segunda-feira, 19 de agosto de 2019

A ARTE DO OLHAR. # 1



Vou dar início a uma nova rubrica que tentarei ir publicando em todas as segundas-feiras.  Desta feita será sobre Fotografia e Fotógrafos.






















Para estreia escolhi esta foto, ela faz parte da Exposição “Génesis”, do fotógrafo documentarista brasileiro, Sebastião Salgado, que mostra a Terra “como era e como de facto ainda é em muitas áreas vastas. Um Planeta a contemplar, conhecer e preservar”


Espero e desejo que vos agrade e entusiasme.


:) 





sábado, 17 de agosto de 2019

RESTOS DE SAUDADE.


Não desfolhes as rosas que um dia plantei
Rega-as com carinho, 
 sem má vontade.
Sabes que em cada dia
 luto para conseguir ânimo e alegria,
evitando os seus espinhos




...olhando o teu pálido sorriso, 
noto-lhe um quê de animosidade.
Não desfolhes as rosas que um dia plantei…
… agora elas são somente os restos da minha saudade.




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Atentem Nisto, Ó Pais!



O rei dos animais, o rugidor leão,
Com o porco engraçou, não sei por que razão.
Quis empregá-lo bem para tirar-lhe a sorna
(A quem torpe nasceu nenhum enfeite adorna):
Deu-lhe alta dignidade, e rendas competentes,
Poder de despachar os brutos pretendentes,
De reprimir os maus, fazer aos bons justiça.
E assim cuidou vencer-lhe a natural preguiça; 





Mas em vão, porque o porco é bom só para assar, 
E a sua ocupação dormir, comer, fossar. 
Notando-lhe a ignorância, o desmazelo, a incúria, 
Soltavam contra ele injúria sobre injúria 
Os outros animais, dizendo-lhe com ira: 
«Ora o que o berço dá, somente a cova o tira!» 
E ele, apenas grunhindo a vilipêndios tais, 
Ficava muito enxuto. Atenção nisto, ó pais! 



Dos filhos para o génio olhai com madureza; 
Não há poder algum que mude a natureza: 
Um porco há-de ser porco, inda que o rei dos bichos
O faça cortesão pelos seus vãos caprichos. 

Bocage, in 'Fábulas



[Nota da administração:
Todo o conteúdo desta publicação foi recolhido na Net. ]

(Diz a administradora que não anda aqui para enganar ninguém.) 


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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Porque Hoje É Sexta-Feira. # 65












E por agora é tudo!!

Bom Fim-De-Semana.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Be In Love...





          




...é estar em União, na vontade de construir a mudança, através da Música.




                                                                

A foto da azálea é minha, of course!

(quando não for, eu aviso. ) 




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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

As Palavras Que Te Direi.



Sonhei que escrevia, numa folha em branco, uma frase sobre algo que me seria de muita valia, pois evitava que tropeçasse em determinado perigo que muito me faria sofrer. Assim como uma espécie de premonição. Acordei estremunhada e, ainda de olhos fechados, repeti-a mentalmente uma, duas, três vezes, até ter a certeza de ter decorado a mensagem.

Olhei o relógio digital de cabeceira e constatei ser ainda cedo para me levantar. Estiquei as pernas, voltei a cerrar os olhos e, sem querer, adormeci de novo.

Lembrei-me do sonho há poucas horas e, por mais esforços que faça, não me lembro da frase premonitória. 

Vou passar a ter um lápis e um bloco de notas sobre a mesa-de-cabeceira, já atulhada de livros, cuja leitura vejo que nunca mais consigo levar ao fim.

Sinto-me um pouco apreensiva e estou pedindo a Morfeu que me permita sonhar o mesmo sonho. Juro que não me permitirei readormecer sem ter escrito as palavras que sonhar…e te poderei dizer.



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sábado, 10 de agosto de 2019

Luta de Titãs. [ Com Adenda. ]






Enquanto, no ar parado, sem o mais leve sinal de vento, se

desenrola uma luta renhida, na minha mão, o galo adivinhador 
do tempo, luta para definir qual a cor que me deve mostrar, para que me decida sobre o que hei-de fazer, hoje. 
Praia... ou passeio na cidade grande?



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Adenda: 17:00 horas, agora.
Entrementes, enquanto o tempo vai passando e eu não decido nada, olho de novo o galo e não é que o mágico já me anuncia - num azul lindo -  tempo bom para a praia? Ora bolas...agora já é tarde para sair de casa...Fica para amanhã!! :)



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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Porque Hoje É Sexta-Feira. # 64



Pobres vs Ricos

Rico com uniforme: Coronel.
Pobre com uniforme: Porteiro.

Rico com pistola: Precavido.
Pobre com pistola: Assaltante.

Rico com unhas pintadas: PlayBoy.
Pobre com unhas pintadas: Gay.

Rico com pasta: Executivo.
Pobre com pasta: Traficante.

Rico com motorista: Milionário.
Pobre com motorista: Preso.

Rico com sandálias: Turista.
Pobre com sandálias: Mendigo.

Rico que come muito: Bem alimentado.
Pobre que come muito: Esfomeado.

Rico a ler jornal: Intelectual.
Pobre a ler jornal: Desempregado.

Rico a coçar-se: Alérgico.
Pobre a coçar-se: Sarnento.

Rico a correr: Desportista.
Pobre a correr: Ladrão.

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Um homem está a beber uma cervejinha num bar, quando chega um sujeito e intercepta-o:
- O senhor esteve aqui há três meses!
- Pode ser, mas como tem a certeza disso? – Pergunta intrigado o homem. Explica o primeiro:
- Reconheci o seu guarda-chuva!
Responde o segundo:
- Ah…, mas há três meses eu nem tinha este guarda-chuva…
E diz o primeiro:
- Mas eu tinha!



F E L I Z   S E X T A - F E I R A

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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Pobrinha...Pobrinha.

Sebastião Artur Cardoso da Gama foi um poeta e professor português, 
licenciou-se em Filologia Românica, 
pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1947.
Toada do Ladrão.
[Poema de Sebastião da Gama]

A mim não me roubaram
Porque eu nada tinha.
Mas roubaram tudo
À minha vizinha.

Vejam os senhores:
Roubaram-lhe a ela
A filha mais grácil,
A filha mais bela.






Nem na sua casa,
Nem na freguesia,
Sequer no concelho,
Melhor não havia.

Prendada, bonita...
E depois... uns modos
De matar a gente,
De prender a todos.

Dizia a vizinha
Que era o seu tesoiro;
Que valia mais
Que a prata e que o oiro.



Que a não trocaria
Por coisa nenhuma;
Que filhas assim
Só havia uma.

Pois hoje um ladrão
Que há muito a mirava
Entrava-lhe em casa
Para sempre a levava.

É a minha vizinha
Dona de solares
E de longas terras
Com rios e pomares.

E de jóias raras
Que ninguém mais tinha,
Ei-la num instante
Pobrinha... pobrinha...

(Tem pomares ainda,
Tem jóias, tem oiro...
Mas de que lhe servem
Sem o seu tesoiro?)


- Vizinha e senhora,
Não me queira mal!
Se há ladrões felizes
Sou o mais feliz
Que há em Portugal.



[ Imagem e poema recolhidos na Net.]


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terça-feira, 6 de agosto de 2019

AS LINHAS DA VIDA.


Eu, acredito! Acredito na força de um poder superior à vontade da Humanidade. Chamem-lhe Natureza, Deus ou o que melhor se adaptar às vossas crenças. Ou, não acreditem, simplesmente.

Mas eu acredito, e sei que no fundo, tu, Cláudio Gil, também acreditas. 

                                                             

Acreditas na linha que Deus para ti criou, apesar de te considerares imperfeito e reconheceres que nunca andaste direito, na linha que Deus fez.

Continua, pois, a sonhar, a escrever, compor e a acreditar. Nunca desistas dos teus sonhos.

Eu acredito em ti, Amigo! Sê feliz e acredita em ti, acima de tudo.

Ninguém deve ficar, eternamente, preso ao estigma de ser filho do desespero. 

Eles, não o quereriam...e também precisam de voltar a acreditar.





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domingo, 4 de agosto de 2019

Maria Antonieta.

Reedição *



Maria Antonieta é uma velha amiga que conheço desde os tempos de juventude. Contou-me ela, certo dia, num dos nossos momentos de desabafos e lembranças mútuas, que sempre teve boa boca, tudo o que fosse comestível marchava. Desde pequena que era assim. Caldo verde com carapauzinhos fritos e ervilhas estufadas com ovos escalfados eram, no entanto, os seus pratos preferidos.

Só havia algo que nunca conseguiu tragar: grelos. Fossem de couve ou de nabo. De nabos, então, com aquele sabor acre, azedo, nem pensar…Davam-lhe  volta ao estômago e não havia nada a fazer.

Pois num belo dia em que acompanhou uma sua prima-irmã, que andava a mudar de casa, lá para os lados de Benfica, após muitas voltas e reviravoltas, idas à mercearia do bairro pedir caixas de cartão, embalar roupas de cama, embrulhar louça em papel de jornal, ouvir os monólogos da prima; isto vai para o lixo, isto vou dar à minha vizinha… ai não, é bom demais, vou mas é ficar com isto e mais tarde resolvo.

Sobe e desce escadas…quando chegou ao entardecer é que se lembraram que desde o frugal dejejum não havia entrado nas suas bocas qualquer espécie de alimento. Maria Antonieta sentia a barriga colada às costelas. Na casa, prestes a ficar devoluta, a despensa estava vazia. Contou-me ela que a vontade de comer passou a fome, fome mesmo, daquela de esganar.

Lembrou-se a prima de ir ver se na mercearia haveria algo que pudessem cozinhar, já que naquele tempo não existiam restaurantes de take away. Ficou Maria Antonieta em casa a embalar os últimos trastes. Quando se sentou à mesa, improvisada, que em tempos normais servia para passar roupa a ferro, viu sair das mãos da prima uma fumegante travessa de batatas cozidas, um chouriço de carne cortado em rodelas grossas e algo verde e de cheiro pouco apetecível: os malfadados grelos.

Nesse dia forçou-se a comê-los pois não quis dizer que não gostava, e, a partir desse jantar, que lhe soube como o melhor manjar, coisa que só sabe dar valor quem já sentiu fome, dizia e garantia Maria Antonieta, que nem na noite de Consoada dispensava uma boa e fumegante travessa de grelos cozidos a acompanhar o bacalhau.

Poderia faltar o peru, mas grelos; nunca!

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* Texto já publicado AQUI


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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Humildade - Apanágio de Quem É Grande.

Faria hoje a bonita idade de noventa anos o cantautor que rejeitou em vida todas as condecorações que lhe foram propostas.
Claro que me refiro ao Grande Zeca Afonso. A quem mais...?


A foto, obtive-a, no último mês do ano passado, a partir da notícia publicada no suplemento de um jornal diário.


                                                   
Parabéns, José Afonso!




Obrigada por ter sido o Grande e Nobre defensor
 da igualdade de direitos e de maior justiça social, - ainda por alcançar - através das suas canções de intervenção,
sem esperar honrarias nem glória.




terça-feira, 30 de julho de 2019

YOLANDA.

Quatro versões de uma canção, inicialmente escrita e composta, para um mesmo Amor.








Mas que pode servir para qualquer um outro Amor: o vosso, o nosso; o deles!

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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Aquele Nosso Abraçaço, Querido Amigo Rui.

É assim, de sorriso no rosto, espelhando toda a Bondade e Luz que tinhas no teu coração puro, que te quero recordar e guardar no meu coração e no pensamento. 




Descansa em Paz, Querido Amigo.

Um dia, lá nos reencontraremos.

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sábado, 27 de julho de 2019

A OLHAR DE LONGE.


Para terminar com este indefinido NIM, de quem não fica nem abala de vez, quero deixar uma palavra de agradecimento a todos os meus amigos e visitantes, principalmente aos que sempre me estimaram e sempre me aceitaram  como sou. Eu sei quem são e espero que eles/as também o saibam.
As coisas não vão mudar muito daqui para a frente. Ainda que os tais afazeres tenham abrandado e a minha vidinha tenha voltado ao seu ritmo normal, houve algo em mim que se quebrou, quebrando a minha vontade de prosseguir com o blogue. Porém, conhecendo-me como me conheço, de um dia para o outro a chama poderá voltar a fulgir.


Ate lá, não irei ficar a dormir como o meu tareco, que mais parece ter sido picado pela mosca tsé-tsé…deitada em cama velha e alquebrada, como este velho vaso, queimado por muitas geadas e sóis inclementes... 



.... esperando o beijo de um belo príncipe, para despertar da modorra, tal como o gato despertou, com o cheirinho doce do bolo de limão acabado de sair do forno. Nada disso!




A vida continua e eu também continuarei, por aí…ou parada por aqui…




…a olhar-vos, a ler-vos, quiçá, a comentar-vos, ao/e, de longe.


Fiquem bem, e sejam Todos vós, visitantes,
 em especial os

Meus  Amigos


  Felizes, Muito Felizes!


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sábado, 20 de julho de 2019

TENTEI, MAS NÃO CONSEGUI....


....Conciliar os meus actuais afazeres com o blogue.  Gosto de ter tempo para retribuir as vossas visitas e responder aos  comentários que aqui me deixam, com a mesma gentileza e simpatia que recebo. É o mínimo que qualquer autor de blogue, com a caixa de comentários aberta, pode fazer.
Assim sendo,  farei um breve intervalo, porém,  sempre que tenha um tempinho mais liberto, virei deitar os olhos pelo blogobairro....Fiquem bem e não pensem que se vão livrar de mim...EU VOLTO!!  :)


      



Até Já!





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sexta-feira, 19 de julho de 2019

Porque Hoje É Sexta-Feira. # 63

Imagem DAQUI
Não sendo bem das vermelhuscas, as brejeirices d'hoje estão a cargo de Bocage.


Um proprietário de uma casa de banhos, amigo de Bocage, pediu-lhe que redigisse um letreiro para a tabuleta da casa. O poeta, sempre gozador, escreveu:
“Banhos frios. Também os temos quentes para senhoras a 200 réis, com lençóis.”
O homem ficou muito contente e mandou pintar a placa.
Dias depois aparece novamente o dono da casa dos banhos ao poeta, a dizer-lhe que os vizinhos não tinham gostado do letreiro, e seria bom corrigi-lo.
Disse o poeta:
-Ponha, então, assim: “Banhos frios. Também os temos para senhoras quentes de 200 réis, com lençóis”.
O homem ficou muito contente, mas correu a consultar os vizinhos. Meia hora depois tornava ele a casa do poeta para lhe dizer que os vizinhos acharam “pior a emenda do que o soneto”.
Bocage, aborrecido já com aquela história, exclamou:
– Olhe, meu amigo, ponha então assim: “Banhos frios. Com senhoras não queremos negócios quentes. Nem quentes, nem frios, nem por 200 réis, nem por nada, nem com lençóis, nem sem lençóis.”

*

Uma tarde, dirigiam-se para a Igreja - diz-se que a de São Domingos -  uns noivos,  seguidos de numeroso cortejo nupcial. Iam a pé, e a noiva ostentava enormes ramalhetes de flores de laranjeira.
Segundo constava, porém, a moça já não tinha o direito de levar aquela flor, porque entre os grupos que presenciavam a passagem do casamento, murmuravam que ela já estaria “de esperanças”…
O poeta Bocage assistia,  quando os noivos pisavam os degraus da igreja. Ao ver a noiva, riu-se e comentou com os amigos que lhe estavam próximos:
– Façam o baptizado, que é melhor…

*

Este, é um conhecido poema do nosso Bocage:

Quer seja curto ou comprido
Quer seja fino ou mais grosso
É um órgão muito querido
Por não ter espinhas nem osso
De incalculável valor
Ninguém tem um a mais
E desempenha no amor
Um dos papéis principais
Quando uma dama aparece
Ei-lo a pular com fervor
Se é um rapaz, estremece
Se é velho, tem pouco vigor
O seu nome não é tão feio
Pois tem sete letrinhas só
Tem um R e um A no meio
Começa em C e acaba em O
Nunca se encontra sozinho
Vive sempre acompanhado
Por outros dois orgãozinhos
Junto de si, lado a lado
O nome destes porém
Não gera confusões
Tem sete letras também
Tem L e acaba em ÕES
Para acabar com o embalo
E com as más impressões
Os órgãos de que eu falo…
São o coração e os pulmões.

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Mas, para que se não pense que, do Manel Maria, tudo era desbocamento, palavrões e ordinarices, fica-vos um Soneto, revestido de algum sabor erótico, que eu gosto muito.


“Soneto do Prazer Maior.”


Amar dentro do peito uma donzela;
Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura;
Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
Depois da meia-noite na janela.

Fazê-la vir abaixo, e com cautela
Sentir abrir a porta, que murmura;
Entrar pé ante pé, e com ternura
Apertá-la nos braços casta e bela:

Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
E a boca, com prazer o mais jucundo,
Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos:

Vê-la rendida enfim a Amor fecundo;
Ditoso levantar-lhe os brancos folhos;
É este o maior gosto que há no mundo.


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Feliz Fim-de-Semana!

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