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domingo, 24 de maio de 2015

FOSTE TU.

Neste vídeo, não é apenas a letra e a música que nos prendem e encantam! As imagens são belíssimas.
Mais de duzentos e oito milhões de visualizações atestam bem a qualidade musical e vocal de Gaby Moreno e Ricardo Arjona.
Espero que vos agrade!



                                                  
(...)

Tenerte fue una foto tuya puesta en mi cartera, 
                                    un beso y verte hacer pequeño por la carretera. 
                                         Lo tuyo fue la intermitencia y la melancolía, 
                                           lo mío fue aceptarlo todo porque te quería. 
                                              Verte llegar fue luz, verte partir un blues. 



                                                                                       Fuiste tú, 


De más está decir que sobra decir tantas cosas, 
o aprendes a querer la espina o no aceptes rosas. 
Jamás te dije una mentira o te inventé un chantaje, 
las nubes grises también forman parte de paisaje. 

Y no me veas así, si hubo un culpable aquí… 
Fuiste tú. 





quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A Regra de Ouro, Tão Antiga Como A Humanidade, Vista de Um Prisma Mais Abrangente.



Todos sabemos que a Regra de Ouro é um princípio moral que se baseia na ética da reciprocidade e é tão simples como isto: "Não faças aos outros aquilo que não gostarias que te fizessem a ti".
O activista Gary Yourofsky, que defende acerrimamente os direitos dos animais, vai mais longe e estende essa máxima a todos os seres vivos.  
Já existem, em todo o mundo,  milhões de pessoas que se tornaram vegetarianas e melhoraram em muito a sua qualidade de vida. Sei que o vídeo é longo, mas vale a pena ver e ouvir o que Gary tem para nos dizer.
Durante a sessão de perguntas, no final, poderão ficar a saber quais as alternativas alimentares, para substituir as proteínas animais.

Para terminar, quero dizer que, a publicação deste vídeo, dedico-a ao meu Amigo Daniel, também ele vegetariano  e incansável defensor dos direitos de todos os animais!

( Eu apenas consumo carnes brancas, mas andando a tomar um medicamento mencionado durante a palestra e que serve para baixar os valores do colesterol,  ando a pensar seriamente em tornar-me vegetariana, como já fui há cerca de trinta anos atrás. )

E vós, meus amigos, que tal pensarem em manter um estilo de vida mais saudável, baseado numa alimentação rica em legumes, fibras, frutos e vegetais?

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domingo, 6 de julho de 2014

O Som do Silêncio....







...Para ouvir em surdina, sentir, fechar os olhos e descontrair!...



                  Não pensar em nada, apenas inspirar e expirar, suavemente,
                                                                    como num sonho.

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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Cai o Pano e a Vida Continua.


Na impossibilidade de encontrar as palavras que traduzam, fielmente, o meu sentir, deixo-vos com as sábias palavras de um dos maiores humanistas de todos os tempos:

Charlie Chaplin




"Cada pessoa que passa pela nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida não nos deixa sós porque nos deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."
Descansa em paz, amiga, e espera-me «En El Cielo.»

Nota. A todos os Amigos/as, que me manifestaram o seu carinho em palavras de solidariedade e  ânimo, quer em comentários no blog, quer por email, o meu infinito agradecimento a todos.
                                                  
                                                
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domingo, 13 de maio de 2012

CONCEITOS DE NORMALIDADE.



Todos os comportamentos, palavras e atitudes, que fujam àquilo considerado socialmente correcto, são prontamente apontados como provindo de alguém sem educação, no mínimo, contendo um certo cunho de irresponsabilidade e até de alguma loucura. Como o desejo de agradar fala sempre mais alto, assim, se foi perdendo muito da autenticidade, intrínseca, da personalidade de cada um.
Felizmente, ainda há excepções! Ainda existem pessoas que se manifestam, tal qual são, indiferentes à opinião que certos moralistas possam emitir sobre si. Admiro, incondicionalmente, esse tipo de pessoas, ou eu não me incluísse entre elas.
Afinal, o que significa ser-se socialmente correcto e normal ?

Vem isto a propósito –ou despropósito- conforme queiram, de um filme que nos últimos dias não me sai da mente. Refiro-me a “Voando Sobre Um Ninho de Cucos”.
Vi este filme, pela primeira vez, no antigo Cinema da Trindade, no Porto. Ainda existia, num terreno contíguo, um parque de estacionamento, ao ar livre, onde estacionei o carro.
Fiquei tão perturbada, com o final do filme, que, ao sair do parque, bati num dos mecos que delimitavam o espaço de saída.
Foi a primeira e única batida, por minha culpa, até hoje!

                                                                      
Creio que este filme ficará para sempre assinalado, na história do cinema, como um permanente questionar sobre os conceitos de normalidade, dos métodos usados no tratamento psiquiátrico e, por último, na desumana crueldade da lobotomia, solução final, para aquietar os loucos rebeldes.

Foi esta personagem que me reconciliou com Jack Nicholson, a quem eu detestava. Hoje, ele pode desempenhar qualquer papel de pessoa cínica, trocista, mau carácter,vigarista, o que for...tem sempre a minha simpatia…

 I love you, McMurphy!!
Lá está…coisas de pessoa pouco normal.

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terça-feira, 14 de setembro de 2010

BRAVURA



Imagem do sit trasosmontes.com
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Miguel Torga, médico, poeta, escritor.
Transmontano de nascimento e pelo grande amor que dedicava à sua terra, S. Martinho de Anta, e às suas gentes.
Este conto, faz parte do seu livro:
"BICHOS"
Apenas transcrevi as partes que me pareceram mais relevantes, já que o conto é um pouco extenso.
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Com este post, termino aquilo que considero ser o meu contributo no despertar de algumas consciências, ainda adormecidas, para esta cruel realidade a que muito pomposamente denominam: "Espectáculo de luz e cor"
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MIURA


Fez um esforço. Embora ardesse numa chama de fúria, tentou refrear os nervos e medir com a calma possível a situação.
Estava, pois, encurralado, impedido de dar um passo, à espera que lhe chegasse a vez! Um ser livre e natural, um toiro nado e criado na lezíria ribatejana, de gaiola como um passarinho, condenado a divertir a multidão!
Irreprimível, uma onda de calor tapou-lhe o entendimento por um segundo.
O corpo, inchado de raiva, empurrou as paredes do cubículo, num desespero de Sansão.
Nada, os muros eram resistentes, à prova de quanta força e quanta justa indignação pudesse haver. Os homens, só assim: ou montados em cavalos velozes e defendidos por arame farpado, ou com sebes de cimento armado entre eles e a razão dos mais…
Palmas e música lá fora. O Malhado dava gozo às senhorias…
Um frémito de revolta arrepiou-lhe o pêlo. Dali a nada ele. Ele, Miura, o rei da campina!
A multidão calou-se. Começou a ouvir-se, sedante, nostálgico, o som grosso e pacífico das chocas.
A planície!... O descampado infinito, loiro de sol e trigo…O ilimitado redil das noites luarentas, com bocas mudas, limpas, a ruminar o tempo…A fornalha escaldante, sedenta, desesperante, que o estrídulo das cegarregas levava ao rubro.
Refrescou as ventas com a língua húmida e tentou regressar ao paraíso perdido. A planície…
Um som fino de corneta. Estremeceu. Seria agora? Teria chegado, enfim, a sua vez?
Assobios. Um toque estranho, triste, calou a praça e rarefez o curro. Apertou-se-lhe o coração. Que seria?
Palmas, música, gritos.


Subitamente, abriu-se-lhe sobre o dorso um alçapão e uma ferroada fina, funda, entrou-lhe na carne viva. Cerrou os dentes e arqueou-se, num ímpeto. Desgraçadamente, não podia nada. O senhor homem sabia bem como e quando as fazia. Mas porque razão o espetava daquela maneira? Nova picada no lombo.


– Miura! Cornudo!


De um salto todo muscular, quase de voo, estava na arena. A tremer como varas verdes, de cólera e de angústia, olhou à volta. Um tapume redondo e, do lado de lá, gente, gente, sem acabar. Gritos da multidão.


Que papel ia representar? Hesitante, um tipo magro, doirado entrou no redondel. Admirado, Miura olhava aquela fragilidade de dois pés. Olhava-a sem pestanejar, olímpica e ansiosamente.


– Eh! Toiro Eh! Toiro!


A multidão dava palmas. Tinha de ser. Já que desejavam tão ardentemente o fruto da sua fúria, ei-lo. Mas o homem que visou, que atacou de frente, cheio de lealdade, inesperadamente transfigurou-se na confusão de uma nuvem vermelha, onde o ímpeto das hastes aguçadas se quebrou desiludido.


Mais palmas ao dançarino. Parou. Assim nada o poderia salvar. À suprema humilhação de estar ali, juntava-se o escárnio de andar a marrar em sombras.


Silêncio. Esperou.


O homem ia desafiá-lo certamente outra vez. Tal e qual. Inteiramente confiado, senhor de si, veio vindo, veio vindo, até lhe não poder sair do domínio dos chifres.


Agora! De novo, porém, a nuvem vermelha apareceu. E de novo Miura gastou nela a explosão da sua dor.


Palmas, gritos.
O inimigo não desistia. Lá vinha todo empertigado, a apontar dois pequenos paus coloridos e a gritar como há pouco.


– Eh! Toiro! Eh! Toiro!


Sem lhe dar tempo, com quanta alma pôde, lançou-se-lhe à figura disposto a tudo. Não trouxesse ele o pano mágico e veríamos! Não trazia. E, por isso, quando se encontraram e o outro lhe pregou no cachaço, fundas, dolorosas, as duas farpas que erguia nas mãos, tinha-lhe o corno direito enterrado na fundura da barriga mole.


Gritos e relâmpagos escarlates de todos os lados. Lá levaram o moribundo em braços e lá saltava na arena outro farsante doirado.


Esperou. Se vinha sem a capa enfeitiçada, sem o diabólico farrapo que o cegava e lhe perturbava o entendimento, morria.


Voltou à carga. O corpo fino do toureiro, porém, fugia-lhe por artes infernais. Protestos da assistência. Avançou de novo. Os olhos já lhe doíam e a cabeça já lhe andava à roda.


Humilhado, com o sangue a ferver-lhe nas veias, urinou e roncou num sofrimento sem limites. Miura, joguete nas mãos de um Zé-Ninguém!


Num ímpeto, sem dar tempo ao inimigo, caiu sobre ele. Mas quê! Como um gamo, o miserável saltava a vedação. Parou. Mas não acabaria aquele martírio? Não haveria remédio para semelhante mortificação? Subitamente, o adversário estendeu-lhe diante dos olhos congestionados o brilho frio dum estoque.


Quê! Pois poderia morrer ali, no próprio sítio da sua humilhação? Os homens tinham dessas generosidades?
Calada, a lâmina oferecia-se inteira. Calmamente, num domínio perfeito de si, Miura fitou-a bem.
Depois, numa arremetida que parecia ainda de luta e era de submissão, entregou o pescoço vencido ao alívio daquele gume…
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

CRUÉIS TRADIÇÕES

Esta imagem foi-me, gentilmente, cedida pelo amigo Christian do blog "Un Mundo Animal".
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Correndo o risco de ir contra a opinião da maioria dos meus amigos/as e de quantos, eventuais, visitantes me possam ler, incluindo os meus seguidores anónimos, contudo reconhecendo-me o direito de manifestar a minha convicção, devo dizer que não concordo, de forma alguma, com certas tradições que já vêm dos tempos longínquos dos nossos antepassados como justificação para serem infligidos dor e sofrimento. Independentemente de as vítimas serem seres humanos ou animais.
Ao longo dos séculos muitas têm sido as tradições que se foram perdendo, umas boas e outras más, com a evolução dos tempos e das mentalidades.
Algumas, como as touradas, permanecem e não acredito que isso se deva ao amor à tradição. A razão que encontro (além de outras de ordem financeira) para que este tipo de espectáculo tenha tantos adeptos, é porque a luta entre o homem e a “fera” deve despertar em muitas pessoas o delírio dos sentimentos primitivos de domínio e supremacia. Embora nesta luta o touro esteja, à partida, em desvantagem em relação ao homem.
A maioria dos aficionados, se calhar, nem sabe bem explicar porque motivo gosta. Deixam-se empolgar pela força da adrenalina provocada pelos “Olés” e, então, desculpam-se com a tradição e o facto de não a quererem renegar.
Pessoalmente, considero a tourada um espectáculo cruel, primitivo e degradante, que em nada abona a favor do Homem dito civilizado, pelo que dispenso bem esta “herança cultural”.
As primeiras imagens mostram-nos o apedrejamento de uma mulher, para se fazer a comparação entre uma e outra tradição, tanto mais que ambas ainda existem. Não entre nós europeus e noutros continentes mas, o apedrejamento até à morte em praça pública, ainda faz parte da cultura muçulmana como forma de punir a mulher adúltera.
As imagens são apresentadas com o intuito de nos mostrar que, se nos escandalizamos e achamos que o apedrejamento público de uma mulher é um acto bárbaro, humilhante e inadmissível, não devemos aceitar com naturalidade que um animal seja picado e torturado numa arena, para gáudio de uma multidão.
Penso que as únicas tradições que se deviam passar, de geração em geração, seriam aquelas que nos engrandecem e nos dignificam enquanto seres humanos e, como tal, um exemplo a preservar pelas futuras gerações.
Existem tradições, que nem essa designação deviam ter mas, hábitos primitivos e cruéis que há muito deviam ter sido abolidos, e há tantas…
A tradição em certas tribos africanas, de fazer a excisão do pequeno órgão genital às jovens, mal elas atingem a puberdade. Causa arrepios só de pensar nesse sofrimento!
Enquanto as vacas passeiam livremente nas ruas, com o estatuto de seres sagrados, existem na Índia seres humanos a passar fome.
Todos sabemos disso e o que é que nós fazemos, relativamente a estas e outras absurdas tradições? Condenamo-las, é certo, mas reconhecemos que são tradições milenares, que os próprios povos respeitam e aceitam. Para se mudar o que está mal, seja lá o que for, é preciso acção e divulgação e é nesse sentido que eu considero meritória a acção desta instituição (Acção Animal. Pelo Direito À Vida Animal) e outras, na chamada de atenção para aqueles que vivem alienados e indiferentes, acerca dos direitos dos animais e dos seres humanos desamparados.

Que o mesmo é dizer: daqueles que não têm voz!