Não!
Não se trata de uma análise no e ao day after da realidade do nosso País! Quem sou
eu para ter essa pretensão!!
A verdade é que tenho andado, nestes últimos
dias, a precisar de um reforço de energia anímica; de vislumbrar um raio de sol
na minha vida…
Depois de ter exercido o meu dever de
cidadania, ficou na minha frente o vazio de uma tarde de domingo, chuvosa e
triste, que me pesou na alma como chumbo.
Escolhi este livro, da minha autora de
eleição, por ter sido a primeira que li “a sério”, cujo título e conteúdo, me
transmite sempre uma sensação - ainda que cada vez mais desvanecida - de esperança no porvir.
O motivo principal é que toda a vida da
personagem, Joan, é um cântico admirável de esperança no futuro, ainda por
viver e descobrir!...Até mesmo no final do livro, nos fica a expectativa. Daí, o título!
“Era um domingo de manhã do ano de 1920,
em Middlehope, Pensilvânia Oriental, Estados Unidos da América. Joan Richards, tranquilamente adormecida na
sua cama, abriu os olhos, devagar, e viu o sol de Junho entrar-lhe a jorros
pela janela. A luz iluminava todos os tons de azul do seu quarto azul e marfim
e acariciava as centáureas delicadamente desbotadas do papel da parede.
Uma brisazinha estival agitava as cortinas
franzidas, cor de creme. O sol e o vento enchiam-lhe o quarto de vida.
Uma onda de saudável alegria percorreu Joan,
impetuosamente. Estava, enfim, em casa e para ficar!”…
Se esta pequena “prova”, inicial, vos suscitou o
apetite, procurem o livro e consumam-no até ao fim. Vão ver que vai valer a
pena.
Para mim, funciona como uma ‘injecção’ de
esperança e optimismo, quando me sinto mais desanimada e sem fé neste futuro
incerto, decrépito e preocupante.
Por esse motivo, com frequência o retiro
da estante e releio algumas passagens, que já quase sei de cor.
Tenho-o comigo há tanto tempo!...