domingo, 13 de março de 2016

" Morte Constante Para Além do Amor ".

Tela de  Serge Marshennikov


Ao senador Onésimo Sánchez faltavam-lhe seis meses e onze dias para morrer quando encontrou a mulher da sua vida.
Conheceu-a no Rosal del Virrey, uma povoaçãozinha ilusória, que de noite era um abrigo furtivo para os navios de longo curso dos contrabandistas. Até o seu nome parecia uma zombaria, pois a única rosa que se viu naquela povoação levou-a o próprio senador, na mesma tarde em que conheceu Laura Farina.

Desde que conheceu o senador Onésimo Sánchez, na primeira campanha eleitoral, Nelson Farina tinha suplicado a sua ajuda para obter um falso bilhete que o pusesse a salvo da justiça. O senador, amável mas firme, tinha-lho negado.
Nelson Farina não desistiu durante vários anos, e cada vez que se lhe proporcionava uma ocasião repetia a diligência com uma petição diferente. Mas recebeu sempre a mesma resposta. De maneira que daquela vez deixou-se ficar na rede, condenado a deixar-se apodrecer vivo naquela ardente guarida de corsários. Cuspiu o seu rancor:

   - Merde – disse -   c’est le Blacaman de la politique.

   Depois do discurso, como de costume, o senador deu um passeio pelas ruas da povoação. Uma mulher encarrapitada no telhado de uma casa, entre os seus seis filhos menores, conseguiu fazer-se ouvir por cima do alvoroço.

   - Eu não peço muito, senador – disse – a não ser um burro para trazer água do Poço do Enforcado.
   O senador observou as seis crianças esquálidas.
    - Que é que aconteceu ao teu marido? – perguntou.
    - Foi procurar destino na ilha de Aruba – respondeu a mulher, bem-disposta – e o que encontrou foi uma forasteira daquelas que põem diamantes nos dentes.
    A resposta provocou um estrondo de gargalhadas.
   - Está bem – decidiu o senador – terás o teu burro.
   Pouco depois, um ajudante levou a casa da mulher um burro de carga, nas costas do qual tinham escrito com pintura eterna um manifesto eleitoral, para que ninguém se esquecesse de que era uma dádiva do senador.

  Na última esquina, por entre as estacas do pátio, viu Nelson Farina na rede e pareceu-lhe cinzento e murcho, mas cumprimentou-o sem afecto:
   - Como está?
   Nelson Farina virou-se na rede e deixou-o ensopado no âmbar triste do seu olhar.
   -  Moi, vous savez – disse.
   A sua filha apareceu no pátio ao ouvir a troca de palavras. Trazia vestida uma bata cubana vulgar e usada e tinha a cabeça enfeitada com laços de fitas. Mesmo naquele estado de negligência era possível imaginar que não havia outra mais bela no mundo. O senador ficou sem alento.
   - Porra – suspirou assombrado – as tolices que Deus se lembra!

   Nessa noite Nelson Farina vestiu a filha com as suas melhores roupas e mandou-a ao senador. Dois guardas armados de rifles, que cabeceavam de calor na casa emprestada, mandaram-na esperar na única cadeira do vestíbulo.
   O senador estava no quarto contíguo, reunido com os principais do Rosal del Virrey. Tinha a camisa ensopada de suor e tentava secá-la sobre o corpo com a brisa quente do ventilador eléctrico, que zumbia como um moscardo na modorra do quarto.
     Enquanto falava, o senador tinha arrancado um cromo do calendário e tinha feito com as mãos uma borboleta de papel. Pô-la na corrente do ventilador, sem nenhuma intenção, e a borboleta revoluteou dentro do quarto e depois saiu pela porta entreaberta.

   Laura Farina viu sair a borboleta de papel. Depois de ter dado várias voltas, a enorme borboleta litografada desdobrou-se completamente, esborrachou-se contra a parede e ali ficou pegada. Laura tentou arrancá-la com as unhas e um dos guardas reparou na sua tentativa inútil.
   -- Não se pode arrancar – disse entre sonhos – está pintada na parede!

     Laura voltou a sentar-se quando começaram a sair os homens da reunião.
O senador permaneceu na porta do quarto com a mão na aldraba e só reparou em Laura quando o vestíbulo ficou desocupado.

   - Que fazes aqui?
   - C’est de la part de mon père – disse ela.

  O senador compreendeu. Observou atentamente Laura Farina, cuja beleza inverosímil era mais imperiosa que a sua dor, e então decidiu que a morte decidisse por ele.
  - Entra – disse-lhe.
  Laura ficou maravilhada na porta do quarto: milhares de notas de banco flutuavam no ar, esvoaçando como a borboleta. Mas o senador apagou o ventilador, e as notas ficaram sem ar, e pousaram-se sobre as coisas do quarto.

   - Já vês – sorriu – até a merda voa.

   O senador sentou-se numa cama de campanha falando de rosas, enquanto desabotoava a camisa. Atirou para o chão a camisa molhada e pediu a Laura que o ajudasse a tirar as botas.
   Ela ajoelhou-se diante do catre. O senador continuou a estudá-la, pensativo, e, enquanto lhe desapertava os atacadores, perguntou-se para qual dos dois seria a má sorte daquele encontro.

   - És uma criança – disse.
   - Não acredite – disse ela – vou completar dezanove em Abril.
   O senador interessou-se.
    - Em que dia?
    - A onze – disse ela.
    O senador sentiu-se melhor.
   - Somos Aries – e acrescentou sorrindo: - É o signo da solidão.

   Laura não lhe prestou atenção, pois não sabia o que fazer com as botas. O senador, por seu lado, não sabia o que fazer com Laura, porque não estava habituado aos amores imprevistos, e, além disso, estava consciente de que aquele tinha origem na indignidade.
   Só para ganhar tempo para pensar, prendeu Laura entre os joelhos, abraçou-a pela cintura e estendeu-se de costas no catre. Então compreendeu que ela estava nua por baixo do vestido, porque o corpo exalou uma fragrância obscura de animal de monte, mas tinha o coração assustado e a pele aturdida por um suor glacial.

   - Ninguém gosta de nós – suspirou ele.

   Deitou-a a seu lado, para a ajudar, apagou a luz e o aposento ficou na penumbra da rosa. Ela abandonou-se à misericórdia do seu destino. O senador acariciou-a lentamente, procurou-a com a mão, mal lhe tocando, mas onde esperava encontrá-la topou com um estorvo de ferro.

   - Que tens aí?
   - Um aloquete – disse ela.
   - Que disparate! – Disse ele, furioso, e perguntou o que sabia de sobra: - Onde está a chave?

  Laura Farina respirou, aliviada.
  - Tem-na o meu pai – respondeu – Disse-me que lhe dissesse a si que a mande buscar por um mensageiro e que lhe mande com ele uma promessa escrita de que lhe vai resolver a situação.
   O senador pôs-se tenso. «Francesote cabrão», murmurou, indignado. Depois cerrou os olhos para relaxar-se e encontrou-se consigo próprio na obscuridade.

Recorda – lembrou – que sejas tu ou outro qualquer, estarás morto dentro de um tempo muito breve e que pouco depois não restará de vós, nem o nome.
Esperou que passasse o calafrio.

   - Diz-me uma coisa – perguntou então – o que ouviste dizer de mim?
   - A verdade, verdadinha?
   - A verdade, verdadinha.
   - Bem – atreveu-se Laura farina – dizem que o senhor é pior do que os outros, porque é diferente.
   O senador não se perturbou. Manteve um silêncio grande, com os olhos fechados, e quando voltou a abri-los parecia regressar dos seus instintos mais recônditos.

   - Que merda! – decidiu – diz ao cabrão do teu pai que lhe vou resolver o assunto.
   - Se quer, vou eu mesma buscar a chave – disse Laura Farina.
   O senador reteve-a.
   - Esquece a chave – disse – e dorme um bocado comigo. É bom estar com alguém quando se está só.

     Então ela deitou-o no seu ombro. O senador abraçou-a pela cintura, escondeu a cara na sua axila de animal de monte e sucumbiu ao terror. 

Seis meses e onze dias depois havia de morrer nessa mesma posição, pervertido e repudiado pelo escândalo público de Laura Farina e chorando com a raiva de morrer sem ela.



Conto de Gabriel García Márquez - transcrito de uma colectânea composta por sete contos, um dos quais já aqui publicado no ano passado.



39 comentários:

  1. Obrigada pela partilha. Não conhecia.
    Um abraço e uma boa semana

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    1. Por nada, Elvira, eu é que lhe agradeço ter lido e apreciado.

      Um abraço e boa semana!

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  2. Querida Janita:
    Ficamos presas à sua escrita e viajamos pelos mundos que ele nos oferece.
    Uma excelente partilha, obrigada.

    Um beijinho com o desejo que tenhas uma boa semana


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    1. Querida Amiga Fê,

      GGM, é um dos poucos escritores dos quais li verdadeiros 'calhamaços' com enorme prazer.
      De quando em vez, lá me dedico a transcrever uns contos de sua autoria, embora com alguma dificuldade, uma vez que os meus olhos já começam a sentir-se muito cansados.

      Uma excelente semana também para ti, Fê!

      Beijinhos

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  3. "As putas da minha vida"
    Gabriel Garcia Márquez
    Um génio
    com os pés no chão

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    1. O Puma.

      "Memórias das Minhas Putas Tristes" deve ter sido um dos poucos livros de GGM, que não li.
      Ainda não calhou!
      Um Génio mesmo e por vezes com mau génio!
      :)

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  4. Um grande, enorme, escritor, que aprecio
    Bem haja.

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    1. Eu é que lhe fico grata pela visita e leitura, José!

      Um abraço e votos de excelente semana.

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  5. Olá Janita

    Muito obrigado por este conto. Gosto muito de Gabriel Garcia Marquez. Adivinhas qual a obra que mais me diz?

    Abraço virtual grande��

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    1. Olá, Ricardo!

      Eu sei que gostas e eu também! :) Mas não é para agradecer, eu sim!
      Não sei se vou acertar, Ricardo, mas inclino-me para o romance que lhe valeu o prémio Nobel -se não estou em erro - e o meu palpite vai para: "Cem Anos de Solidão".
      Acertei ou não?? :-)

      Beijinhos a abraços. ;)

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  6. o improvável
    e o insólito
    juntos num só conto

    desse génio

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    1. Amigo Rogério.

      Insólito até poderá ser; improvável, acho que não!

      Quanto à genialidade do escritor, sem dúvida que sim!!

      Abraço amigo e obrigada por ter vindo!

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  7. O meu escritor favorito.
    Assim que comecei a ler percebi logo que teria de ser um texto dele.
    Um génio!!
    Beijinhos, boa semana

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    1. Quem conhece o estilo de escrita de GGM facilmente o identifica, logo aos primeiros parágrafos, não é, Pedro?

      Beijinhos, boa semana

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  8. Não posso dizer que seja o meu favorito ! :( ... Na verdade, nem se qual será ! ... Não sou um bom leitor de ficção ! :( ...
    Já por 3 vezes tentei ler "100 anos de solidão" e não consegui passar as 100 páginas ! ... Muito "complexo" ! :(
    ... mas claro que o "defeito" é apenas meu ! ... Paciência ! Ninguém pode ser perfeito ! rsrs

    Um abraço, minha Amiga ! :)

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    1. Amigo Rui, se não aprecias ficção, então o que gostas de ler? Biografias? Poesia? História? Investigação Científica?
      :)

      Cem Anos de Solidão, não se lê assim do pé para a mão, Rui!

      Aquelas gerações da família Buendia li-as num tempo em que o vício da leitura era enorme. Hoje, talvez não tivesse cabeça para o ler. Mas vale sempre a pena tentar.

      Mas vamos lá ao que interessa, Rui: Gostaste do conto ou nem chegaste a ler? :))

      Beijinhos, meu Amigo!

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    2. Sim. Gosto mais de Biografias, Investigação (de todos os tipos), Notícias, Coisas técnicas, alguma Poesia, Coisas soltas, Curiosidades, ... e bastante menos de ficção (tipo romance) !

      Cem anos de solidão é como dizes . A certa altura estou já perdido no meio daquela família que nunca mais acaba e já não sei quem é A ou B , ou de que geração e lá tenho que ir ao princípio ! :((
      Dele só li : "Ninguém escreve ao coronel", "Memória de minhas putas tristes" e "Crónica de uma morte anunciada", mas não recentemente !

      Para te ser franco (não te quero mentir) li obliquamente com a intenção de voltar e ler com mais atenção e prometo que o farei !

      Beijinhos, Janita e dorme bem ! Até amanhã

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    3. Meu querido Amigo,

      Não te sintas obrigado a nada, eu falei por falar. São textos longos e já todos sabemos que os navegantes - sejam amigos ou simples visitantes - preferem textos curtos, facilmente assimiláveis e preferencialmente divertidos.

      Só que é nestes Cantinhos, tão nossos, que cada um de nós abre a alma, expondo o que mais gosta.
      Escrevem os que gostam de escrever, expõem trabalhos fotográficos, os que gostam de fotografia, enfim, não há uma obrigação de agradar e sim de fazer o que se gosta.

      Muitas vezes, quando o tempo sobra, gosto de andar pela blogosfera, páro em blogues que nunca entraram no meu e é com prazer que lá deixo a minha opinião se gostar do que vi ou li. Sem esperar retribuição, apenas porque sim!! :)

      Amigo Rui, espero que entendas este meu desabafo, dido-o a ti como o diria a outro amigo qualquer.
      As palavras, às vezes, saem-nos pelos dedos, quase sem se deterem na ideia...Soltam-se!! :))

      Beijinhos e bem-hajas, meu grande Amigo!! :)

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    4. ... por vezes soltam-se rápido demais, como aquele "dido-o" = digo-o = Lol

      :))

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    5. Conforme prometido cá estive a ler !
      Muito interessante, com algumas passagens curiosas, claro que muito bem escrito, mas confesso-te, mesmo sendo um conto pequeno, para mim, ainda demasiado longo !

      Um Abraço, este bem longo ! :))

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  9. Não conhecia este conto de Gabo e gostei muito. Assim que comecei a ler depreendi logo que era de um escritor sul-americano... :)

    Beijocas

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    1. Teté,

      Este conto está inserido numa colectânea que me foi oferecida no Natal de 90, vê lá tu!! Sei, por causa da dedicatória...:)
      Fiquei contente por ter-te dado a conhecer algo 'novo'. :)

      Beijocas!

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  10. De um trabalho de Gabriel Gárcia Márquez não se desdenha.
    Só que pela enésima vez tenho que dizer que não gosto da figura do senador Onésimo.

    Boa semana, Janita.
    Beijocas

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    1. ???? Pela enésima vez, Observador? E a quem o disseste? A mim, não!!
      Ahhhh, estás a fazer um trocadilho...:))
      És danado para a brincadeira.

      Boa semana, António.
      Beijocas


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  11. Gostei do conto, mas não conhecia!
    De Gabriel li à muitos anos "Memória de Minhas Putas tristes" e "Cem anos de solidão, mas sinceramente os titulos são a única coisa que recordo, a minha filha tem o "Crônica de uma Morte Anunciada " já tive cá em casa, mas não li, confesso que não tenho sido grande leitora nos últimos anos!

    Beijinho e uma boa semana.

    P.S. segue email em resposta ao teu comentário <3

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    1. Amiga Adélia.

      Pois, esse que referes não o li eu, ainda! Como o disse atrás, não calhou. A Crónica lê-se bem, já os 100 anos é obra para nos ocupar durante uns tempinhos.

      Beijinhos para ti e Rodrigo.
      A resposta ao mail já seguiu, Adélia.

      Boa semana e obrigada!
      Um abraço amigo.

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  12. Gostei muito deste conto. Obrigada pela partilha aqui.
    um beijinho
    Gábi

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    1. Eu também, Gábi, mas pode haver quem não aprecie a escrita do autor! :) Os gostos são tão relativos...
      Eu é que te agradeço a visita e a leitura.:)

      Beijinhos

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  13. Gostei muito de ler este conto , que não conhecia !

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    1. Olá, helia

      Seja bem-vinda e Obrigada pela visita.
      Já estive no seu cantinho, embora um pouco a correr, e gostei muito do que vi.
      Muito acolhedor e intimista. Tem uma família linda. :)

      Um beijo

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  14. Ando afastado de algumas leituras por ocupar o tempo com outras. No caso de GCMarques tenho dois dos seus livros "ali" esperando a vez para serem lidos.
    Até os livros para serem lidos (os meus) estão em lista de espera! (e fui eu quem pagou a taxa moderadora).
    :)) :)) :))
    Beijokas e sorrisos (sem esperas)

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    1. Com tanta coisa a acontecer pelo país e no mundo, o que não faltam são leitura, não é Kok??
      Se este conto ficar em lista de espera, deixa, que eu não te cobro taxa moderadora!! :)

      Beijokas com moderação!;))

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  15. Olá Janita!
    Nunca li nenhum livro dele, mas gostei da maneira como a escrita nos transporta para aquele ambiente.
    Beijinhos!
    :)

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    1. Olá, Paulinha!!

      Que bom teres voltado à blogosfera! Blog novo, look novo, assim mesmo é que é!!
      Fico muito feliz por não me teres esquecido. Vamos continuar como dantes. :))
      Há mais algum livro na forja? Depois falaremos melhor...;)

      Beijinhos! :)

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    2. Obrigada Janita! Há livro aiiiiiinnnda muito no princípio, mas logo que saia cá para fora vais saber eheheheh!
      Beijinhos e bom fim-de-semana!

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  16. "...dizem que o senhor é pior do que os outros, porque é diferente." Por cá, na nossa realidade, todos se tornaram piores por serem iguais.
    García Márquez sabia o que escrevia.
    Grato pela escolha.


    Beijo
    SOL

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    1. Muito oportuna essa tua observação, SOL.
      Grande constatação da realidade que nos rodeia.
      Querem fazer-nos acreditar que as coisas mudam, mas no fundo, com o passar do tempo vemos que tudo continuará + ou - igual!!

      Beijinhos!

      PS- Tu é que mudaste a tua foto de perfil...:)

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