Senti isso, recentemente, quando me vi a braços com um problema que não sabia como solucionar. Depositei esperança em quem de direito, mas em vão.
Se pago um serviço, seria de esperar que a empresa que me presta esse serviço me desse assistência quando dela precisasse...mas, qual quê!?
O que terá sentido esta mulher numa hora de suprema angústia? O mesmo que eu senti? Não! Mil milhões de vezes mais, ela (eles) devem ter-se sentido sós e abandonados, certamente. E também pagam a quem tem o dever de os proteger e ajudar...pagamos todos!
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Se uma bomba terrorista tivesse caído neste nosso cantinho à beira-mar situado, não teria provocado maior destruição, terror e mortos.
Depois da tragédia anterior em que se perderam 64 vidas, mais 36 se seguiram. Fim da fase Charlie...o que é lá isso? A ajuda tem de chegar quando é precisa, a quem dela precisa.
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A cinza que ontem cobria o meu terraço, diz-me que a dor e a perda podem não estar longe de me atingir, mas ainda que houvesse um mar a distanciar-me destes horrores, eu sinto-os como meus. Chorei e revoltei-me com mais esta tragédia.
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Houve alguém que me ajudou a resolver o meu problema comezinho ( mas de suma importância para mim ), e nem sequer foi necessário fazer o tal reset aconselhado por um suposto especialista na matéria.
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Quem nos ajudará e protegerá em futuras situações de vida ou morte? Sim, porque elas se irão repetir. Disso ninguém duvida. Nem quem de direito!...
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