Lagoa da Tapada da Mina - Minas de S. Domingos - Baixo Alentejo.
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Quemdisse que as selfies são coisa recente? Pois esta fotografia tem mais de duas décadas e fui eu que a tirei. Na água está o meu filhote, na altura ainda adolescente.
Neste tempo ainda esta lagoa não era considerada praia fluvial, nem tinha sofrido o avanço modernista e avassalador que tem atraído turistas de todos os pontos do país. Se mudou para melhor? Pois, não sei... Não gosto de multidões nem de palhotas...pagas a peso d'ouro...Mas, dizem-me os meus amigos alentejanos:"agora é que isto está bom"!! Gostos! Adenda: Peço mil desculpas, mas afinal enganei-me. Não foi nesta foto que me auto-retratei, foi numa outra que prometo vos mostrarei em breve. :)
Fui encontrar estas fotografias, das quais já nem me recordava. Creio que são do tempo daquela que tirei no Museu Romântico, no Porto, com a minha amiga holandesa, a Nathalie. Quem não se lembrar, faça o favor de clicar na 'etiqueta'. O que eu vos peço, é que me elucidem sobre o nome desta praia, que não faço a mínima ideia qual seja. Sei que andei, a pedido do meu filho, a mostrar-lhe os lugares que ela trazia no roteiro de viagem. Ajudam-me? Obrigada!
Pelos vistos é praia muito ventosa...
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Adenda: Numa gentileza do Ricardo Santos, enriqueço e embelezo este post, com um vídeo elaborado pelo mesmo. Vejam...vão gostar destas imagens lindíssimas. Obrigada, Ricardo!
A foto é da autoria do meu Amigo MFC,que abandonou a blogosfera, mas deixou as portas abertas para que o possamos revisitar, sempre que a saudade bater mais forte.
Obrigada, Manel!
As rimas emparelhadas são de:
(Alberto de Oliveira)
De verdadeiramente meu este post tem: o pensamento, as emoções, a saudade e as recordações!!
Ainda a propósito do já tão referido e ilustrado Encontro de Amigos e frequentadores do blog COISAS da FONTE, não posso terminar a minha intervenção sem uma palavra de apreço ao Amigo comum e grande impulsionador deste memorável acontecimento: Rui Espírito Santo! Obrigada, Rui, pela tua incrível capacidade de aceitar, compreender e saber lidar com as diferentes formas de ser e estar, de todos quantos te visitam e fazem do teu Cantinho um local de agradável e saudável convívio!
BEM-HAJAS! :)
Pode parecer demasiado repetitiva a apresentação de fotos desse dia, mas como cheguei atrasada à blogosfera, também quero deixar o meu contributo de recordações que fiquem para a posteridade!!
Mesmo que a maioria das fotos sejam da autoria do RICARDO SANTOS!:))
Esta é minha - nota-se - e os retratados são eles:
Rui Pascoal e João Paulo.
Momentos de saborosos diálogos!!
O simpático casal Espírito Santo a posar especial e exclusivamente para o meu telemóvel!!
E agora, HenriqueAmigo? Já vês bem???
Belas recordações de Amizade que me acompanharão para todo o sempre!
Estas estrelas brilharão eternamente no firmamento da nossa memória porque são intemporais.
Também houve outras que usaram pó- de -arroz, mas dessas, quem soube falar delas e desejá-las foi
VINICIUS DE MORAES.
A mulher que passa
Meu Deus, eu quero a mulher que passa. Seu dorso frio é um campo de lírios Tem sete cores nos seus cabelos Sete esperanças na boca fresca!
Oh! Como és linda, mulher que passas Que me sacias e suplicias Dentro das noites, dentro dos dias!
Teus sentimentos são poesia Teus sofrimentos, melancolia. Teus pelos são relva boa Fresca e macia. Teus belos braços são cisnes mansos Longe das vozes da ventania.
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Como te adoro, mulher que passas Que vens e passas, que me sacias Dentro das noites, dentro dos dias! Por que me faltas, se te procuro? Por que me odeias quando te juro Que te perdia se me encontravas E me encontravas se te perdias?
Por que não voltas, mulher que passas? Por que não enches a minha vida? Por que não voltas, mulher querida Sempre perdida, nunca encontrada? Por que não voltas à minha vida Para o que sofro não ser desgraça?
Meu Deus, eu quero a mulher que passa! Eu quero-a agora, sem mais demora A minha amada mulher que passa!
No santo nome do teu martírio Do teu martírio que nunca cessa Meu Deus, eu quero, quero depressa A minha amada mulher que passa!
Que fica e passa, que pacifica Que é tanto pura como devassa Que boia leve como cortiça E tem raízes como a fumaça.