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segunda-feira, 3 de abril de 2017

GOSTOS.

Segunda- Feira

Busco dentro de mim
A força que me falta
Tento enfeitar a vida
Vou à luta
                     a contra-gosto


Terça-Feira

Dói-me o cansaço do
Longo caminho
Mas sigo em frente
                                                a contra-gosto



Quarta-Feira

Invento magia
Castelos no ar
Olho para o céu
Desço à terra
                     a contra-gosto



Quinta-Feira

Olho à minha volta
A paisagem já me cansa
Entro em casa
                                     a contra-gosto




Sexta-Feira

O dia amanhece sombrio
Olho-me
Vejo nuvens sinto vento
Tento sorrir
                 a contra-gosto



Tela da pintora - Aurora Fernandes


Sábado

É uma clareira
Um raio de sol
Uma promessa.
Enfeito o cabelo
Alindo a alma
E sorrio
                                  de bom-gosto



Domingo

Não vou à missa
Nada há para recordar
   Fico a preguiçar…
                          com todo-o-gosto



B O A    S E M A N A 






domingo, 5 de fevereiro de 2012

TEMPO DE ESPERA.




"É preciso estar sempre embriagado.
Eis aí tudo: é a única questão.

Para não sentirdes o horrível
fardo do Tempo
que rompe os vossos ombros
e vos inclina para o chão,

É preciso embriagar-vos sem tréguas.
Mas de quê?
De vinho, de poesia ou de virtude.
Mas embriagai-vos.


E se, alguma vez, nos degraus de um palácio,
sobre a relva verde de um precipício,
na solidão morna do vosso quarto,
vós acordardes, a embriaguez
já diminuída ou desaparecida.

Perguntai ao vento, à onda, à estrela,
ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge,
a tudo que geme, a tudo que anda,
a tudo que canta, a tudo que fala.

Perguntai que horas são.
E o vento, a onda, a estrela, o pássaro,
o relógio, responder-vos-ão:

É hora de embriagar-vos!
Para não serdes os escravos
martirizados do Tempo,
embriagai-vos,
embriagai-vos sem cessar!
De vinho, de poesia ou de virtude
...à vossa maneira!"

Poema de Baudelaire