sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Pertença e Lealdade

Ocorreu-me à ideia um livro que li há muitos anos, da autoria do escritor Ernest Hemingway e que tem por título “Por Quem os Sinos Dobram”. Há um parágrafo final que define bem, o sentido de pertença e lealdade no colectivo.
Como não me recordava, na íntegra, do texto que constitui o dito parágrafo, voltei a folhear o livro e vou aqui transcrever uma parte:
“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo. Cada um de nós faz parte de um todo. A morte de alguém deixa-me mais só, porque eu faço parte da Humanidade. Por isso, nunca procures saber por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.
Não é só a beleza poética que me encanta neste texto, mas o seu sentido mais profundo.
Numa época em que as novas tecnologias estão cada vez mais presentes, as pessoas têm tendência para se isolar, sem tempo nem vontade para conviver pessoalmente, preferindo comunicar via E-mail. Criando até, amigos virtuais. Porém, nada substitui o calor humano do convívio e do contacto entre as pessoas.
Na realidade todos nós vivemos interligados em relações de trabalho, familiares, escolares, sociais e outras. O sentido de pertença acontece, quando nos sentimos integrados e aceites nesses grupos. A lealdade recíproca é o factor essencial, que consolida e fortalece os laços de união entre as pessoas.

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