Sonhei
que escrevia, numa folha em branco, uma frase sobre algo que me seria de muita
valia, pois evitava que tropeçasse em determinado perigo que muito me faria
sofrer. Assim como uma espécie de premonição. Acordei estremunhada e, ainda de
olhos fechados, repeti-a mentalmente uma, duas, três vezes, até ter a certeza
de ter decorado a mensagem.
Olhei
o relógio digital de cabeceira e constatei ser ainda cedo para me levantar.
Estiquei as pernas, voltei a cerrar os olhos e, sem querer, adormeci de novo.
Lembrei-me
do sonho há poucas horas e, por mais esforços que faça, não me lembro da frase
premonitória.
Vou
passar a ter um lápis e um bloco de notas sobre a mesa-de-cabeceira, já
atulhada de livros, cuja leitura vejo que nunca mais consigo levar ao fim.
Sinto-me
um pouco apreensiva e estou pedindo a Morfeu que me permita sonhar o mesmo sonho.
Juro que não me permitirei readormecer sem ter escrito as palavras que sonhar…e te poderei dizer.
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