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terça-feira, 1 de outubro de 2019

DOCE OUTONO.

                     
Fonte da Imagem



Canção de Outono

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?


E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...

Tu és folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...


 [Poema de Cecília Meireles]

* * *

 Aos Amigos e visitantes:

 desejo que este primeiro dia de Outubro,

 seja o início de um belo e feliz Outono.

Sejam Felizes!

:)

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sábado, 24 de novembro de 2018

Despe-se a Mãe Natureza...



  ... das folhas tristemente caducas.


O vento, ao acaso, tece com elas um colorido tapete, para dar cor e alegria à rua...





Uma folha mais rebelde e sonhadora, recusa-se a cair.
 Pousa devagar, ainda que por breves instantes, 
num ramo  do cedro… esse, nunca perderá a sua cor natural
de um verde -escuro, com a qual nasceu e que a Natureza 
 jamais lhe sonegará.


Fotografias obtidas hoje, ao entardecer,
numa rua do Porto. :)



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domingo, 23 de setembro de 2018

ESPERAM PINTORES E POETAS...



…que o Outono  retire a máscara de Verão…

     ... Verão, que veio de malas aviadas,

              passar férias outonais em Portugal.

































Sem lençóis de folhas douradas, 

que atapetem os passeios,

Pintores e Poetas aguardam.

    Telas, tintas e pincéis, repousam, ansiosos,

            pela inspiração que lhes virá

dos amantes e dos seus loucos devaneios.





                        







sexta-feira, 22 de setembro de 2017

OUTONO...RENDAS DO SILÊNCIO.




(...)


Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados!
Vestes a terra inteira de esplendor!






Outono das tardinhas silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que eu soluço a delirar de amor…


(Florbela Espanca)


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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

VISLUMBRES ( outonais )


A horas flébeis, outonais  
Por magoados fins de dia  
A minha Alma é água fria 
Em ânforas d'Ouro... entre cristais... 


Mário de Sá-Carneiro, in  “Indícios de Oiro”








                                                                         

                                                                       

Fotografia e respectiva legenda, da autoria do meu querido Amigo MFC, do Blog de Fotografia: “Pé de meia…”  

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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Podem Tombar Casas e Castelos...

...RUÍREM OS MEUS SONHOS MAIS BELOS...
HEI-DE SONHAR SEMPRE MAIS ALTO...E REERGUÊ-LOS!!


Ruínas

Se é sempre Outono o rir das Primaveras, 
Castelos, um a um, deixa-os cair...
 
Que a vida é um constante derruir
 
De palácios do Reino das Quimeras!
 

E deixa sobre as ruínas crescer heras,
 
Deixa-as beijar as pedras e florir!
 
Que a vida é um contínuo destruir
 
De palácios do Reino das Quimeras!
 

Deixa tombar meus rútilos castelos!
 
Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
 
Mais alto do que as águias pelo ar!
 

Sonhos que tombam! Derrocada louca!
 
São como os beijos duma linda boca!
 
Sonhos!... Deixa-os tombar... Deixa-os tombar.
 


Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"
 





A primeira foto é minha, esta é da net. 

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terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Canção de Outono"

Imagem da Net
 

Perdoa-me, folha seca
 Não posso cuidar de ti
 Vim para amar neste mundo
 E até do amor me perdi.

 De que serviu tecer flores
 Pelas areias do chão
 Se havia gente dormindo
 Sobre o próprio coração?

  E não pude levantá-la
 Choro pelo que não fiz
 E pela minha fraqueza
 É que sou triste e infeliz

Perdoa-me, folha seca
 Meus olhos sem força estão
 Velando e rogando aqueles
 Que não se levantarão...

 Tu és a folha de outono
Voante pelo jardim
 Deixo-te a minha saudade
- A melhor parte de mim


 Certa de que tudo é vão
 Que tudo é menos que o vento
 Menos que as folhas do chão...
 
 
Cecília Meireles. 

 
 
Para que o romantismo outonal não se perca, com a chuva e o vento,
 vamos dançando o Tango!
 
 
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domingo, 22 de setembro de 2013

Macio e Quente...Ele Chegou!


Não é, de todo, a Estação do ano que mais gosto, mas é, sem sombra de dúvida, a que mais tem inspirado poetas e pintores.
Hoje, por volta das 21:45, sensivelmente, começa o cair da folha!?!

Adeus, Verão.




   Bem Vindo, Outono!

                                                                                

                                                                          
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