amigo, de seu nome...Daniel!! :)


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terça-feira, 20 de junho de 2017

A Subir Se Pode Descer...Ou: Paradoxos.

Quando há pouco passei por um blog de fotografia - sempre excelentes fotografias, diga-se - e vi que a foto de hoje,  mostrava o ascensor de um dos bairros da cidade de Lisboa - o da Bica - de pronto me veio à ideia um fado/canção, que ouvi e cantei, muito, na minha adolescência. Será que alguém se lembra desta voz e deste fado? Não acredito! Só os dinossauros, como eu...Ainda há por aí alguns?



Talvez a letra ajude a recordar:



Quem sobe essa calçada triste e fria
E pensa do que é feita a sua história

Não consegue entender por que ironia
lhe chamam a Calçada da Glória

Caminho que a subir conduz ao céu
Mas quanta vez a vida, p’lo contrário
Nos mostra que ao subir com sua cruz
A bondade de Jesus teve por prémio o calvário

E essa mulher que o destino fez perder
Sobe a calçada sem ver a sua longa descida
Que o Bairro Alto roubou-lhe há muito a memória
P'ra que ela não veja a glória em que destroçou a vida

Quem vence é invejado por vencer
Não podendo evitar um mau juízo
Apenas porque alguém não soube ver
O drama que se oculta no sorriso

Por isso, eu tenho pena de quem vive
A fingir que é feliz o seu caminho
E afinal não encontra paz nem sorte
Segue pela vida sem norte
À procura de um carinho…



A imagem do ascensor da Calçada da Glória é:  DAQUI

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

DAS MÁGOAS.



Sinto hoje a alma cheia de tristeza! 
Um sino dobra em mim Avé-Marias! 
Lá fora, a chuva, brancas mãos esguias 
Faz na vidraça rendas de Veneza ... 

O vento desgrenhado chora e reza 
Por alma dos que estão nas agonias! 
E flocos de neve, aves brancas, frias 
Batem as asas pela Natureza ... 

Chuva...tenho tristeza! Mas porquê?! 
Vento...tenho saudades! Mas de quê?! 
Ó neve que destino triste o nosso! 

Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura!
 
Gritem ao mundo inteiro esta amargura
Digam isto que sinto, que eu não posso!...

“Neurastenia” poema de Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"  



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domingo, 18 de junho de 2017

Tragédia - Dor e...Vergonha!!

Perante as trágicas notícias, que só há pouco ouvi e li, cá do fundo da minha ignorante insignificância, só me ocorre perguntar:

QUANDO É QUE A NOSSA JUSTIÇA,  FAZ JUSTIÇA, APLICANDO A MERECIDA E DISSUASORA PENA,  AOS INCENDIÁRIOS QUE ANDAM A DESTRUIR O NOSSO PAÍS?



IMAGENS E MAIS NOTÍCIAS,




sábado, 17 de junho de 2017

Foi Assim Que as Coisas Aconteceram...


Não se chamou Florbela, nem Maria de Fátima nem
Felismina.
Não se chamou Teresa, nem Maria Antonieta nem
Carmosina.
Não se chamou Felisbela, nem Maria da Fé nem
Ambrosina.
Não se chamou Florência, nem Maria do Carmo nem
Guilhermina.

Chamou-se Vanessa, a pobre menina
Pela falta de gosto de sua mãe:
Maria Albertina.






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