janita

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Oferta da amiga Fê Blue Bird

Eden

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Jardins do Éden- Foto minha

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A minha pequenez face a uma Deusa? Pois...Sou apenas um simples ser humano!

quarta-feira, 23 de Abril de 2014

O Futuro...




                                                                      (...)

"Depois da tempestade há a bonança
Que é verde como a cor que tem a esperança
Quando a água de Abril sobre nós cai"

José Carlos Ary dos Santos


 
                                                             
E agora?....

Isto vai, meus amigos...Isto vai?


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segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Quem Inventou? Não fui eu!




                                                     

Não fazes favor nenhum
Em gostar de alguém
Nem eu, nem eu, nem eu
Quem inventou o amor
Não fui eu
Não fui eu, não fui eu
Não fui eu nem ninguém.


O amor acontece na vida
Estavas desprevenida
E por acaso eu também
E como o acaso é importante, querida
De nossas vidas a vida
Fez um brinquedo também...










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sábado, 19 de Abril de 2014

A História da Páscoa....


....COM CANDURA E INOCÊNCIA!

                                               

COMO OS CHOCOLATES ACABARAM, TRAGO MAIS.
 
DELICIEM-SE A OUVIR E VER ESTA VERSÃO MARAVILHOSA DE UMA HISTÓRIA VERDADEIRA.
 
" DEIXAI VIR A MIM AS CRIANCINHAS".
 
 
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quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Estranhos Dias Treze.


Imagem da Net.

O NASCIMENTO DO POETA

Ora foi num dia treze
Em seu bíblico lugar de dor
Minha mãe deu por completas
as letras de meu teor

Porque para acabar o mundo
era precisa a minha mão
do azul calafetado
caí nas facas do chão

Machucada de nascida,
da minha sofrida região
pus-me a levantar o mapa
em ponto de exclamação

Assim na câmara escura
de cada privada saliência
meus olhos se revelaram
negativos da ausência

Soube que o tempo é uma luva
antissética que o infinito
calça para joeirar
sem contágio o nosso trigo

daí o amor ser o meio
do homem dividido em dois
e a pior metade é estarmos
à espera de sermos depois

Soube que quando a amargura
nos gasta a pintura aparece
a cor que teriam os olhos
de um deus apócrifo se viesse

não refulgente ou teologal
tampouco suspensa espada
mas ocasional como vestir
uma camisa lavada

porque a vida é a ocupação
do único espaço disponível
para o possível amanhã
da nossa véspera impossível

e o sidéreo, adeus mistério
é um queijo de paciência
para a gulodice da terra
(e não perdi a inocência)

Soube coisas que sabê-las
foi eu ir ficando nua
como no apocalipse uma última
pedra vestida de lua

como no fim do mundo um lírico
verme a recomeçá-lo
a beber estrelas e peixes
pelo seu estreito gargalo

Como eu em amorosa
posição de cana erecta
a pescar no indizível
o sinónimo de poeta
                    Natália Correia, A Mosca Iluminada, 1972


Enquanto saboreiam «O Nascimento do Poeta», ofereço-vos um chocolatinho.
Há-os para todos os gostos. Que ambos vos saibam bem.





 

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

O AMOR MAIOR.


FOTO MINHA

( NA IMAGEM O CÉU NÃO ESTÁ AZUL, COMO O AMOR AQUI DESCRITO,
MAS DEPOIS DA TEMPESTADE
VEM SEMPRE A BONANÇA...FELIZMENTE!! )


O amor é preocupação. Ter o coração já previamente ocupado. Ter medo que alguma coisa de mal aconteça à pessoa amada. Sofrer mais por não poder aliviar o sofrimento da pessoa amada do que ela própria sofre.
O amor é banal. É por isso que é tão bonito. O que se quer da pessoa amada: antes que ela nos ame também, é que ela seja feliz, que seja saudável, que tudo lhe corra bem. Embora se saiba que o mundo não o permite, passa-se por cima da realidade, do raciocínio do que é possível, e quer-se, e espera-se, que Deus abra, no caso dela, uma excepção.

A paixão pode parecer mais interessante. Mas irrita-me que se compare com o amor. Como se pode comparar dois sentimentos que não têm uma única semelhança? Se o amor e a paixão coincidem, é como a cor do céu e do mar num dia de Verão — é uma alegria, mas nada nos diz acerca do que distingue o ar da água.
Dizer que o amor pode começar como paixão é uma forma falaciosa de estabelecer uma continuidade entre uma e outra, geralmente pejorativa para o amor, que é entendido como um resíduo da paixão, uma consequência menos alterosa, mas mais profunda, menos excitante mas mais eterna.

O amor começa pelo amor. É o céu. O céu foi criado primeiro. A paixão é um simples impulso físico, material, mensurável, explicável por todas as ciências da atracção. É o mar. O mar está mais perto de nós. Podemos chegar ao fundo dele. A diferença entre o amor e a paixão é como a diferença entre a cosmologia e a oceanografia. O mar tem fim, tem peso, tem vida. O céu não tem limite. O céu é dos astrónomos e dos poetas, que sabem que hão-de morrer sem percebê-lo. O mar é dos cientistas e dos observadores, que podem passar a vida dentro dele, sabendo que é finito e perceptível. O céu, como o amor, tem Deus acima dele. O mar, como a paixão, tem o Homem lá dentro. Compare-se o efeito que os anjos têm sobre nós com o que têm as sereias e perceber-se-á a distância entre a religião e a mitologia. A religião é uma coisa de Deus, do amor — a mitologia é uma coisa de pessoas-feitas-deuses, de paixão.

Como coincidem tantas vezes amor e paixão, é preciso isolá-los para não confundi-los. Basta responder à velha pergunta, sem responder depressa, com as velhas mentiras com que nos enganamos uns aos outros:

«Se essa pessoa só conseguisse ser feliz amando outra, seria capaz de desejar que isso acontecesse, custasse o que me custasse?»
Só quem ama responderá que sim. Imediatamente. Porque o amor é claro, é inevitável e, para além do mais, é um dom maior, maior que o amor-próprio, uma dádiva que ultrapassa as privações e o sofrimento.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Explicações de Português'


 
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quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Maria Lionça - Alma Profunda.




(...)

Em pequenina, logo o seu riso escarolado encheu a aldeia de lés a lés. Velhos e novos acostumaram-se desde o primeiro instante àquele rosto miúdo e rosado onde brilhavam dois olhos negros e perscrutadores. Depois, durante a meninice e a mocidade, foi ela ainda o ai Jesus da terra. Qualquer coisa de singular a preservava do monco das constipações, dos remendos mal pregados, das nódoas de mosto nas trasfegas. Airosa e desenxovalhada, dava o mesmo gosto vê-la a guardar cabras, a comungar ou a segar erva nos lameiros. E quando, já mulher, se falava pelas cavas nas moças casadoiras do lugar, nenhum rapaz lhe pronunciava o nome sem uma secreta emoção.
Além de ser a cachopa mais bonita, dada e alegre da terra, era também a mais assente e respeitada. Quer nas mondas, quer nas esfolhadas, o seu riso significava tudo menos licença. E ninguém lhe punha um dedo. Olhavam-na numa espécie de enlevo, como a um fruto dum ramo cimeiro que a natureza quisesse amadurecer plenamente, sem pedrado, num sítio alto onde só um desejo arrojado e limpo o fosse colher. Embora igual às outras, pela pobreza e pela condição, havia à sua volta um halo de pureza que simbolizava a própria pureza de Galafura. Na pessoa da Maria Lionça convergiam todas as virtudes da povoação. Quem é que merecia a dádiva de uma riqueza assim?
 
(...)
 
Quando inesperadamente chegou um telegrama da capitania de Leixões e ela partiu, é que viram todos como fora capaz, sozinha, de manter indelével a realidade do ausente. Se se metia a caminho, se enfrentava de rosto calmo a primeira viagem distante e o pavor da cidade, lá tinha as suas razões, que eram necessariamente razões de Galafura.
Tal e qual. No dia seguinte a aldeia viu com espanto e comoção que trouxera nos braços de sessenta anos o filho morto. Deram-lho no hospital, a exalar o último suspiro. Meteu-se então no comboio com ele ao colo, já a arrefecer, embrulhado numa manta, a pedir licença a todos, que levava ali uma pessoa muito doente. Arredavam-se logo. E assim conseguiu sentá-lo e sentar-se a seu lado.
Galafura quase que não compreendia como pudera com ele, embora fosse meão e magro.
O que é certo é que pudera, e sem lágrimas nos olhos lhe falava ternamente mal o revisor aparecia no compartimento.
- Dói-te, filho? Dói-te muito? Pois dói... Dói...
Encostava-o ao ombro, enrolava-lhe a manta nas pernas hirtas e mostrava os bilhetes,
Em Gouvinhas apeou-se. À porta da estação, o guarda arregalou muito os olhos, mas deixou passar. E daí a pouco, no macho do Preguiças, o Pedro subia a serra para dormir o derradeiro sono em Galafura, que era ao mesmo tempo a terra onde nascera e o regaço eterno de sua mãe. 


 
Miguel Torga, Contos da Montanha





( Escolhi este conto, por um motivo e num momento muito especial para mim.   Dedico-o a todas as Mães que, de alguma forma, envidam todos os esforços, para que os seus filhos vivam em paz, felizes e com dignidade, antes que a vida chegue ao fim. )

  
 
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domingo, 6 de Abril de 2014

Será que a toalha se aguenta?...:))




                                
                                         ( Vamos ver quem é mais teimoso!!)



Provavelmente, este vídeo é mais conhecido que a Sé de Braga! Eu conheço a Sé, mas não o conhecia! Se houver alguém que ainda o não tenha visto, talvez fique na mesma expectativa que eu!...:)
Foi-me enviado por uma boa amiga, via e-mail.
Um beijinho para ela!:))

BOA SEMANA!...

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