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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O Fogo - A Paixão - A Vida.




                                                   Como uma corda tensa
Vivo no dia a dia
Entre esta dor
E aquele sinal

E quando ondula a corda
Caio num ar vazio
Saio de mim
Quero parar

Eu sou a seta
Eu sou o alvo
Sou a espada e a dor
Sombra sem fim

Eu sou a morte
Eu sou a vida
Sou um fogo a queimar
O ar que há em de mim




Pasión

 No me olvides
yo me muero

Amor

mi vida es sufrimiento

Yo
te quiero en mi camino
Por vos
cambiaba mi destino

Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos.

Tengo
un corazón penando
Yo sé
que vos lo está escuchando
Con
mil lágrimas te quiero
Pasión
eres mi amor sincero

Ay,
abrázame esta noche
aunque no tengas ganas
prefiero que me mientas
tristes breves nuestras vidas
acércate a mí
abrázame a ti por Dios
entrégate a mis brazos


 (composições de Rodrigo Leão)




Por gentileza  do administrador do blog Reflexos, o

 amigo António, podem ler toda a informação sobre o disco 

 Life Is Long, apresentado recentemente, num espectáculo no

Coliseu de Lisboa. 

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Tanto sonho...tanta gente!

Imagem da Net



  
 "Esta é a Cidade"




Esta é a Cidade, e é bela.
Pela ocular da janela
Foco o sémen da rua.
Um formigueiro se agita
Se esgueira, freme, crepita
Ziguezagueia e flutua.

Freme como a sede bebe
Numa avidez de garganta
Como um cavalo se espanta
Ou como um ventre concebe.

Treme e freme, freme e treme
Friorento voo de libélula
Sobre o charco imundo e estreme.

Barco de incógnito leme
Cada homem, cada célula.
É como um tecido orgânico
Que não seca nem coagula,
Que a si mesmo se estimula
E vai, num medido pânico.

Aperfeiçoo a focagem.
Olho imagem por imagem
Numa comoção crescente.
Enchem-se-me os olhos de água.
Tanto sonho! Tanta mágoa!
Tanta coisa! Tanta gente!

São automóveis, lambretas
Motos, vespas, bicicletas
Carros, carrinhos, carretas
E gente, sempre mais gente
Gente, gente, gente, gente
Num tumulto permanente
Que não cansa nem descansa

Um rio que no mar se lança
Em caudalosa corrente.

Tanto sonho! Tanta esperança!
Tanta mágoa! Tanta gente!


Poema de António Gedeão



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