A TODOS DESEJO FESTAS FELIZES.

A TODOS DESEJO FESTAS FELIZES.
Obrigada. Feliz Natal.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

NATAL É....




...TEMPO DE RENASCER... VOLTAR À IDADE DA INOCÊNCIA... JUNTAR A  FAMÍLIA, OS AMIGOS E...TENTAR SER FELIZ!!
 
TUDO O RESTO VIRÁ POR ACRÉSCIMO!


TENHAM UM FELIZ NATAL A SORRIR E A CANTAR. 
 
 TUDO PODE ESTAR AO NOSSO ALCANCE.  
 
BASTA SENTIR ALEGRIA DE VIVER!
 
 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Não Sei Quantas Almas Tenho.

 
 

Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é.

 
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

 
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.

Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
 
-Fernando Pessoa-
 
 
 

A TODOS DESEJO FESTAS FELIZES!...
 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Era Uma Vez...


Uma menina que acreditava e confiava.

Por isso tinha um rosto sereno, um sorriso feliz e uns olhos confiantes.

Mesmo quando, com as mãos, segurava um coração trespassado por espadas.

Porque ela confiava e acreditava.

Mas demasiado cedo percebeu que um coração real pode ser trespassado por espadas invisíveis, que não deixam gotas de sangue, que deixam uma dor que não pode ser combatida pela medicina.

Que dói e dói.

Ela compreendeu mas continuou a acreditar.

E acredita
 
 
E vai acreditar sempre! E sempre e sempre, mesmo que o coração sangre e doa.
Essa menina, nunca deixou de ser uma menina indomável perante as injustiças, mas confiante na justiça Divina!   
 
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Georges Moustaki e o "Fado Tropical"!...






Georges Moustaki (1934 - 2013)
 
Imagem da Net.
 

Por altura pós Revolução  25 de Abril, muito se ouviu a canção "Le Métèque" ( já publicada neste espaço) e uma versão afrancesada do "Fado Tropical" do Chico Buarque, cantada por Georges Moustaki numa espécie de  "portu/gaulês", onde se dizia:

 "Ai esta terra ainda vai cumprir seu ideal
  Ainda vai tornar-se um imenso Portugal"!.... Lembram-se?
 
 Pois é!,..Chico Buarque referia-se ao Brasil, e Moustaki à Europa, creio eu.
De certa maneira, se fosse cantada hoje, parece que acertaria, mas não como ele antevia....
Fiquem bem! E tenham um feliz ante- fim de semana.
 
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Todos Diferentes - Todos Iguais!





Assinala-se hoje o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Gostaria de lembrar que ser deficiente é diferente de ser incapaz.

Não confundam!

 
Atenção senhores autarcas, tenham em consideração que os passeios devem  estar em boas condições para quem se deslocar em cadeira de rodas o possa fazer sem ter de contornar buracos. Os acessos a entradas públicas devem ter as rampas devidamente preparadas, para que todos possam aceder aos espaços a que têm direito.

Como cantam, pai e filha: Ser Diferente é Normal!


( Como passei o vídeo directamente do Youtube para o blog, não consigo aumentar o tamanho da letra do texto. Se alguém souber como se faz, agradeço a informação. Obrigada! )



 
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domingo, 30 de novembro de 2014

" Ó Vento Que Tudo Levas"!...





 
 
 
 
"Quem não Ama não Vive"
Na minha alma se apagam
As alegrias que eu tive;
Só quem ama tem tristezas,
Mas quem não ama não vive.

Andam pétalas e folhas
Bailando no ar sombrio;
E as lágrimas, dos meus olhos,
Vão correndo ao desafio.

Em tudo vejo Saudades!
A terra parece morta.
- Ó vento que tudo levas,
Não venhas á minha porta!

E as minhas rosas vermelhas,
As rosas, no meu jardim,
Parecem, assim cahidas,
Restos de um grande festim!

Meu coração desgraçado,
Bebe ainda mais licor!
- Que importa morrer amando,
Que importa morrer d'amor!

E vem ouvir bem-amado
Senhor que eu nunca mais vi:
- Morro mas levo comigo
Alguma cousa de ti.

António Botto, in 'Canções'
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Chorei de Emoção...Pelo Reconhecimento Mundial do 'Meu' Cante Alentejano!....

                                                                                           
Quando hoje, logo pela manhã, recebi um telefonema da minha filha a perguntar-me.
- Já ouviste, Mãe?
- Ouvi o quê?- Perguntei surpreendida, tanto mais que não é hábito telefonar-me tão cedo.
- A notícia sobre o Alentejo! -
- Ora...quero lá saber! 
 Retorqui - pensando em Évora. Mas não, felizmente!

A UNESCO elegeu O Cante Alentejano, como Património Imaterial da Humanidade.


A proposta da candidatura partiu da iniciativa do autarca da Câmara Municipal de Serpa, minha terra natal. Daí, a nossa alegria por vermos concretizada a expectativa, que dura há várias semanas!

Emocionei-me! Veio-me à memória a voz da minha saudosa Mãe e o Cante a duas vozes, que tanto ouvi na minha meninice!

E chorei, de emoção!
 
Que ainda haja em Portugal motivos de orgulho pelas nossas tradições.  Pelo trabalho  honesto, em que o Cante servia de companhia aos trabalhadores, às ceifeiras e alegrava a vida de quem vivia no Alentejo!!
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Reedição de parte dum texto que publiquei em 2010.



 
 



 

Aqui, fui uma espécie de pagadora de promessas!

A minha tia Gertrudes, sofreu um acidente grave e prometeu a Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira de Serpa, que se recuperasse a saúde e a genica, entre outras dádivas, alguém iria na procissão, por altura da Páscoa, vestida de Nossa Senhora das Dores.

Ora, como eu era o membro feminino mais novo de toda a família, a escolha recaiu sobre mim.
Creio que teria uns sete anos.

Lembro-me que, tal como hoje, não gostava de acatar ordens, preferia que me pedissem... Por isso tudo me foi pedido com muito jeitinho.
A minha tia, mulher enérgica e toda despachada, que adorava dar ordens, andou uns tempos comigo nas palmas das mãos.
Até prometeu. e cumpriu, comprar-me uns sapatos novos para calçar nesse dia.

O pior é que os ditos eram tão rijos, que no final da procissão eu tinha os pés cheios de bolhas.
Mas valeu a pena!...
Fui, estoicamente, a pé, claro, da então Vila, até ao cerro onde se situa a Capela de S. Gens e onde estava/está, a imagem da Santa Padroeira.  Nessa altura, ainda não existia lá, a Pousada com o mesmo nome.

A foto foi tirada antes da procissão, senão o meu ar não seria tão risonho, no estúdio fotográfico do "vizinho" Francisco Favinha. O único fotógrafo que havia na terra e com um talento especial para a arte...
 
( VIVA O ALENTEJO E O CANTE ALENTEJANO )