quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

* CHUVA E ESTRAGOS *

 



Olha que embrulhado

Está ainda o céu

E o chão todo ensopado

Da água que choveu

*

Foi um dilúvio d'água

Do furacão que fez,

Maria, até dá mágoa

Tantos estragos...Vês?

*

[Poema lido e decorado,  algures, ainda na infância, porém, não recordo onde nem quando. Com a forte possibilidade de não corresponder inteiramente aos versos lidos.]


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26 comentários:

  1. Alguém nesses versinhos está narrando alguma tragédia da chuva, que talvez o entristeceu. Eu também tenho versinhos guardados na memória de quando ainda era criança, mas com tema mais leve, ou menos sofrido. Abração!

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    1. Tudo depende das nossas leituras infantis. Eu, que lia tudo o que tivesse letras, até a revista Borda D'água que aconselhava os agricultores o que plantar, e o meu avô sempre tinha, não queria saber se o tema versava tristeza ou alegria. Simplesmente, lia! Adora viajar através da leitura. :)
      Abraço, Menino Beija-Flor!

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  2. As tempestades serviram para recordares um poema interessante.
    Beijinhos, Janita.

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    1. Por acaso não foram as actuais , António.
      Foi esta fotografia, captada durante uma medonha tempestade de Agosto, já lá vão uns anitos. ;)
      Beijinhos

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  3. Versinhos lindos e a natureza se rebelando em todos os lugares! beijos, chica

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    1. Verdade, querida Chica.
      Tenho que debruçar-me para os teus blogs e escolher um ou dois, já que fiquei sem a minha Lista de Blogues . Ando a adicioná-los as poucos. O Mineirinho do amigo Toninho também me fugiu.
      Beijinhos, amiga.

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  4. Isso só prova que as intempéries não são um mal moderno, já há muitos anos nos bateram à porta e inspiraram os poetas a fazer versos para recordar esses acontecimentos a quem viesse a seguir!

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    1. Claro que não, Tintinaine!
      Lembro-me bem de ouvir minha mãe contar de um pastor que andava a guardar um rebanho - lá no meu querido Alentejo - quando rebentou uma valente tempestade. Para se abrigar da chuva, pôs-se debaixo de um chaparro e um raio atingiu-o em cheio, morrendo de imediato. Isto, há mais de meio século.
      Abraço.

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  5. Bom dia
    Hoje já não se escrevem poemas do género para mais tarde recordar.

    JR

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    1. É na meninice que tudo o que se aprende e nos toca a alma, também fica gravado na memória. A criançada de hoje é pouco dada à leitura porque tem outros interesses, nomeadamente os jogos electrónicos do telemóvel.
      Boa noite, Joaquim.

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  6. Gostei do teu poema que me confirma que a história repete-se-com a ganância do homem pelo poder e as guerras são tão poluentes.
    Tenho imensa pena dos que perdem tudo de uma vida e digo tenho imensa pena!
    Beijos e um bom dia!

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    1. É verdade, sim. A história da vida tem tendência a repetir-se. Enquanto houver um ser humano, prepotente e tirano, ou simplesmente descontente com o quinhão que lhe cabe por sorte ou direito, vai querer sempre saquear a terra do vizinho.
      As intempéries vêm um pouco por culpa da poluição e porque a Natureza também tem os seus caprichos.
      Quem sofre, são os mais desfavorecidos.
      Também me afecta muito ver as imagens de destruição dos haveres de quem trabalhou a vida inteira para ter algo de seu.
      Se não for o fogo é a água ou os mísseis do Putin...
      Abraço.

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  7. Por aqui ainda há gente sem luz, para não falar da destruição de casas , pinhais, empresas.
    Uma verdadeira tragédia.

    Abraço

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    1. Essa zona também foi das mais afectadas. O pinhal de Leiria que o nosso Rei Poeta mandou plantar, já tinha ficado arrasado pelo fogo e agora, a inclemência da intempérie derrubou o resto.
      Uma tragédia e das grandes!
      Eu já não teria força anímica para recomeçar nada.

      Grande abraço solidário

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  8. Muito atual este poema.
    Também noutros tempos os nossos eram atingidos por tempestades que faziam grandes estragos. As de agora talvez mais frequentes continuam a fazer grandes estragos muito porque o Homem constrói sem respeitar a Natureza.
    Um abraço e obrigado pela recordação.
    https://rabiscosdestorias.blogspot.com

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    1. Olá, Rui!
      As florestas estão a ser substituídas por cimento armado e a terra não se fabrica. Temos o no belo cantinho plantado à beira-mar, mas muito negligenciado.
      Obrigada pelo seu apoio, Rui! Fiquei muito sensibilizada.

      Um abraço.

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  9. Gosto muito do cabeçalho.
    Boa memória!
    Neste momento apenas me recordei da canção “Chove chuva”. : )

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    1. Vamos lá ver se agora isto me sai bem, Catarina.
      O primeiro link que deixei foi um fiasco!!
      Ora vê lá se se essa canção é esta:
      CHOVE CHUVA SEM PARAR

      Acho que ando a perder a mão para estas habilidades, que uma expert nestas coisas me ensinou. A mim, e ao saudoso Rui Espírito Santo...
      Beijo. :)

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    2. Sim, é essa canção, mas apenas me lembrava do refrão “Chove Chuva sem Parar”. Não sabia quem a tinha cantado. : )

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  10. Que tempestade horrível.
    Beijinhos, bfds

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    1. Esta, que a foto mostra, pelo negrume do céu foi mesmo. Eu assisti! A dos versos não deve ter sido menor. 😊
      Beijinhos, Pedro.
      Bom fim de semana

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  11. Quanto tempo e de que modo as famílias assoladas pelas tempestades recentes irão recuperar os seus bens e a saúde mental? Para não referir as mortes verificadas. E as eventuais ajudas financeiras nunca serão suficientes para a recuperação. Não imagino a dor por que que estão a passar.
    Mas "nós" temos alguma culpa pela alteração climática e não só. Como é possível deixar construir casas e prédios em arribas, leitos de cheia, desvios de ribeiras e seu encanamento, etc.?
    E veremos o que virá lá pelo Verão.
    BFS

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    1. Sabe qual é a minha opinião sobre o assunto destas recentes tempestades, José?
      Por muito boas que que sejam as ajudas estatais para minimizar a dor destas pessoas, se e quando chegarem, nada substitui os seus bens, muito menos a sua aflição.
      Há coisas que só quem as sente na pele e na alma, saberá.

      Um abraço

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  12. A falta de serviços básicos, como a eletricidade, torna o regresso à normalidade ainda mais desafiadora. Nestes momentos, o apoio prático — seja através de doações, voluntariado ou simplesmente mantendo a visibilidade sobre as áreas afectadas — é o que sustenta quem ainda enfrenta o impacto directo da tragédia.
    Abraço solidário de uma semente que não cede ao frio 🥶

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