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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Os TAIS QUAIS, São Fenomenais!...



 
A estreia ao vivo, deste supergrupo, aconteceu a 09 de Junho de 2014 no Festival Encontro de Culturas, em Serpa.
Nesta altura, ainda se vivia na expectativa se o Cante Alentejano viria a  ser escolhido pela UNESCO, para fazer parte do Património Imaterial da Humanidade. O que veio a acontecer, para gáudio nacional, especialmente,  do povo alentejano.
 

“Olha a Noiva Se Vai Linda”
Celina já te casaste
Já o laço te apanhou
Deus queira que sempre digas
Se bem estava,
Se bem estava melhor estou
Olha a noiva se vai linda
No dia do seu noivado
Também eu queria ser
Também eu queria ser
Também eu queria
Também queria ser casado
Ser casado e ter juízo
Acho que é bonito estado
Também eu queria ser
Também eu queria ser
Também eu queria
Também queria ser casado
Tua boca é uma rosa
Os teus dentes as folhinhas
E essas tuas faces mimosas
São duas,
São duas lembranças minhas
 

 
 
João Gil, Sebastião Santos, Jorge Palma, Celina da Piedade, Tim, Paulo Ribeiro, Vitorino e Serafim (humor), juntos, formam o colectivo “Tais Quais” resgatando das memórias a experiência dos antigos, unida ao talento dos novos autores. Que sigam em frente, somando ao Cante Alentejano, a vontade de dar a conhecer ao Mundo a nossa Cultura Popular.


                                     " Tais Quais"...Oliveiras, olivais...
 
 
 


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Chorei de Emoção...Pelo Reconhecimento Mundial do 'Meu' Cante Alentejano!....

                                                                                           
Quando hoje, logo pela manhã, recebi um telefonema da minha filha a perguntar-me.
- Já ouviste, Mãe?
- Ouvi o quê?- Perguntei surpreendida, tanto mais que não é hábito telefonar-me tão cedo.
- A notícia sobre o Alentejo! -
- Ora...quero lá saber! 
 Retorqui - pensando em Évora. Mas não, felizmente!

A UNESCO elegeu O Cante Alentejano, como Património Imaterial da Humanidade.


A proposta da candidatura partiu da iniciativa do autarca da Câmara Municipal de Serpa, minha terra natal. Daí, a nossa alegria por vermos concretizada a expectativa, que dura há várias semanas!

Emocionei-me! Veio-me à memória a voz da minha saudosa Mãe e o Cante a duas vozes, que tanto ouvi na minha meninice!

E chorei, de emoção!
 
Que ainda haja em Portugal motivos de orgulho pelas nossas tradições.  Pelo trabalho  honesto, em que o Cante servia de companhia aos trabalhadores, às ceifeiras e alegrava a vida de quem vivia no Alentejo!!
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Reedição de parte dum texto que publiquei em 2010.



 
 



 

Aqui, fui uma espécie de pagadora de promessas!

A minha tia Gertrudes, sofreu um acidente grave e prometeu a Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira de Serpa, que se recuperasse a saúde e a genica, entre outras dádivas, alguém iria na procissão, por altura da Páscoa, vestida de Nossa Senhora das Dores.

Ora, como eu era o membro feminino mais novo de toda a família, a escolha recaiu sobre mim.
Creio que teria uns sete anos.

Lembro-me que, tal como hoje, não gostava de acatar ordens, preferia que me pedissem... Por isso tudo me foi pedido com muito jeitinho.
A minha tia, mulher enérgica e toda despachada, que adorava dar ordens, andou uns tempos comigo nas palmas das mãos.
Até prometeu. e cumpriu, comprar-me uns sapatos novos para calçar nesse dia.

O pior é que os ditos eram tão rijos, que no final da procissão eu tinha os pés cheios de bolhas.
Mas valeu a pena!...
Fui, estoicamente, a pé, claro, da então Vila, até ao cerro onde se situa a Capela de S. Gens e onde estava/está, a imagem da Santa Padroeira.  Nessa altura, ainda não existia lá, a Pousada com o mesmo nome.

A foto foi tirada antes da procissão, senão o meu ar não seria tão risonho, no estúdio fotográfico do "vizinho" Francisco Favinha. O único fotógrafo que havia na terra e com um talento especial para a arte...
 
( VIVA O ALENTEJO E O CANTE ALENTEJANO )