Olha que embrulhado
Está ainda o céu
E o chão todo ensopado
Da água que choveu
*
Foi um dilúvio d'água
Do furacão que fez,
Maria, até dá mágoa
Tantos estragos...Vês?
*
[Poema lido e decorado, algures, ainda na infância, porém, não recordo onde nem quando. Com a forte possibilidade de não corresponder inteiramente aos versos lidos.]
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Alguém nesses versinhos está narrando alguma tragédia da chuva, que talvez o entristeceu. Eu também tenho versinhos guardados na memória de quando ainda era criança, mas com tema mais leve, ou menos sofrido. Abração!
ResponderEliminarTudo depende das nossas leituras infantis. Eu, que lia tudo o que tivesse letras, até a revista Borda D'água que aconselhava os agricultores o que plantar, e o meu avô sempre tinha, não queria saber se o tema versava tristeza ou alegria. Simplesmente, lia! Adora viajar através da leitura. :)
EliminarAbraço, Menino Beija-Flor!
As tempestades serviram para recordares um poema interessante.
ResponderEliminarBeijinhos, Janita.
Por acaso não foram as actuais , António.
EliminarFoi esta fotografia, captada durante uma medonha tempestade de Agosto, já lá vão uns anitos. ;)
Beijinhos
Versinhos lindos e a natureza se rebelando em todos os lugares! beijos, chica
ResponderEliminarVerdade, querida Chica.
EliminarTenho que debruçar-me para os teus blogs e escolher um ou dois, já que fiquei sem a minha Lista de Blogues . Ando a adicioná-los as poucos. O Mineirinho do amigo Toninho também me fugiu.
Beijinhos, amiga.
Isso só prova que as intempéries não são um mal moderno, já há muitos anos nos bateram à porta e inspiraram os poetas a fazer versos para recordar esses acontecimentos a quem viesse a seguir!
ResponderEliminarClaro que não, Tintinaine!
EliminarLembro-me bem de ouvir minha mãe contar de um pastor que andava a guardar um rebanho - lá no meu querido Alentejo - quando rebentou uma valente tempestade. Para se abrigar da chuva, pôs-se debaixo de um chaparro e um raio atingiu-o em cheio, morrendo de imediato. Isto, há mais de meio século.
Abraço.
Bom dia
ResponderEliminarHoje já não se escrevem poemas do género para mais tarde recordar.
JR
É na meninice que tudo o que se aprende e nos toca a alma, também fica gravado na memória. A criançada de hoje é pouco dada à leitura porque tem outros interesses, nomeadamente os jogos electrónicos do telemóvel.
EliminarBoa noite, Joaquim.
Gostei do teu poema que me confirma que a história repete-se-com a ganância do homem pelo poder e as guerras são tão poluentes.
ResponderEliminarTenho imensa pena dos que perdem tudo de uma vida e digo tenho imensa pena!
Beijos e um bom dia!
É verdade, sim. A história da vida tem tendência a repetir-se. Enquanto houver um ser humano, prepotente e tirano, ou simplesmente descontente com o quinhão que lhe cabe por sorte ou direito, vai querer sempre saquear a terra do vizinho.
EliminarAs intempéries vêm um pouco por culpa da poluição e porque a Natureza também tem os seus caprichos.
Quem sofre, são os mais desfavorecidos.
Também me afecta muito ver as imagens de destruição dos haveres de quem trabalhou a vida inteira para ter algo de seu.
Se não for o fogo é a água ou os mísseis do Putin...
Abraço.
Por aqui ainda há gente sem luz, para não falar da destruição de casas , pinhais, empresas.
ResponderEliminarUma verdadeira tragédia.
Abraço
Essa zona também foi das mais afectadas. O pinhal de Leiria que o nosso Rei Poeta mandou plantar, já tinha ficado arrasado pelo fogo e agora, a inclemência da intempérie derrubou o resto.
EliminarUma tragédia e das grandes!
Eu já não teria força anímica para recomeçar nada.
Grande abraço solidário
Muito atual este poema.
ResponderEliminarTambém noutros tempos os nossos eram atingidos por tempestades que faziam grandes estragos. As de agora talvez mais frequentes continuam a fazer grandes estragos muito porque o Homem constrói sem respeitar a Natureza.
Um abraço e obrigado pela recordação.
https://rabiscosdestorias.blogspot.com
Olá, Rui!
EliminarAs florestas estão a ser substituídas por cimento armado e a terra não se fabrica. Temos o no belo cantinho plantado à beira-mar, mas muito negligenciado.
Obrigada pelo seu apoio, Rui! Fiquei muito sensibilizada.
Um abraço.
Gosto muito do cabeçalho.
ResponderEliminarBoa memória!
Neste momento apenas me recordei da canção “Chove chuva”. : )
Vamos lá ver se agora isto me sai bem, Catarina.
EliminarO primeiro link que deixei foi um fiasco!!
Ora vê lá se se essa canção é esta:
CHOVE CHUVA SEM PARAR
Acho que ando a perder a mão para estas habilidades, que uma expert nestas coisas me ensinou. A mim, e ao saudoso Rui Espírito Santo...
Beijo. :)
Sim, é essa canção, mas apenas me lembrava do refrão “Chove Chuva sem Parar”. Não sabia quem a tinha cantado. : )
Eliminar😊 🍎 🌺
EliminarQue tempestade horrível.
ResponderEliminarBeijinhos, bfds
Esta, que a foto mostra, pelo negrume do céu foi mesmo. Eu assisti! A dos versos não deve ter sido menor. 😊
EliminarBeijinhos, Pedro.
Bom fim de semana
Quanto tempo e de que modo as famílias assoladas pelas tempestades recentes irão recuperar os seus bens e a saúde mental? Para não referir as mortes verificadas. E as eventuais ajudas financeiras nunca serão suficientes para a recuperação. Não imagino a dor por que que estão a passar.
ResponderEliminarMas "nós" temos alguma culpa pela alteração climática e não só. Como é possível deixar construir casas e prédios em arribas, leitos de cheia, desvios de ribeiras e seu encanamento, etc.?
E veremos o que virá lá pelo Verão.
BFS
Sabe qual é a minha opinião sobre o assunto destas recentes tempestades, José?
EliminarPor muito boas que que sejam as ajudas estatais para minimizar a dor destas pessoas, se e quando chegarem, nada substitui os seus bens, muito menos a sua aflição.
Há coisas que só quem as sente na pele e na alma, saberá.
Um abraço
A falta de serviços básicos, como a eletricidade, torna o regresso à normalidade ainda mais desafiadora. Nestes momentos, o apoio prático — seja através de doações, voluntariado ou simplesmente mantendo a visibilidade sobre as áreas afectadas — é o que sustenta quem ainda enfrenta o impacto directo da tragédia.
ResponderEliminarAbraço solidário de uma semente que não cede ao frio 🥶
Resistir, eis o segredo!
EliminarUm abraço, Teresa