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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A Amizade e o Amor.


Perguntei a um sábio
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele disse-me esta verdade...
O Amor é mais sensível
a Amizade mais segura.
O Amor dá-nos asas
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem como um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos os sentimentos coexistem
dentro do seu coração.





 (A quem interessar:
 O meu sorriso voltou a ser o que era: 
luminoso, alegre e contagiante!!! )


:)



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domingo, 19 de novembro de 2017

"A FOTOGRAFIA".

Tinha uma missão: Fotografar o seu “Amigo de Inverno”.

O que dormia escondido no canavial, o mais próximo possível da margem, ficando à mercê dos predadores. Aquele que era sempre o último a levantar voo, esforçando-se para seguir a formação e o último a pousar numa rasante desequilibrada em que era difícil perceber se voava baixo ou se procurava desesperadamente não mergulhar na água fria e escura.


Não seria tarefa fácil. O bando era assustadiço e ao primeiro sinal de que alguma coisa perturbava o frágil equilíbrio, desapareceria em gritos de alerta para não mais voltar. 

Ele sabia que fotografar não era só carregar no botão no momento certo. Era preciso estar concentrado e ver, não somente com os olhos.

“Ver” o frio que lhe arrefecia o rosto e gelava as mãos. “Ver” a variação da brisa que lhe diria o momento em que o bando se agitaria e acordaria. “Ver” a intensidade do cheiro a penas húmidas e saber se estaria perto o suficiente para fotografar com nitidez e longe o suficiente para não alertar o grupo. “Ver” o leve chapinar da água e os sussurros dos líderes. E ver também, mas de forma menos fiável a degradação da escala dos cinzentos da madrugada para o colorido da manhã.

Nesse momento ele era quase invisível, fazia parte da natureza circundante, uma mancha silenciosa, um pouco mais escura na margem. Sentia o bater do seu coração acelerado e a respiração rápida na contagem decrescente. Faltava pouco, tão pouco.

A água agitou-se, as sombras moveram-se e quando deu por si, já o bando tinha levantado voo descendo o rio. Piscou os olhos tentando focar o olhar através da lente ampliadora e disparou várias vezes procurando o último dos últimos, o seu Amigo!

Quando mais tarde revelou as fotos, viu o desapontamento no rosto dos que o acompanharam na tarefa, viu o embaraço e ouviu o “sinto muito”. Olhou o resultado do seu esforço e não entendeu o desconforto dos outros.

As duas fotos: 

Um rasto mais escuro no céu cinza claro da alvorada. 

Uma asa prateada no canto superior da fotografia, fugindo da prisão do papel.


Sorriu e sentiu o sol da manhã. 


Texto escrito pelo meu querido Amigo Ricardo. Publicado na blogosfera, no dia 30 de Outubro de 2013. Guardei-o religiosamente. Sabia que um dia sentiria necessidade de o surpreender. Esse dia chegou. 

Meu querido, tal como esperaste que o bando levantasse voo para que pudesses fotografar o teu Amigo, também eu espero, ansiosamente o teu regresso, aqui no Cantinho, para que juntos possamos sentir o sol da alegria e sorrir! :)


Nota: na impossibilidade de obter fotografias que ilustrassem este magnífico texto, retirei esta imagem daqui
Para obedecer, minimamente, ao sentido da penúltima frase, tomei a liberdade de a recortar. Acto, pelo qual assumo inteira responsabilidade. Se o autor se sentir lesado, é favor avisar-me e retirá-la-ei.


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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Partilhas Musicais...

...Porque gosto e porque merecem ser divulgadas!


                      
Apreciem e digam lá se isto não é lindo...A música e o pôr-de-sol, que deu o título ao tema.

                                               
...o autor é este excelente músico/ letrista/ cantor,
 de seu nome...

                               ... C.N. Gil.







sábado, 9 de abril de 2016

KOK...E Canta Mais Um...

...Não, não é mais um Galo....Porque neste galinheiro, só canta um (lol) . É mais um anito!.. E que bom é Cantar de Galo...
Parabéns, Zé!! Que cantes e encantes durante muitos e muitos anos.

A fazer o que gostas...  

A desfrutar das coisas que te apaixonam... 


Espero que te agradem estes carros importados directamente do sótão, aqui para o salão, especialmente, para Ti. 
(estes são carros com que o meu filho brincou. Estavam mais sujos que pau de galinheiro)


(Boa)
Viagem


É o vento que me leva. 
O vento lusitano. 
É este sopro humano 
Universal 
Que enfuna a inquietação de Portugal. 
É esta fúria de loucura mansa 
Que tudo alcança 
Sem alcançar.
 
Que vai de céu em céu, 
De mar em mar, 
Até nunca chegar. 
E esta tentação de me encontrar 
Mais rico de amargura 
Nas pausas da ventura 
De me procurar...


Poema de Miguel Torga
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Um grande abraço de Parabéns, Amigo.
Faz o favor de ser Feliz!!

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

DO VIRTUAL AO PALPÁVEL..!



Uma das maiores alegrias, senão a maior,  que me proporcionaram estas  férias, foi  ter a grata possibilidade de conhecer, pessoalmente, dois bons amigos da blogosfera.

Ao manifestar-lhes esse meu desejo, de pronto acederam com um estusiasmo igual ao meu.
Nem dá para descrever o meu contentamento!

Primeiro conheci o meu querido Rafeirinho, ou seja, o  Jorge Pereira do blog "Rafeiro Perfumado", por quem sinto, desde há muito tempo,  um carinho quase maternal. Ou não fosse ele um jovem da idade do meu filho e com um sentido de humor muito semelhante, embora, neste aspecto, o prato da balança penda para o lado do Jorge.  O moço tem talento às carradas, um refinado e acutilante sentido de humor ( isso já eu sabia ) e... possui aquela modéstia própria dos seres humanos verdadeiramente GRANDES. 

Aproveito para dizer que, para além das boas gargalhadas que o seu blog me proporciona, agora continuo a rir através da leitura dos seus livros: "A Minha Vida Dava Um Blog" e "Are You Ladrating to Me?!"  A rir e a meditar. É verdade! A leitura destes livros também dá que pensar.

Obrigada Rafeirinho, por teres feito de mim uma pessoa mais alegre e feliz.

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Poucos dias após foi a vez de ter o prazer de ir almoçar com o meu estimado e querido amigo Kim, do blog "Às Vezes - Fim de Semana".
Bem, o rapaz mete-me debaixo do braço! Tem tanto de altura como de bonomia. Ao seu lado sente-se paz e tranquilidade. Quando o vi foi como se já nos conhecêssemos há longos anos.

Pena o tempo ter sido pouco, ou então soube-me a pouco! Não, foi mesmo pouco. Nesse dia o Kim roubou umas horas aos seus afazeres para nos podermos encontrar e ainda o esperava uma viagem.

A foto da praia é na Costa da Caparica, onde almoçámos e a outra em casa do meu filho, na Charneca e tirada pelo meu neto Júnior que já no ano passado foi o fotógrafo oficial do grupo, manifestando grande talento para a arte!

Obrigada Kim, pela disponibilidade, pelo carinho e por seres o bom amigo com o qual eu sei que poderei sempre contar. 

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Resta-me  meus amigos/as, fazer-vos uma confidência. Por várias vezes tenho pensado em abandonar  a blogosfera, aliás, até já o tentei fazer mais do que uma vez e sempre volto atrás! 
O motivo é sempre o mesmo. Virtual ou real, pouco importa,  a amizade que por vós sinto é verdadeira e sei que todos os bloguistas que visitam este meu humilde cantinho, também me estimam e são meus amigos.  Sinceramente, nem quero pensar quão vazia será, um dia, a minha vida sem vós.

Beijinhos e abraços para todos.

 
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

INSÓNIA EM FORMA DE POESIA




Numa destas últimas noites em que o sono tardava em chegar, deixei o pensamento divagar pelos acontecimentos do dia. Acontece, que havia uma certa fixação em algo que me tinha tocado de uma forma especial, mas que eu não conseguia bem identificar. Por fim compreendi... "Apenas Rosa". Tratava-se de homenagens em honra de alguém que no passado tinha feito parte da nossa infância, deixando lembranças inesquecíveis.


Foi aí que me lembrei de Manuel Bandeira e de um poema seu que li há muitos anos e que, se a memória não me atraiçoa, era dedicado a uma velha ama que havia cuidado dele na infância. Era assim...


" Irene preta, Irene boa

Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu

Licença, meu branco?...

E São Pedro bonacheirão,

Entre Irene, você nem precisa pedir licença!...




Manuel Bandeira foi um notável poeta brasileiro, nascido em finais do século XIX e um dos nomes mais importantes do modernismo no Brasil.


Por sua vez, Vinicios de Moraes quis homenagear o poeta e dedicou-lhe o poema que a seguir transcrevo e que eu gostaria, também, de oferecer a todos os meus amigos bloguistas poetas, nomeadamente, à Laurita, ao José e à Rosinha.





"LAPA DA BANDEIRA"


Existia, e ainda existe

Um certo beco na Lapa

Onde assistia, não assiste

Um poeta no fundo triste

No alto de um apartamento

Como no alto de uma escarpa.


Em dias da minha vida

Em que me levava o vento

Como uma nave ferida

No cimo da escarpa erguida

Eu via uma luz discreta

Acender serenamente.


Era a ilha da amizade

Era o espírito do poeta

A buscar pela cidade

Minha louca mocidade.

Como uma nave ferida

Perambulando patética.


E eu ia e elevava

A grande espiral erguida

Onde o poeta me aguardava

E onde tudo me guardava

Contra a angústia do vazio

Que em baixo me consumia.


Um simples apartamento

Num pobre beco sombrio

Na Lapa, junto ao Convento...

Porém, no meu pensamento,

Era o Farol da Poesia

Brilhando serenamente.