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| Foto minha |
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Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...
Tu és folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
[Canção de Outono de Cecília Meireles ]
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Gostei de ler. Vem muito a propósito.
ResponderEliminar: )
A excelência deste poema leva-me a 'olhar com outros olhos' para Cecília Meireles.
ResponderEliminarBeijinhos, Janita.
Um poema de uma profunda sensibilidade, onde a tristeza se mistura com a impotência perante aquilo que não conseguimos mudar. Há folhas que caem, sonhos que ficam pelo caminho e uma saudade que, apesar de tudo, continua a ser a melhor parte de nós.
ResponderEliminarGostei do poema e da foto. Captou as belas cores do outono!
Um abraço.
Ao ler este poema-canção senti um verdadeiro desafio: escrever um poema sobre folhas que não cobrem o chão. Sinto-me árvore de folha perene.
ResponderEliminarBeijo outonal
Pois que venha a Poesia!
ResponderEliminarMúsica e Poesia para os corações mais sensíveis, Prosa e carradas de Humor, para mim, se faz favor!
Gosto muito do cabeçalho e do excelente poema de Cecília Meireles!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
Bela foto, belo poema!
ResponderEliminarAbraço
Bom dia
ResponderEliminarTudo tem o seu valor e o seu lugar, a poesia tem lugar de destaque no meu ADN.
Bonito sem dúvida .
JR