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sábado, 16 de novembro de 2013

Solidões.


Esta noite pela madrugada   

Ouvi uma melodia encantada,
Da chorosa guitarra de um trovador.



Foi cantando em sentidas quadras,
Replectas de palavras magoadas
A história de um caso de amor.



Segundo a lenda rezava,
Um pobre lobo solitário
Vivia o mais triste dos fados.
Apaixonou-se pela lua,
Sonhava-a como se fosse sua
E tinha o coração em pedaços.



Correndo à noite pelos montes,
Todos os ribeiros e fontes,
Na esperança de poder tocar-lhe.
Tal era o amor que sentia,
Que mal via raiar o dia
Na sua toca se refugiava.



E quando a noite chegava,
Para a sua amada, ele corria.
Perdido na sua doce loucura,
Cansado de tanto tentar,
Percebeu que à sua bela Lua
Jamais se poderia juntar...


                                            
Perdido no seu desespero,
Sentindo apenas a dor,
De não ter seu grande amor,
Ficou-se no monte a chorar...
No uivar rouco trazia os gemidos,
E os versos mais sofridos
De um coração magoado.



Seus lamentos de tão sentidos,
Tão intensamente vividos,
Giraram o mundo inteiro.
E tanto descontentamento,
Tocou bem fundo na alma
De todos os seus companheiros.
Desde então que pelos montes
Não mais teve fim, este legado:
Os lobos seguem uivando à lua,
Como que esconjurando o calvário
De um amor desafortunado...




Com sentida pena de assim não conseguir escrever, limito-me a divulgar este belo poema de Paula Correia.

 
Publicidade?
Porque não, se eles estão em vias de extinção?

       Desejo-vos um bom Domingo e excelente semana!
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