Janita

Janita

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Vamos Falar de Amigos?...


Certo ou errado? 


Só mostra a cara quem quiser, mas estamos todos juntos!


O género não interessa!!


Amigos perfeitos? Que sensaboria!


Não existem pequenos e grandes, grande é o desejo de afagar e reconfortar!


A loucura saudável, o riso e a alegria, valem mais do que o saber e a filosofia.

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Se alguém «falta» ou «não corresponde», se não cumpre as obrigações contratuais, é logo condenado como «mau» amigo e sumariamente proscrito. Está tudo doido. Só uma miséria destas obriga a dizer o óbvio: os amigos são as pessoas de que nós gostamos e com quem estamos de vez em quando. Podemos nem sequer darmo-nos muito, ou bem, com elas. Ou gostar mais delas do que elas de nós. Não interessa. A amizade é um gosto egoísta, ou inevitabilidade, o caminho de um coração em roda-livre

(...)

Miguel Esteves Cardoso, in 'Explicações de Português' 

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Há aqui algo escrito com o qual não está de acordo?

Diga agora ou... fale depois!!

Tenham todos um excelente fim de semana!

INTÉ...







quarta-feira, 22 de abril de 2015

A QUEM DE DIREITO...TENHAM VERGONHA!!


Para ver, ouvir, reflectir e gritar BASTA!....



(Veja em modo ecrã inteiro)

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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Teias Invisíveis Que Vão Aprisionando e Destruindo.

Imagem DAQUI

O maltrato subtil

Num qualquer dia, numa qualquer cidade, num qualquer país, nasceu uma linda menina, cujos olhos maravilhosos observavam tudo em redor.
Quando começou a andar pela cidade, as pessoas disseram-lhe que, para ser bonita, tinha de usar vestidos bonitos. E ela deixou de se sentir bonita quando não tinha posto um vestido bonito.
Quanto à cor da pele, aconselharam-na a mudá-la, para ser mais bonita, e ensinaram-na a maquilhar-se. A partir desse dia, a menina nunca mais se sentiu bonita se não estivesse maquilhada.
Outro reparo que lhe fizeram foi relativo à altura. Se não fosse mais alta, não seria bonita. A menina começou, então, a usar saltos altos, com grande sacrifício. Aliás, se não calçasse sapatos de tacão, sentia-se sempre baixa e insignificante.
Claro que para ser bonita tinha de ser magra. Assim, nunca mais pôde comer aquilo de que gostava sem se sentir sempre culpada.

E também lhe falaram do cabelo, da cintura, do peito. Deste modo, a menina começou a sentir-se tão feia que todos os dias despendia mais tempo e fazia mais sacrifícios para se sentir um pouco mais bonita.

Acabou por estragar a pele por causa da maquilhagem diária, por deformar os pés por causa dos saltos altos, que usava constantemente, e por ficar debilitada para poder continuar magra segundo os padrões que lhe exigiam.
Tinham-lhe ensinado a não gostar de si como era e a usar sempre artifícios para ser digna do apreço dos outros.

Até que chegou o dia em que começou a ter medo de que os outros descobrissem como era realmente. Sentindo-se feia, apaixonou-se por um rapaz que a tratava como se não fosse digna dele, atitude que ela achou normal. Sentindo-se feia e sem conseguir aceitar-se, passou a permitir que a maltratassem.

Nota: Nunca te esqueças de que a verdadeira beleza é uma atitude, e de que és sempre uma pessoa lindíssima quando és autêntica.
Diego Jiménez






sábado, 18 de abril de 2015

Sabedoria Sem Sobranceria.



Quadras Soltas:


Olhas p’ra mim e sorris,
Desdenhas dos meus tormentos:
Os gestos dos imbecis
mostram os seus sentimentos.






Com o mundo pouco te importas
porque julgas ver direito.
Como há-de ver coisas tortas
quem só vê em seu proveito?



Procurar o imprevisto
é próprio dos homens novos
e por isto, só por isto, 
lavra a discórdia entre os povos.

À guerra não ligues meia,
Porque alguns grandes da terra
vendo a guerra em terra alheia
não querem que acabe a guerra.

Tenho fé nas almas puras
embora viva enganado,
Não troco esp’ranças futuras
pelas glórias do passado.


António Aleixo in Este Livro Que Vos Deixo


( Imagem da Net )

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terça-feira, 14 de abril de 2015

Lenda das Algas.


"O mar espreguiçando-se na areia
Trouxe no seu espreguiçar
Algas envoltas em espuma
E à noite, quando veio a maré cheia
Voltaram todas ao mar
Mas na praia ficou uma.


Conta a lenda que essa alga pequenina
Que o destino ali deixou
Tomou forma, tomou vida
E quando um pescador que ali passou
Encontrou uma menina
Sobre a areia adormecida.


E quem passar pela cabana do pescador
Há-de sentir um não-sei-quê de nostalgia
Aos seus ouvidos há-de chegar um murmúrio
Que tem do mar a estranha melancolia

E nessas notas plangentes e doloridas
Talvez não saiba quem é que está a chorar
Talvez um búzio a soluçar notas dolentes
Ou talvez seja…

                               …Eu sozinha a soluçar!"



 
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domingo, 12 de abril de 2015

Já Fui Feliz Aqui. [ V ]




Günzburg - a 100 Km de Munique - Alemanha

( a menina de calça amarela sou eu )



quinta-feira, 9 de abril de 2015

O Tejo, o Douro e o Guadiana.

Imagem DAQUI
 
O rio Douro corre quase sempre num leito apertado em altas montanhas, como se tivesse aberto caminho apressadamente, rompendo todos os obstáculos. Mesmo junto à cidade do Porto passa em rápida corrente, ansioso por chegar à foz.
Imagem DAQUI
 
O Tejo, ao entrar em Portugal, parece retardar a marcha para contemplar as campinas que lhe bordam as margens. Em frente da cidade de Lisboa, espraia-se à vontade, e é difícil distinguir onde acaba o rio e começa o mar.
 
Imagem DAQUI
 
O Guadiana, em quase todo o percurso, desliza entre aprazíveis campos, tranquilamente. Ao chegar a Vila Real de Santo António, parece que parou a contemplar maravilhas, e é o Oceano que o vem ali buscar.
Estas diferenças entre os três rios inspiraram ao nosso povo uma graciosa lenda.
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Lá quase da outra banda da Espanha, nasceram três irmãos em serranias agrestes. Mal abriram os olhos para o céu, viram passar as nuvens e perguntaram-lhes de onde vinham.
­- Vimos do mar, que é nosso pai e vosso avô— responderam elas.
-- E é lindo o mar?
-- Tão lindo que, de dia tem a cor do céu, e, de noite, parece ter ainda mais estrelas do que o firmamento
-- E é grande?
-- Tamanho que todos os rios a correr nunca o enchem, e todas as nuvens a beber-lhe a água não o esgotam nunca.
-- Havemos de ir ver o mar…
Combinaram os três que, na manhã seguinte, abalariam a caminho do Atlântico.
O Guadiana mal dormiu durante a noite, a sonhar com o avô. E, madrugador, apenas o sol doirou o cimo da sua montanha, esfregou os olhos e começou a caminhada. Como tinha tempo foi escolhendo os caminhos mais belos e deleitosos. Dizia consigo: -- Vamos vendo, e o mar que espere!
O Tejo acorda depois, e dá pela falta de um dos irmãos. Põe-se a correr veloz, para não chegar tarde, e quase não escolhe caminho. Mas, ao entrar em Portugal, pensa lá consigo que já deve ter muito avanço, e, então, lembra-se de gozar as campinas e até de se espreguiçar por largas margens, antes de se lançar nos braços do avô.
O Douro, esse, deixou-se adormecer. Já o Sol ia alto, quando acordou estremunhado e se viu só. Nem esfregou os olhos: Ele aí vai por montes e vales, furando por desfiladeiros, saltando por penedias, de precipício em precipício, na ânsia de chegar. Nem quer saber das belezas que dos cimos espreitam.
E, assim, foi ele quem, sujo e enlameado, chegou primeiro.  
 
 
 
Nota: Texto transcrito deste livro, que tive a sorte de reencontrar, à venda numa estação dos CTT, numa edição recente de alguns dos meus livros de leitura do ensino primário. Um tesouro inestimável!
Tenho a certeza que muitos de vós também se lembram destas preciosas lições, em prosa e em verso...