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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Já Fui Feliz Aqui. [ L ]




Se houver alguém a quem possa parecer difícil que se possa ser feliz com a leitura de um livro, garanto eu que não é! Eu fui muito feliz com a leitura e, sobretudo, com a aquisição deste, há muito, muito tempo atrás. 

Como curiosidade - se isso não vos parecer muita presunção da minha parte -, há como que uma predestinação de falar sobre este livro de cinco em cinco anos.

Se não acreditam vejam, e já agora leiam a história, AQUI  publicada pela primeira vez, vai para dez anos, e passados cinco anos AQUI.

Ora, se fizerem a conta constatam que, agora,  passaram mais cinco anos.
Pura coincidência, é certo, mas lá que me dá que pensar, isso dá!





domingo, 4 de outubro de 2015

"Há Sempre Um Amanhã"



Não! Não se trata de uma análise no e ao day after da realidade do nosso País! Quem sou eu para ter essa pretensão!!

A verdade é que tenho andado, nestes últimos dias, a precisar de um reforço de energia anímica; de vislumbrar um raio de sol na minha vida…

Depois de ter exercido o meu dever de cidadania, ficou na minha frente o vazio de uma tarde de domingo, chuvosa e triste, que me pesou na alma como chumbo.
 Escolhi este livro, da minha autora de eleição, por ter sido a primeira que li “a sério”, cujo título e conteúdo, me transmite sempre uma sensação - ainda que cada vez mais desvanecida -  de esperança no porvir.
O motivo principal é que toda a vida da personagem, Joan, é um cântico admirável de esperança no futuro, ainda por viver e descobrir!...Até mesmo no final do livro, nos fica a expectativa. Daí, o título!

“Era um domingo de manhã do ano de 1920, em Middlehope, Pensilvânia Oriental, Estados Unidos da América.  Joan Richards, tranquilamente adormecida na sua cama, abriu os olhos, devagar, e viu o sol de Junho entrar-lhe a jorros pela janela. A luz iluminava todos os tons de azul do seu quarto azul e marfim e acariciava as centáureas delicadamente desbotadas do papel da parede.
Uma brisazinha estival agitava as cortinas franzidas, cor de creme. O sol e o vento enchiam-lhe o quarto de vida.
Uma onda de saudável alegria percorreu Joan, impetuosamente. Estava, enfim, em casa e para ficar!”…

Se esta pequena “prova”, inicial, vos suscitou o apetite, procurem o livro e consumam-no até ao fim. Vão ver que vai valer a pena.
Para mim, funciona como uma ‘injecção’ de esperança e optimismo, quando me sinto mais desanimada e sem fé neste futuro incerto, decrépito e preocupante. 
Por esse motivo, com frequência o retiro da estante e releio algumas passagens, que já quase sei de cor.
Tenho-o comigo há tanto tempo!...