Se viver não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte ou pelo azar - como escreveu Joaquim Pessoa - , então, o que de mau nos pode acontecer, inopinadamente, pode muito bem ser o facto de estarmos no local errado à hora errada - ainda que estejamos no interior da nossa própria casa.
O estrondo foi tão forte que rebentou com a vidraça da janela da cozinha, para a qual me encontrava sentada de costas a uma distância de 1 metro, mais ou menos, quando me dispunha a tomar o meu habitual chá de cidreira, como sempre faço ao chegar a casa, depois de sair do meu local de trabalho.
Fiquei em estado de choque, não pelos estragos feitos, que até nem foram muitos, mas porque me apercebi, instantes depois, que não ouvia nada! Tinha perdido a audição! Só ouvia zumbidos...
Não quero entrar em pormenores, até porque o pior já passou. Fui observada, cerca de meia hora mais tarde, por uma médica que me tranquilizou; não havia perfuração nos tímpanos, mas convinha ser vista por um médico da especialidade.
Ontem fui observada por um otorrino, que me receitou um anti-inflamatório e me garantiu não haverem sequelas irreversíveis. Hoje, ao fim do dia irei ao hospital onde faz serviço; para ser examinada minuciosamente e com os aparelhos apropriados! (SIC)
Porque razão não recorri, na altura do acidente, ao serviço de urgência do hospital?
Porque a partir de determinada hora os serviços de especialidade médica não funcionam, no hospital mais perto da minha zona de residência, e, no meio de tanta aflição, corri para uma Clínica que fica a cinco minutos de minha casa.
O conteúdo do objecto que provocou o rebentamento é tão prosaico e faz-me sentir tão ridícula, que não o irei mencionar. (Talvez o faça um dia, pessoalmente, ou noutro post)
Quero, no entanto, a bem do meu ego, voltar à vossa companhia em grande estilo...Like a Lady!!!
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