'O SUMIÇO DA ROUPA' *
No tempo da avó, que horror, que aperto!
A dama era um vaso, um ser disfarçado.
O espartilho, monstro, em aço coberto,
Deixava o pulmão todo maltratado.
Baleias morriam para a cintura afinar,
Se a mulher respirasse… o laço ia estourar!
Era um quilo de pano, bordado e rendado,
Para esconder o corpo, coitado.
Veio o século vinte, a moça libertina,
Cortou o cabelo, soltou o soutien.
A saia subiu, já se vê a coxa menina,
O "passa-caldo" virou calcinha também.
A perna de fora, que escândalo santo!
O vigário na igreja já perde o encanto.
Do algodão rústico ao nylon sedutor,
A intimidade virou um primor.
Agora, meu Deus, a evolução chegou ao topo!
A roupa íntima é um fio, uma fantasia.
Um pedaço de pano que mal cobre o corpo,
Mais parece um erro de alfaiataria.
A tanga invisível, o fio dental,
É o triunfo da moda, o fim do final!
Veste-se por dentro para nada esconder,
Pois com tanta liberdade...quase não há o que ver!
* Autor desconhecido. Se houver alguém que saiba quem escreveu estes versos, diga, eu lhe darei o devido crédito.
😊
Como o tema é sobre a evolução do vestuário íntimo da mulher, é de bom tom saber como evoluiu o vestuário de uma maneira geral. No entanto, não vejo por aqui a mini-saia da Mary Quant...Ora vejamos:

Um post fa-bu-lo-so !!
ResponderEliminar: ))
Nem a mini-saia da Mary nem a minha apareceram!
Deveria ter aparecido nos anos sessenta, não era?
EliminarEu, por acaso, nunca usei. Era demasiado tímida para isso. : ))
Por favor deixem algum espaço para a imaginação.
ResponderEliminarVejo alguns vestidos de autor que mostram tudo.
E não são minimamente sexy porque não excitam a imaginação.
Beijinhos, boa semana
Tal e qual, Pedro. Tudo o que é demasiado revelado aos olhos de todos, perde o encanto da descoberta e da imaginação. : )
EliminarBeijinhos, Boa semana
Nos tempos pré-históricos a mulher andava de tanga e de peito ao léu...
ResponderEliminarNão sei de quem e o poema, mas é muito interessante.
Boa semana minha amiga.
Um abraço.
Mudam-se os tempos, mudam-se as modas, meu amigo.
EliminarEssa é que é essa! : ))
Um abraço, boa semana
Saia, mini saia, sem saia ...
ResponderEliminarMagnífico texto, Janita. Estás uma escriba completa.
Beijinhos e boa semana.
Sem nada é que não vale, António!
EliminarSe não for saia têm de ser shorts, mas algum pedacinho de pano tem de cobrir desde a virilha até abaixo do umbigo. 😀
Beijinhos boa semana
Desconheço o autor do poema muito bom e vídeo ficou fantástico,que penalizava mais as mulheres e ao homem tudo era permitido!
ResponderEliminarOs que chamam pelo Salazar leiam a constituição de 1941!
Beijos e um bom dia!
O homem também não podia andar de cabeça descoberta na rua.
EliminarCom a evolução da moda lá se foi a indústria chapeleira...
Beijos e boa semana~
PS - Nunca ouvi ninguém chamar pelo Salazar. Só se for a espátula de rapar tachos, que me deixou boquiaberta quando soube disso.
Um de muitos é o André Ventura. Sim a espátula de rapar tachos não sei quem lhe dei o nome!
EliminarEu não fui, Fatyly...:))
Eliminarbeijinhos
Só tu mesmo,Janita! Adorei a prova com a imagem e a poesia hilária, mas falando verdades! Muito legal! beijos, e obrigadão pela participação lá! chica
ResponderEliminarPois, Chica; só eu!! :))
EliminarTodos temos as nossas singularidades.
Beijinhos, amiga.
É sempre um prazer participar nos teus 'desafios'. 👍
Um texto maravilhoso!
ResponderEliminarQuanto ao vestuário, no meu ponto de vista, é tudo uma questão de economia. Como o custo com a mão de obra aumentou muito foi necessário diminuir na matéria prima:))
Um abraço e boa semana.
Ora aí está posto a nu, o segredo da economia!
EliminarHouve, em tempos, uma Revista que parodiava a coisa também com alguma pertinência:
"Para que a perna sobressaia
E atraia qualquer janota,
subiu a saia e desceu a bota"
Acho que era + ou - isto que eu ouvia na adolescência, na TV do café do Sr. Corona, que ficava no prédio ao lado do nosso, em Moscavide. : )
Um abraço, Rui!
Bom dia
ResponderEliminarA culpa de começar a haver roupa foi do Adão e da Eva comerem a maçã, mal sabiam eles que esse gesto viria a ser um dos maiores êxitos do mundo.
Não fosse as diferentes temperaturas, andava.se tão bem em pelota .
JR
Houve, em tempos que já lá vão, uma marchinha brasileira que cantava assim:
Eliminar"Papai Adão foi malogrado
Hoje é Eva quem manobra
E a culpada foi a cobra.
Uma folha de parreira
Uma Eva sem juízo
Uma cobra traiçoeira
E lá se foi o Paraíso..
Isto ouvia eu, ainda menina, no nosso belo aparelho de rádio, ainda lá no meu Alentejo.
Boa semana, JR!
Muito bom este poema anónimo!
ResponderEliminarCom a evolução dos tempos, fomo-nos despindo de preconceitos, de apertos, mas nada como deixar algo por adivinhar.
Eu também usei minissaia, agora vou mais pela midi, pela max e pelas calças sempre tão práticas e confortáveis.
Abraço
Já eu sou mais pela calças, justas ou largas, mas calças.
EliminarPoucos vestidos e sais tenho. De verão ou de inverno, são mais confortáveis.
Abraço
Desisto. Duas tentativas de comentar e ambas foram para o lixo. Então fico por aqui: também houve mudanças no vestuário dos homens e resumindo: hoje, julgo, já não usamos ceroulas mas uma imensa variedade de cuecas, nem dormimos de touca.
ResponderEliminarPara onde foram os outros comentários, não sei, José. Fui ver em Spam, se lá teriam ido cair por engano...e nada!
EliminarAgora vou ter de sair de cena e volto mas logo.
Beijinhos
Toda a paramentária, intima ou de outra natureza, tem a sua época. Que se repete, às vezes. Talvez um destes dias voltem as calçolas do seculo 18. Se bem que eu desconfio que aquelas tipas que usam franja curtinha, não se depilam, vão às manifestações e tem um aspecto pouco asseado já usam disso...
ResponderEliminarCumprimentos
Ai, sim?! Eu acho que essas meninas vão é sem calcinhas, prontas para o que de der e vier. É assim como a outra que ia ver os 'Canhões de Navarone' pensando ir ver outra coisa... de Navarone. Quando a amiga desfez o engano, replicou: "Ai é...? Então já não vou!" : ))
EliminarSaudações a meio termo - nem fio dental nem calçola!! :)
Também gostei do poema anónimo.
ResponderEliminarA roupa...só tu! Mas faz sentido.
Beijinho
Eu só publico coisas com sentido, Ana.
EliminarUtopias é ali com o nosso Amigo Rogério!! : ))
Beijinhos
Boa malha!
ResponderEliminaro mesmo é dizer
Bom post
Mas... aquilo a que chamas liberdade
eu chamaria
pressão da moda
Abraço
Pressões, eu? Nem de espartilhos, nem de patrões.
EliminarJá esqueceste aquela minha irreverência de quando fui operária, camponesa e marinheira?... : )
Vai lá vai...!
Beijinhos!!
A moda das Hot Pants chegou à Alemanha no mesmo ano que eu. O que eu me fartei de admirar pernas femininas (e algo mais) nesse tempo!
ResponderEliminarQuando eu era menina e moça e ouvia piropos do tipo trolha, que não sendo insultuosos eram atrevidos, sempre alusivos às pernas, eu não dizia para não dar confiança, mas pensava no que minha mãe me ensinou para casos destes:
Eliminar"Pernas, são canelas. m**** pra quem olha pra elas". : )))
Abraço!
A minissaia é a peça mais icónica associada à estilista britânica Mary Quant, que a popularizou nos anos 1960 como um símbolo de liberdade e juventude. Embora existam debates sobre quem a inventou de facto. Quanto foi quem a levou para as ruas de Londres e a transformou num fenómeno global.
ResponderEliminarAinda tenho pernas para usar a minisaia, que é a minha vestimenta favorita no verão, assim como ‚Hot Pantas‘.
Abraço amigo nesta terça-feira risonha ☀️
Felizarda, pá!! Já eu com tanta perda de massa muscular, e perda de peso, estou a ver que na praia irei tomar banho de mar com uns calções pouco maiores do que as calçolas... Ahahahaha
EliminarVou rindo para não chorar, amiga Teresa...isto é a mais pura verdade, só tenho pelarancas...entre as pernas e debaixo dos braços... : )
Abraço rindo de🤣 mim!
Adorei a combinação do poema (maravilhoso) com a graça da fotografia. :)
ResponderEliminarFoi para a bota dizer com a perdigota, Ana Lúcia!
EliminarObrigada.
Nada como o meio termo.
ResponderEliminarGostei do vídeo, do poema e da foto.
Nos dias que correm opto pelas calças, largas e confortáveis, já não alinho em apertos.
Beijinhos Janita
Lá está...no meio é que está a virtude, não é nos extremos, Manu! Tenho as mesmas preferências!
EliminarPorém, se usar túnicas prefiro as leggings.
Como uso colants de descanso não gosto de me ver com pernas muito à 'velha'...Ehehehee...😂
Beijinhos, Manu>!
Falta a evolução da roupa masculina.
ResponderEliminarFico a aguardar
Aguarde, Zaratustra, aguarde.
EliminarE acredite que não vai perder pela demora que, prometo, será curta. : )
A moda quase não o é.
ResponderEliminarHá exageros que denigrem o sentido de moda.
Já pouco ou nada há para inventar, quanto a vestuário, por isso, a Moda ora recua ora avança. Uma espécie de Vira- do- Minho!!
EliminarQuerida Amiga, ri com o teu estendal e já agora, a propósito do fio dental, achei muita graça a uma amiga minha que disse " não gosto daquilo a entrar na valeta "
ResponderEliminarEu também não gosto...sou como tu,, " nem fio dental nem calçola "
Sabes o que é uma valeta? Como moras no Norte de certeza que conheces o termo
Obrigada por este bocadinho tão alegre
Um beijinho e saúde
Emília 🌻🌻
Desculpa Emília, ontem fui cedo para a cama, não me tenho sentido bem.
EliminarBem- Hajas pela amizade que sempre deixas transparecer nos teus comentários. Só que durmo o primeiro sono e depois de muitas voltas e reviravolta na cama, por vezes acabo por me levantar, Umas vezes vejo filme na TV outras venho até ao blog.
Essa tua amiga deve ser uma pessoa bem-humorada.
Ah, como eu precisava ter uma amiga assim...
Beijinhos grandes e muita saúde, querida Emília.