sábado, 19 de março de 2016

Almas Inquietas.

Tela de  Dima Dmitriev

Saiu do bar e embrenhou-se na escuridão que envolvia toda a rua em direcção à Praceta, vagamente iluminada pelo único lampião fixo na parede.

A cada minuto que passava, a cada hora que se esfumava, sabia que tinha de tomar uma decisão. Mas, naquele preciso momento, soube também, que jamais voltaria a sentir-se feliz, ou sequer triste.

Sentia-se entorpecido pela raiva, muito mais do que pelo desânimo. A raiva era a única coisa que ainda o fazia sentir-se vivo.
Seria essa raiva, que abraçava, deixando-a crescer dentro de si como uma doença, maligna, que o levaria a não deixar-se ir abaixo e transformar-se numa criança indefesa.

Precisava da raiva para enfrentar e tentar resolver aquilo que tinha de ser terminado.

Depois, permitir-se-ia chorar…




quinta-feira, 17 de março de 2016

AS T'SHIRTS POLÉMICAS.

Tudo começou quando a turma de Direito da Faculdade resolveu transformar uma célebre frase numa Tshirt e ela ficou famosa no Campus. A frase era assim:



Então, o pessoal de Medicina resolveu provocar:




O pessoal de Administração não deixou por menos:



E a turma de Agronomia mandou esta:




E não termina por aí!
Depois foi a vez do pessoal de Publicidade:



Logo veio a turma de Engenharia participar também da brincadeira:




Mas a frase Campeã foi realmente a de Economia:



Humm...se fosse eu a a eleger a T'shirt vencedora escolheria outra.
Discordo totalmente, da malta da Faculdade de Economia!

....E os meus Amigos/as, o que se lhes oferece dizer sobre isto??

:))


domingo, 13 de março de 2016

" Morte Constante Para Além do Amor ".

Tela de  Serge Marshennikov


Ao senador Onésimo Sánchez faltavam-lhe seis meses e onze dias para morrer quando encontrou a mulher da sua vida.
Conheceu-a no Rosal del Virrey, uma povoaçãozinha ilusória, que de noite era um abrigo furtivo para os navios de longo curso dos contrabandistas. Até o seu nome parecia uma zombaria, pois a única rosa que se viu naquela povoação levou-a o próprio senador, na mesma tarde em que conheceu Laura Farina.

Desde que conheceu o senador Onésimo Sánchez, na primeira campanha eleitoral, Nelson Farina tinha suplicado a sua ajuda para obter um falso bilhete que o pusesse a salvo da justiça. O senador, amável mas firme, tinha-lho negado.
Nelson Farina não desistiu durante vários anos, e cada vez que se lhe proporcionava uma ocasião repetia a diligência com uma petição diferente. Mas recebeu sempre a mesma resposta. De maneira que daquela vez deixou-se ficar na rede, condenado a deixar-se apodrecer vivo naquela ardente guarida de corsários. Cuspiu o seu rancor:

   - Merde – disse -   c’est le Blacaman de la politique.

   Depois do discurso, como de costume, o senador deu um passeio pelas ruas da povoação. Uma mulher encarrapitada no telhado de uma casa, entre os seus seis filhos menores, conseguiu fazer-se ouvir por cima do alvoroço.

   - Eu não peço muito, senador – disse – a não ser um burro para trazer água do Poço do Enforcado.
   O senador observou as seis crianças esquálidas.
    - Que é que aconteceu ao teu marido? – perguntou.
    - Foi procurar destino na ilha de Aruba – respondeu a mulher, bem-disposta – e o que encontrou foi uma forasteira daquelas que põem diamantes nos dentes.
    A resposta provocou um estrondo de gargalhadas.
   - Está bem – decidiu o senador – terás o teu burro.
   Pouco depois, um ajudante levou a casa da mulher um burro de carga, nas costas do qual tinham escrito com pintura eterna um manifesto eleitoral, para que ninguém se esquecesse de que era uma dádiva do senador.

  Na última esquina, por entre as estacas do pátio, viu Nelson Farina na rede e pareceu-lhe cinzento e murcho, mas cumprimentou-o sem afecto:
   - Como está?
   Nelson Farina virou-se na rede e deixou-o ensopado no âmbar triste do seu olhar.
   -  Moi, vous savez – disse.
   A sua filha apareceu no pátio ao ouvir a troca de palavras. Trazia vestida uma bata cubana vulgar e usada e tinha a cabeça enfeitada com laços de fitas. Mesmo naquele estado de negligência era possível imaginar que não havia outra mais bela no mundo. O senador ficou sem alento.
   - Porra – suspirou assombrado – as tolices que Deus se lembra!

   Nessa noite Nelson Farina vestiu a filha com as suas melhores roupas e mandou-a ao senador. Dois guardas armados de rifles, que cabeceavam de calor na casa emprestada, mandaram-na esperar na única cadeira do vestíbulo.
   O senador estava no quarto contíguo, reunido com os principais do Rosal del Virrey. Tinha a camisa ensopada de suor e tentava secá-la sobre o corpo com a brisa quente do ventilador eléctrico, que zumbia como um moscardo na modorra do quarto.
     Enquanto falava, o senador tinha arrancado um cromo do calendário e tinha feito com as mãos uma borboleta de papel. Pô-la na corrente do ventilador, sem nenhuma intenção, e a borboleta revoluteou dentro do quarto e depois saiu pela porta entreaberta.

   Laura Farina viu sair a borboleta de papel. Depois de ter dado várias voltas, a enorme borboleta litografada desdobrou-se completamente, esborrachou-se contra a parede e ali ficou pegada. Laura tentou arrancá-la com as unhas e um dos guardas reparou na sua tentativa inútil.
   -- Não se pode arrancar – disse entre sonhos – está pintada na parede!

     Laura voltou a sentar-se quando começaram a sair os homens da reunião.
O senador permaneceu na porta do quarto com a mão na aldraba e só reparou em Laura quando o vestíbulo ficou desocupado.

   - Que fazes aqui?
   - C’est de la part de mon père – disse ela.

  O senador compreendeu. Observou atentamente Laura Farina, cuja beleza inverosímil era mais imperiosa que a sua dor, e então decidiu que a morte decidisse por ele.
  - Entra – disse-lhe.
  Laura ficou maravilhada na porta do quarto: milhares de notas de banco flutuavam no ar, esvoaçando como a borboleta. Mas o senador apagou o ventilador, e as notas ficaram sem ar, e pousaram-se sobre as coisas do quarto.

   - Já vês – sorriu – até a merda voa.

   O senador sentou-se numa cama de campanha falando de rosas, enquanto desabotoava a camisa. Atirou para o chão a camisa molhada e pediu a Laura que o ajudasse a tirar as botas.
   Ela ajoelhou-se diante do catre. O senador continuou a estudá-la, pensativo, e, enquanto lhe desapertava os atacadores, perguntou-se para qual dos dois seria a má sorte daquele encontro.

   - És uma criança – disse.
   - Não acredite – disse ela – vou completar dezanove em Abril.
   O senador interessou-se.
    - Em que dia?
    - A onze – disse ela.
    O senador sentiu-se melhor.
   - Somos Aries – e acrescentou sorrindo: - É o signo da solidão.

   Laura não lhe prestou atenção, pois não sabia o que fazer com as botas. O senador, por seu lado, não sabia o que fazer com Laura, porque não estava habituado aos amores imprevistos, e, além disso, estava consciente de que aquele tinha origem na indignidade.
   Só para ganhar tempo para pensar, prendeu Laura entre os joelhos, abraçou-a pela cintura e estendeu-se de costas no catre. Então compreendeu que ela estava nua por baixo do vestido, porque o corpo exalou uma fragrância obscura de animal de monte, mas tinha o coração assustado e a pele aturdida por um suor glacial.

   - Ninguém gosta de nós – suspirou ele.

   Deitou-a a seu lado, para a ajudar, apagou a luz e o aposento ficou na penumbra da rosa. Ela abandonou-se à misericórdia do seu destino. O senador acariciou-a lentamente, procurou-a com a mão, mal lhe tocando, mas onde esperava encontrá-la topou com um estorvo de ferro.

   - Que tens aí?
   - Um aloquete – disse ela.
   - Que disparate! – Disse ele, furioso, e perguntou o que sabia de sobra: - Onde está a chave?

  Laura Farina respirou, aliviada.
  - Tem-na o meu pai – respondeu – Disse-me que lhe dissesse a si que a mande buscar por um mensageiro e que lhe mande com ele uma promessa escrita de que lhe vai resolver a situação.
   O senador pôs-se tenso. «Francesote cabrão», murmurou, indignado. Depois cerrou os olhos para relaxar-se e encontrou-se consigo próprio na obscuridade.

Recorda – lembrou – que sejas tu ou outro qualquer, estarás morto dentro de um tempo muito breve e que pouco depois não restará de vós, nem o nome.
Esperou que passasse o calafrio.

   - Diz-me uma coisa – perguntou então – o que ouviste dizer de mim?
   - A verdade, verdadinha?
   - A verdade, verdadinha.
   - Bem – atreveu-se Laura farina – dizem que o senhor é pior do que os outros, porque é diferente.
   O senador não se perturbou. Manteve um silêncio grande, com os olhos fechados, e quando voltou a abri-los parecia regressar dos seus instintos mais recônditos.

   - Que merda! – decidiu – diz ao cabrão do teu pai que lhe vou resolver o assunto.
   - Se quer, vou eu mesma buscar a chave – disse Laura Farina.
   O senador reteve-a.
   - Esquece a chave – disse – e dorme um bocado comigo. É bom estar com alguém quando se está só.

     Então ela deitou-o no seu ombro. O senador abraçou-a pela cintura, escondeu a cara na sua axila de animal de monte e sucumbiu ao terror. 

Seis meses e onze dias depois havia de morrer nessa mesma posição, pervertido e repudiado pelo escândalo público de Laura Farina e chorando com a raiva de morrer sem ela.



Conto de Gabriel García Márquez - transcrito de uma colectânea composta por sete contos, um dos quais já aqui publicado no ano passado.



sexta-feira, 11 de março de 2016

Confissões Macabras...





Em Pias, no leito de morte,  Albertina decidiu confessar ao António:
- Toino, sabias co nosso filho más velho nã é tê filho?

O Toino, muito tranquilo, responde-lhe:
- Dêxa lá Albertina, nã há nenhum problema…

Albertina, muito intrigada com toda a calma do sê Toino, suplica-lhe:
- Escuta lá Toino! Vê se intendes! Tou a dizêr-te cô té filho não é teu!

E o Toino muito serenamente responde-lhe:
- Pois, sim senhôra…eu entendi, Albertina.

- Ai, Jasus!! Por que raios atão tu nã tás zangado e ficas tã  sogadinho, homi?! – pergunta a alentejana aflita.
Finalmente, o Toino lá responde:
- Pois… sabes Albertina,  este filho nã é tê filho, tamém…

Albertina indignada rebate:
- Como nã é meu, home de Deus? Sê carreguê o desinfeliz na minha barriga durante nove mesis?!


E explica o alentejano:
- Lembras-te quando tu tavas na maternidade me pediste para trocar o menino, que tava todo cagado?  Pois…ê troquê-o por um limpinho que tava ao lado…



TENHAM TODOS:


quinta-feira, 10 de março de 2016

De Repente...


...deu-me vontade de um abraço...


Uma vontade de entrelaço,Adicionar imagem
de proximidade, de amizade... sei lá...

Talvez um aconchego que enfatize a vida
e amenize as dores...
Que fale sobre os amores,
que seja teimoso e,
ao mesmo tempo, forte.

Deu vontade de poder rever,
A saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo
e preencha todo espaço
mas que faça lembrar do carinho,
que surge devagarzinho
da magia da união dos corpos,
das auras... sei lá...

Lembrar do calor das mãos,
acariciando as costas,
a dizer: "estou aqui."
Lembrar do trançar
dos braços envolventes
e seguros afirmando:
"estou com você"...


Lembrar da transfusão de forças
com a suavidade do momento...
sei lá...abraço...abraço...abraço...
abraço... abraço...abraço...
abraço..abraço...abraço...

O que importa é a magia deste abraço!
A fusão de energia que harmoniza,
integra tudo, e que se traduz
no cosmo, no tempo e no espaço.

Só sei que agora
deu vontade desse abraço
Que afaste toda e qualquer angústia.
Que desperte a lágrima da alegria,
e acalme o coração
Que traduza a amizade,
o amor e a emoção...

E, para um abraço assim,
só pude pensar em você...
nessa sua energia,

nessa sua sensibilidade,
que sabe entender o porquê...
da vontade desse abraço...



(Poema de Vinícius de Moraes)






quarta-feira, 9 de março de 2016

Eu Sou Aquela...



Não senhores, não sou espia nem intrusa nem sequer usurpadora! (talvez, só um bocadinho)
Vi li gostei muito e quero que outros olhos que não apenas os meus e os olhos de quem vos visita vejam e leiam!

É abuso? Será traição? Creio que não!
 Quem achar que esta foto DAQUI



E este texto xilreado DAQUI não são dignos de uma linda união
pode manifestar-se.... Eu retirarei a publicação! 

A única coisa que poderão alegar é que uma gaivota não é um tordo. Mas cá para mim aves são todos os animais que têm asas e voam. E o que escrevi não tem uma vírgula sequer.

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segunda-feira, 7 de março de 2016

Post Interdito a Menores de Dezoito E/Ou Muito Sensíveis..."Anda Ká K'eu Nãtalêjo" *


Moda das Mamas Grandes

Eram tão grandes, belas, fartas e bonitas.
Todos os dias apareciam no jornal,
 E o presidente da Câmara lá do sítio,
 Quis fazer delas monumento nacional!

 Quando passava pela rua descuidada,
 Os rapazes vinham todos à janelas.
 E entre todos baixinho comentavam,
 Bendito pai que fez uma filha daquelas!

 E as raparigas tábuas lisas que passavam,
 Ficavam tristes a pensar nos seus peitinhos.
Quando ela olhava com vergonha disfarçavam,
E com as mãos tapavam os marmelinhos!

 Passaram dias e as meninas esperavam,
Só para ver se as suas maminhas cresciam.
Pois os rapazes para elas não olhavam,
Só mamas grandes é que os satisfaziam!

 Apareceu o silicone certo dia,
 E grandes seios era coisa que convinha.
 E só não tinha um peito grande quem não ‘cria’
 Mas mamas grandes ninguém tem como ela as tinha!

 Letra: Nuno Tirapicos/Seistetos Música: Moda das tranças pretas


* Título do Álbum da Tuna Académica Seistetos de Évora.



Nota: Este post foi-me inspirado por esta publicação do blog "Fatiferando". 

Ao FATifer, o seu administrador, dedico esta 'gracinha'...:) 


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sábado, 5 de março de 2016

DESPEDIDAS...

Serge Marshennikov


...Durante um tempo, que lhe pareceu interminável, ficou parado atrás dela. Afagou-lhe os ombros com ambas as mãos e beijou-lhe suavemente o pescoço.
Devia haver uma maneira mais apropriada de lhe dizer ADEUS, mas não conseguiu lembrar-se de nenhuma...
...nunca havia sido bom com as palavras...


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quarta-feira, 2 de março de 2016

Como Dar um Comprimido ao seu Gatinho!!...

1- Pegue no gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebé. Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boquinha do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas enquanto segura o comprimido na palma da mão. Quando o amorzinho abrir a boca atire o comprimido lá para dentro. Deixe-o fechar a boquita e engolir.

2- Recupere o comprimido do chão e o gato de detrás do sofá. Aninhe o gato no braço esquerdo e repita o processo.

3 - Vá buscar o gato ao quarto e deite fora o comprimido meio desfeito.

4. Retire um novo comprimido da embalagem, aninhe o gato no seu braço enquanto lhe segura firmemente as patas traseiras com a mão esquerda. Obrigue o gato a abrir as mandíbulas e empurre o comprimido com o indicador direito até ao fundo da boca. Mantenha a boca do gato fechada enquanto conta até dez.



5. Recupere o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-fatos. Chame a sua esposa do jardim.

6. Ajoelhe-se no chão com o gato firmemente preso entre os joelhos, segure as patas da frente e de trás. Ignore os rosnados baixos emitidos pelo gato. Peça à sua esposa que segure firmemente a cabeça do gato com uma mão enquanto força a ponta de uma régua para dentro da boca do gato com a outra. Deixe cair o comprimindo ao longo da régua e esfregue vigorosamente o pescoço do gato.

7. Vá buscar o gato ao suporte do cortinado e retire outro comprimido da embalagem. Tome nota para comprar outra régua e reparar as cortinas. Cuidadosamente varra os cacos das estatuetas e dos vasos do meio da terra e guarde-os para colar mais tarde.

8. Enrole o gato numa toalha grande e peça à sua esposa para se deitar por cima de forma a que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco. Coloque o comprimido na ponta de uma palhinha de beber, obrigue o gato a abrir a boca e mantenha-a aberta com um lápis. Assopre o comprimido da palhinha para dentro da boca do gato.

9. Leia a literatura inclusa na embalagem para verificar se o comprimido faz mal a humanos, beba uma cerveja para retirar o gosto da boca. Faça um curativo no antebraço da sua esposa e remova as manchas de sangue da carpete com o auxílio de água fria e sabão.

10. Retire o gato do barracão do vizinho. Vá buscar outro comprimido. Abra outra cerveja. Coloque o gato dentro do armário e feche a porta até ao pescoço de forma a que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato com uma colher de sobremesa. Utilize um elástico como fisga para atirar o comprimido pela garganta do gato abaixo.

11. Vá buscar uma chave de fendas à garagem e coloque a porta do armário de novo nos eixos. Beba a cerveja. Vá buscar uma garrafa de whisky. Encha um copo e beba. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data de quando apanhou a última vacina contra o tétano. Aplique compressas de whisky na bochecha para desinfectar. Beba mais um copo. Atire a T-Shirt fora e vá buscar uma nova ao quarto.

12. Telefone aos bombeiros para virem retirar o cabrão do gato de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpa ao vizinho que se estampou contra a vedação enquanto tentava desviar-se do gato em fuga. Retire o último comprimido de dentro da embalagem.

13. Amarre as patas da frente às patas de trás do filho da puta do gato, com a mangueira do jardim e de seguida prenda firmemente à perna da mesa da sala de jantar. Vá buscar as luvas de couro para trabalhos à garagem. Empurre o comprimido para dentro da boca da besta seguido de um grande pedaço de carne. Seja suficientemente bruto, segure a cabeça do corno na vertical e despeje-lhe um litro de água pela goela abaixo para que o comprimido desça.

14. Beba o restante whisky. Peça à sua esposa que o conduza às urgências e sente-se muito quieto enquanto o médico lhe cose os dedos, o antebraço e lhe remove os restos do comprimido de dentro do seu olho direito. A caminho de casa contacte a loja das mobílias para encomendar uma nova mesa de jantar.



15. Trate de tudo para que a protectora dos animais venha buscar o cabrão do gato mutante fugido do inferno. Telefone para a loja dos animais e pergunte se têm tartaruguinhas.

Nota: Li AQUI..........Adorei, fartei-me de rir, pedi permissão e trouxe para cá!!

Espero que se divirtam tanto quanto eu! :))


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