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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Gotas de Orvalho.


Foto Minha - Serpa - Baixo Alentejo

Horário do fim


Morre-se nada
quando chega a vez

é só um solavanco
na estrada por onde já não vamos

Morre-se tudo
quando não é o justo momento

e não é nunca
esse momento.





Mia Couto  in  "Raiz de Orvalho e outros Poemas"



* * * * * * * * * * * * * * * * * 


sábado, 7 de setembro de 2019

Setembro.

























Setembro,
quente Setembro.
Suave aroma de fruta madura
Alma cheia, pão-fermento
Onda imensa e lêveda.

De longe,
Chegam sussurros
Com cheiro de maresia
És tu…gotas d’água no olhar
Rosto crispado
Sal na pele

Quedo-me em silêncio
Olhos postos no horizonte
Com ternura faço um leve aceno
 ao Mar que tanto amas.

E regresso, por fim…
…sem um lamento.




C'est en Septembre!


:)
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sábado, 24 de agosto de 2019

Não Me Arranjes Problemas, Pá!!


Uma das características mais vincadas da personalidade dos felinos domésticos, é a sua natural independência.
Imaginem agora como se deve sentir este pobre gato, vivendo sob tão apertada vigilância…sem liberdade para dar meia dúzia de passos fora do olhar zeloso da sua ama-seca canina.
Reparem na forma sub-reptícia como ele rasteja para iludir o olhar atento do eficiente vigilante.
Por sua vez, este olha o dono a espaços e, no seu olhar doce, há como que um apelo implorando que o livre de tamanha responsabilidade e desassossego….

                                                      

…Animais de estimação sofrem!
Arre burro (o dono) que é demais, tanta ordem e disciplina é escravidão, é coartar a liberdade dos pobres-ricos animais, tão estimados... Serão eles felizes, apesar de viverem numa boa casa e serem bem alimentados e cuidados?... 

Que vos parece?

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{Eu sou livre - diz o meu tareco.
Agora tenho mais um ano de vida e estou feliz e gordinho!
Como lagartixas, corro atrás das borboletas e não tenho amas-secas.}




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sábado, 17 de agosto de 2019

RESTOS DE SAUDADE.


Não desfolhes as rosas que um dia plantei
Rega-as com carinho, 
 sem má vontade.
Sabes que em cada dia
 luto para conseguir ânimo e alegria,
evitando os seus espinhos




...olhando o teu pálido sorriso, 
noto-lhe um quê de animosidade.
Não desfolhes as rosas que um dia plantei…
… agora elas são somente os restos da minha saudade.




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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

As Palavras Que Te Direi.



Sonhei que escrevia, numa folha em branco, uma frase sobre algo que me seria de muita valia, pois evitava que tropeçasse em determinado perigo que muito me faria sofrer. Assim como uma espécie de premonição. Acordei estremunhada e, ainda de olhos fechados, repeti-a mentalmente uma, duas, três vezes, até ter a certeza de ter decorado a mensagem.

Olhei o relógio digital de cabeceira e constatei ser ainda cedo para me levantar. Estiquei as pernas, voltei a cerrar os olhos e, sem querer, adormeci de novo.

Lembrei-me do sonho há poucas horas e, por mais esforços que faça, não me lembro da frase premonitória. 

Vou passar a ter um lápis e um bloco de notas sobre a mesa-de-cabeceira, já atulhada de livros, cuja leitura vejo que nunca mais consigo levar ao fim.

Sinto-me um pouco apreensiva e estou pedindo a Morfeu que me permita sonhar o mesmo sonho. Juro que não me permitirei readormecer sem ter escrito as palavras que sonhar…e te poderei dizer.



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sábado, 10 de agosto de 2019

Luta de Titãs. [ Com Adenda. ]






Enquanto, no ar parado, sem o mais leve sinal de vento, se

desenrola uma luta renhida, na minha mão, o galo adivinhador 
do tempo, luta para definir qual a cor que me deve mostrar, para que me decida sobre o que hei-de fazer, hoje. 
Praia... ou passeio na cidade grande?



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Adenda: 17:00 horas, agora.
Entrementes, enquanto o tempo vai passando e eu não decido nada, olho de novo o galo e não é que o mágico já me anuncia - num azul lindo -  tempo bom para a praia? Ora bolas...agora já é tarde para sair de casa...Fica para amanhã!! :)



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sábado, 6 de julho de 2019

À Falta de [boa] Prosa ou Verso....

...sai manjerico e a fruta que, por ora, se consome por aqui!


Ainda se lembram do meu manjerico de São João? Para quem não se lembra, lembro eu que era assim:


Verde, verdinho e repolhudo.
Pois, passado menos de um mês, com o calor da marquise e a água fresca pela base, cresceu, floriu e ficou quase branco, branquinho...parece um vaso de mimosas!!
Só quando murchar lhe farei o enterro e nem a semente vou guardar. Para o ano, se ainda por cá andar, não faltarão manjericos de São João.

          ***

Falemos agora da minha fruta. 


Por sinal, não é a que mais gosto, mas é a que havia nas fruteiras.

E a vossa fruta, de momento, qual é?


Tenham um excelente Fim-de-Semana!

:)

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quarta-feira, 3 de julho de 2019

ABSOLVIÇÃO.




Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.
Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos...
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma. 


[Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXXI" ]







A quem disse no postal anterior preferir flores, estas flores, de hoje, são-lhe dedicadas,
 com Amizade!

 :)

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

FEITIÇOS.


Fotografia Minha.





































Entardece, o céu
arde!
Há tanta nostalgia no ar
Que o meu peito faz
 doer
Quedo-me a olhar enfeitiçada
Não sei se o que sinto é saudade ou  
tristeza
O céu, indiferente, é como uma ameaça
Sinto-me, de repente, num estado sem
 graça
Neste feitiço que ainda arde em mim
Queimando o sonho que sonhei
Porque sei…
… ser já tão tarde!

Porquê, então, este feitiço 
não passa?!




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sábado, 22 de junho de 2019

DOS SENTIRES DO VERÃO.

Fotografia de Agosto / 2018


O Verão perdeu em mim, o fulgor que teve antigamente
Já não me seduzem nem a areia nem o Sol
Na quietude que almejo e vou sentindo,
hoje em dia,
Gosto mais de sentir o brilho da luz do dia
Acordando na penumbra do meu quarto
Deixar-me ficar, embalada em doces sonhos,
Embrulhando-me na frescura…

                       …do meu alvo lençol.



                                 

* *

Que o Verão Vos Chegue
Risonho!

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sábado, 25 de maio de 2019

Da Vida E Da Pureza Das Flores.






Qual pássaro ferido, no frio do chão
Há gente que vive em completa solidão

Porque alguns têm flores, belas e coloridas?
E outros vivem sós, lambendo as suas feridas?

Fosse eu que mandasse, tivesse poder no mundo
Todos viveriam felizes… e as flores amarelas…

…Seriam amadas, quais puras donzelas!!



:)


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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Já Fui Feliz Aqui. [ LV ]





Quisera ser navegante
Barco rabelo,
gaivota.
E sobre as águas do Douro
Ir contigo navegando, sem leme
Sem rumo, sem astrolábio,
 nem rota…



:)





sábado, 18 de maio de 2019

CONHECEM A DIFERENÇA DE SABOR...

...entre o maracujá de forma arredondada - dito vulgar - e o maracujá-banana? 


Pois eu também não! Mas como não, se os tenho a ambos no meu quintal, perguntareis vós. É que este fruto fica muito pesado durante a sua maturação e acaba por cair. Vamos ver se este ano - melhor estacados -  descubro se há diferença também no sabor.


Aqui, já podemos ver que a diferença começa na flor.



A flor do maracujá-banana desponta com uma beleza suavemente rosada, qual flor de amendoeira, que aos poucos vai  desabrochando.



Até se mostrar em todo o seu esplendor... 


...e se transformar no fruto, em forma de banana.


 Já o vulgar maracujá tem esta forma arredondada que todos bem conhecem! No cabeçalho do blogue poderão ver a fotografia da flor e do fruto, ampliada e... assinada!!  :)



Tenham um feliz

FIM - DE - SEMANA.


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quarta-feira, 15 de maio de 2019

DO ARREBATAMENTO.


Pablo Picasso - 1904 -  Daqui




Amor, palavra enganadora

Saberás tu, quando a dizes,
 se te  enganas?

Saberás se és enganada
quando a ouves?

Será o próprio Amor
que te engana...

...ou o engana,

 ou vos
 engana a ambos?


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segunda-feira, 13 de maio de 2019

A GUARDIÃ DO BOLHÃO.



Qual guardiã do bom funcionamento do trânsito, naquele cruzamento de ruas da Invicta, a gaivota controlava o vaivém dos veículos e dos peões.




Olhar atento, ora para cá, ora para lá, virava a cabeça com a intermitência precisa e necessária ao controlo perfeito. 




Posso garantir-vos, eu, que a observei longamente, que nunca a Cidade vira polícia-sinaleiro tão interessado e competente.



                                                             



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sábado, 11 de maio de 2019

Dos Verdes Anos.







Verde que te quero verde
O grande Lorca clamou
Também eu amo a cor verde
Tudo o que a Natureza me legou

Desde os ramos da figueira
Verdes são minhas esperanças
As folhas da laranjeira
Trazem-me lindas lembranças

Lembranças da minha infância
Dos verdes anos vividos
Quem me dera ser criança
E junto a mim, meus entes queridos.

Tudo o que passa não volta
Mas posso ir eu, a quem passa…




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sábado, 4 de maio de 2019

ESTRELÍCIA NÃO É UMA ESTRELA...


...por isso não brilha no céu
  nem cresceu no meu jardim...

...floresce num outro, perto do meu
e vive perto de mim. 







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Quem nasceu mesmo moreno, 
moreno de vocação
gosta de mar e sereno, 
de estrela e de violão.

Pode até gostar de alguém
Mas nunca deixa a solidão.

[Cecília Meireles]








FELIZ  FIM-DE-SEMANA

:)

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sábado, 27 de abril de 2019

DO TEMPO E DA VIDA.


A laranjeira, em Abril deste ano.


O tempo tudo leva e pouco traz. Chegando a certa altura da nossa vida, leva-nos pessoas que estimávamos e de quem sentimos a falta do seu convívio, leva-nos entes que amamos, para outros países, leva-nos até, memórias recentes de coisas que sendo de somenos importância, nos deixam  perplexos por se terem desvanecido da nossa mente. Mas, como tudo tem o seu reverso, também o tempo nos vai trazendo algumas coisas boas. A foto superior tem mais brilho, porque neste meio tempo aprendi como isso se faz... :)

Bem, vem isto a propósito de ter constatado que, o poema que tinha pensado publicar, já o havia publicado há dois anos atrás, justamente com uma fotografia desta mesma laranjeira.
Esta, precisamente:


A mesma laranjeira em Abril de 2017


No tempo que mediou entre uma e outra, vi a minha vizinha e amiga de longa data, dona da laranjeira e do quintal ao lado, partir para sempre no espaço de pouco tempo.  Agora, vejo com tristeza, que a laranjeira não é mais a mesma, perdeu a vontade de florir e os frutos são poucos e sem o sabor doce que tinham antes. Até o pequeno jardim não é mais o mesmo   O meu vizinho faz o que pode e lá vai dando conta da sua vida,  mas com 84 anos já pode pouco, ainda assim, vai encontrando força, energia e a vontade para continuar a viver. Nunca perdeu o sorriso e parece estar de bem consigo e com a vida. 


                                                   
Como republicar o bonito poema em louvor à flor de laranjeira, simultâneamente numa bela ode à Mulher, não faria qualquer sentido, podem relembrá-lo clicando neste parágrafo.


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Os vídeos ficam aqui para compensar a ausência do poema. A magia da mãe-natureza, aliada às novas tecnologias, proporcionam-nos este espectáculo magnífico, do desabrochar das flores. 
Espero e desejo que gostem. 


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