domingo, 8 de agosto de 2010

COM TODO O MEU CARINHO.










Para todos os meus amigos que já manifestaram o seu desejo de me ver de volta, bem como para aqueles que nada disseram mas, eventualmente, possam ter sentido a minha falta, deixo-vos, com muito afecto, este singelo selo de AMIZADE.




Se assim o desejarem levem-no para os vossos blogs. Isso será para mim um motivo de orgulho e grande alegria.




Voltarei mais revigorada e sempre, sempre com muita ternura no coração.




Fiquem com Deus meus amigos e espero que Ele, também, me acompanhe.




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segunda-feira, 5 de julho de 2010

A TODOS OS MEUS AMIGOS.


O poeta Juan Francisco Bravo Real, dedicou este livro à sua irmã Sara.
Segundo as suas próprias palavras:
"Sin ella no hubiera empezado a escribir nunca"
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Meus queridos amigos. Por necessidade e obrigação para com os meus deveres profissionais, decidi fazer um interregno nas minhas postagens, pelo menos até Setembro.

Não sou poetisa nem escritora, apesar de a Literatura fazer parte integrante da minha vida, praticamente, desde que aprendi a ler e a escrever. Sou, tão-somente, sócia-gerente numa Empresa cuja contabilidade está toda sob a minha responsabilidade e que eu tenho negligenciado um pouco nos últimos tempos. Talvez usando e abusando dessa facilidade. (Mea culpa).


O resultado disso é a acumulação de trabalho que foi ficando atrasado e que eu tenho de pôr em dia.

O que resta do mês de Julho vai ser para me dedicar inteiramente a essa actividade e depois em Agosto… Oh, Agosto… vai ser para tirar umas bem merecidas férias que me dêem um pouco de descanso ao corpo e à alma. Para já, aceitei o convite do meu filho e da minha nora para os acompanhar até La Manga e depois se verá.


Quero ainda dizer-vos que fico, em relação a todos, com uma grande dívida de gratidão. Foi graças a vós e à vossa amizade, que perdi muito do meu azedume e da minha revolta em relação à vida, de quem me senti sempre injustiçada.


Dei, mas recebi em dobro, muita amizade e muitas provas do vosso carinho por mim. Não sabem o quanto esse facto me enriqueceu enquanto ser humano e as novas esperanças que despertou em mim o saber que ainda há gente boa e amiga, com quem eu pude partilhar as minhas emoções.


Não; isto não é uma despedida, porque ainda voltarei, acreditem!


Embora saiba que nada é eterno e um dia vou ter de abandonar, de vez, a blogosfera. Mas, por enquanto, ainda não me sinto preparada para isso…
Antes, ainda vou passar por “casa” de todos quantos me acharam merecedora da sua amizade, para lhes deixar um beijo e dizer-lhes: até breve.

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Esta introdução serviu para vos deixar com um Poeta que alguns de vós já conheceis:


Juan Francisco Bravo Real.


Meu querido e inesquecível amigo a quem agradeço ter-me facultado o acesso

os seus dois livros já publicados.

Espero ter o privilégio que o mesmo aconteça com o terceiro que publicará brevemente.

"Muchas Gracias, amigo mío."


Não foi fácil seleccionar estes dois poemas do seu livro “Entre Renglones” porque toda a poesia de Juan Francisco é muito autêntica e genuina. Nada surrealista nem difícil de entender, muito pelo contrário.


São retalhos e pensamentos da sua própria vivência. Escritos com tanta alma, ternura, emoção e sentimento que nos identificamos, de imediato, com tudo aquilo que ele nos transmite.


Sem qualquer desprimor para com todos os meus outros amigos poetas, que muito estimo e admiro, peço-vos que os leiam, não apenas com o olhar, mas com os olhos do coração. Esse tal olhar que nos faz ver o invisível…

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"YO QUISE SER"…

Yo quise un día ser
Como esos árboles
Que dan su sombra al lado del camino;
Yo quise retener el hado del destino.
Yo quise ser igual que el peregrino
Que recorre la senda sin descanso.
El água del arroyo en el remanso.
La copa verde y señorial del pino.
Yo quise ser un dia
Como el ave que vuela lentamente
Sobre los campos. Yo queria
Ser ave, pino y água transparente.
Ser esa sombra fresca
Al lado del camino.
El remanso tranquillo en la corriente.
Busqué com ilusión
Y también repartí de igual manera,
El amor, la ternura,
Poniendo siempre en ello el corazón
Y a cambio recibí…- dulce ventura!-
Más ternura y amor…más ilusión!
Di amor y amor me dieran.
Comparti la ilusión
Y los que me quisieron,
Me dieran su ilusión y el corazón…
me dieron su alegria.
Me dieron mucho más
Que yo tenía.
Porque en verdad, doblaron su valor.
Todo aquél que se entrega com amor,
Recoge más amor…más alegria.
Recoge la ilusión.
La dulce sensación
De vivir de verdade el dia a dia.
Y entonces eres sombra
Al lado del camino.
Remanso de agua fresca. Ave en la altura.
El cayado que ayuda el peregrino.
La copa verde y señorial del pino.
Has alcanzado la mayor ventura:
Tener bajo tu sombra
El hado misterioso del destino.
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"SE ME OLVIDÓ"…

Hay veces que olvidamos y olvidamos
Y a veces, el olvido nos recuerda
Que a veces el recuerdo lo borramos
Para que la conciencia no remuerda;
Y a veces los recuerdos desterramos…
Y hay veces que quien quieres no se acuerda.
Y a veces, para no ser molestado
Preferimos decir: lo he olvidado!
Se me olvidó quizás cerrar la puerta
Para alejar las penas de mí vida,
Se me olvidó tener la risa abierta
Se me olvidó la lágrima sentida.
Se me olvidó que la mentira es cierta,
Se me olvidó que a veces una herida
De esas que dejan roto el corazón,
Se cura com coraje y com tesón.
Se me olvidó que había que vivir
Se me olvidó que había que soñar
Se me olvidó que hay veces que seguir
aún puede ser má duro que parar;
se me olvidó que acaso por sufrir,
olvidamos lo dulce que es llorar.
Se me olvidó que a veces, olvidando,
Se puede sufrir más que recordando.
Se me olvidó que a veces los amores
Se convierten en dulces añoranzas;
Se me olvidó que muchos sinsabores
Nos llegan por oír las alabanzas.
Se me olvidó que a veces los favores
Pinchan como las puntas de las lanzas;
Se me olvido que dulce transparência
Privilegio es que tiene la inocência.
Se me olvidó…se me olvido olvidar;
Se me olvidó que había querido.
Se me olvidó que solo com amar,
A veces se compensa lo sufrido.
Se me olvidó que a veces, recordar
Hace más dulce todo lo vivido.
Se me olvidó que solo de ilusión
A veces, se mantiene el corazón.
Se me olvidaron tantas…tantas cosas;
Se me olvidó que en el amor a veces,
Causa el dolor heridas angustiosas.
Se me olvidó que hay veces que pareces
Poner espinas donde pones rosas.
Se me olvidó que a veces…solo a veces,
Hay tanto amor en el silencio preso…
Que a veces…solo a veces…com un beso…

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Charneca da Caparica, 05 de Julho de 2010

terça-feira, 29 de junho de 2010

I HAVE A DREAM

Imagem recolhida da Net, cujo autor desconheço
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Hoje dei comigo a reflectir sobre aquilo que representam os sonhos na vida das pessoas.

Ao anseio de concretizar algo que se deseja muito mas que não está facilmente ao nosso alcance, de tal forma que é quase inatingível, chamamos-lhe sonho.


Sonhos individuais, quem os não tem?


No entanto, há pessoas que lutam por causas e sonhos colectivos. Aí é que surge o engrandecimento e a nobreza de quem se empenha nessa luta sem armas mortíferas, usando apenas o dom que Deus lhes deu, como a poesia... ou o poder de oratória.


Como foi o caso desse pequeno/grande homem indiano, chamado Ghandi, ( a quem já dediquei um post) que se despojou de todos os direitos e bens que a sua casta e condição de homem culto lhe permitiam, para se entregar de corpo e alma à defesa dos direitos e da paz do povo do seu país. Usando, apenas, como armas a força e a convicção das suas palavras e da sua crença nesta causa, pela qual perdeu a vida.

Mas hoje, é de outro grande idealista que me apraz falar: MARTIN LUTHER KING.

Martin Luther King teve um sonho pelo qual lutou: a igualdade de direitos entre negros e brancos e acabar com os preconceitos raciais. Também a ele, este sonho lhe custou a vida. Mas a semente das suas convicções começou a germinar e a América já deu início a uma nova Era na sua História.



Quando Barack Obama foi eleito Presidente dos E.U.A. o meu primeiro pensamento foi para Luther King e a satisfação de saber que a sua vida não foi sacrificada em vão.

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Apesar de ser um pouco longo, este post não renderia a justa homenagem a este grande Homem, se não apresentasse o seu discurso que ficou célebre na História da América do Norte e no mundo.




"Eu tenho um sonho:
Que um dia esta Nação se erguerá e viverá a verdadeira altura do seu credo: todos os homens são iguais.



Eu tenho um sonho:
Que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos antigos escravos e os filhos dos antigos donos de escravos se sentarão juntos numa mesa de fraternidade.



Eu tenho um sonho:
Que um dia, mesmo o Estado do Mississípi, um Estado-deserto, queimado pelo calor da injustiça e da opressão, se transformará num oásis de liberdade e justiça.



Eu tenho um sonho:
Que um dia os meus quatro filhos viverão numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela força do seu carácter.


Eu hoje tenho um sonho.


Eu tenho um sonho que um dia, o Estado do Alabama, onde os lábios do governador deixam presentemente pingar as palavras da interposição e da anulação, se transformará numa situação em que os rapazinhos e as raparigas negras poderão dar as mãos a rapazinhos e raparigas brancas, e caminharão juntos como irmãos.



Eu hoje tenho um sonho.


Eu tenho um sonho que um dia cada vale se elevará e cada colina e montanha se aplanará, os locais agrestes serão alisados e os locais tortuosos serão endireitados, e a glória do Senhor se revelará e todos o irão ver.



Esta é a nossa esperança.
Esta é a fé com que regressarei ao Sul.
Com esta fé transformaremos a montanha do desespero numa pedra de esperança.



Com esta fé transformaremos o desafinar de uma nação numa bela sinfonia de fraternidade.
Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ser presos juntos, erguer-nos pela liberdade juntos, sabendo que um dia seremos livres… "


(Este discurso foi proferido por Luther King nos degraus do Lincoln Memorial, em Washington a 28 de Agosto de 1963)


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segunda-feira, 28 de junho de 2010

EM NOME DO AMOR...


Penso que é este o poema mais conhecido do nosso Poeta Maior:

Luís Vaz de Camões.


É, também, aquele que sempre mais gostei.


Como cantam as nossas canções fatalistas ( Fado)


"Amar é padecer"


Mas será que tem sempre de ser assim?

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"Amor é fogo que arde sem se ver "



Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem-querer
É solitário andar por entre a gente
É nunca contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder.


É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata, lealdade.


Mas como causar pode seu favor
Nos corações humana amizade,
Se tão contrário a si, é o mesmo Amor?


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quarta-feira, 23 de junho de 2010

VIVA O SÃO JOÃO DO PORTO....

Esta data tem uma dupla importância para mim, porque representa a maior festa na vida de todos os "tripeiros" e porque dei à luz o meu filho querido.
Tenho um grande peso na consciência: Não lhe ter posto o nome de João.
Há ocasiões em que penso que o Santo nunca me perdoou.
Se eu pudesse voltar atrás...
















Estas imagens são da Cascata Sanjoanina que se encontra junto à Faculdade de Medicina no mesmo recinto do Hospital e que o Sr. Segurança, gentilmente, me deixou fotografar.

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Esta estátua de São João fica no recinto do Hospital com o mesmo nome, já que o Santo é patrono e protector dos enfermos e foi tirada por mim no dia 21/06/10, quando lá me desloquei para efectuar novos exames aos olhos.


Aproveito para vos dizer que trouxe notícias muito animadoras...




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Imagem recolhida da NET
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Manjerico e alho porro são dois símbolos do São João do Porto










Ora digam lá se o meu filhote não se fez um belo rapaz.

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Parabéns, meu filho e que Londres se ilumine de sol em teu louvor.

(O comentário de uma amiga fez com eu visse que não tinha deixado bem explícita esta referência a Londres. O meu filho teve que se deslocar, a trabalho,
a Inglaterra pelo que no dia do seu aniversário estava longe da família e do País)
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Na noite de São João
Há fogueiras e folias.
Gozam uns e outros não,
Tal qual, como os outros dias.

Água que passa e que canta
É água que faz dormir...
Sonhar é coisa que encanta,
Pensar… é já não sentir.

O moinho que mói trigo
Mexe-o o vento ou a água,
Mas o que tenho comigo
Mexe-o apenas a mágoa.

Ó meu rico São João
És um Santo Popular
Na tua festa não falta
Muita sardinha para assar.

Andorinha que vais alta,
Porque não me vens trazer
Qualquer coisa que me falta
E não te posso dizer?

Se eu te pudesse dizer
O que nunca te direi,
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei.

Dá-me um sorriso a brincar,
Dá-me uma palavra a rir,
Eu me tenho por feliz
Só de te ver e te ouvir.

Tenho um segredo a dizer-te
Que não te posso dizer.
E com isto já to disse
Estavas farto de o saber...

O manjerico e a bandeira
Que há no cravo de papel,
Tudo enche a noite inteira,
Ó boca de sangue e mel.
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sábado, 12 de junho de 2010

CRÓNICA DE UMA VIAGEM ANUNCIADA....



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Esta crónica é o oposto da Crónica do Gabriel Garcia Marquez, porque aí a morte anunciada aconteceu e a minha viagem… não.

Chamo-lhe anunciada, porque de facto comuniquei a alguns amigos mais chegados, a minha intenção de neste fim-de-semana prolongado ir até Lisboa matar saudades do meu filho, do meu neto mais novo, da minha nora…enfim mudar de ares, aproveitar para descansar e sair da rotina que é o meu dia-a-dia.


Como os Santos Populares estavam à porta, e passando lá eu a noite de Santo António, com um pouco de sorte ainda poderia ir dar um pé de dança a um arraial qualquer.
Se não fosse esse o caso faríamos a festa em casa. Sardinha assada, música e bailarico é que não haveria de faltar.

Eu que não sou nada de planear com muita antecedência, seja o que for, desta vez, comecei logo no início da semana, a programar tudo o pretendia levar: a minha mais recente aquisição de livros de poesia para ir lendo, ou melhor, relendo no comboio, o meu PC com todos os apetrechos necessários e comprar no dia anterior à minha ida a passagem, não fosse o diabo tecê-las e eu ainda perder o comboio enquanto esperava na fila das bilheteiras da Estação de Campanhã.

Com o que eu não contava é que as dores de cabeça que já me andavam a apoquentar há uns dias, começassem a piorar no final do dia 09, véspera do meu embarque.
Para resumir e concluir esta triste “crónica” de uma viagem anunciada e não realizada, o que aconteceu foi eu ter de ir parar à urgência do Hospital de S.João, por volta das duas da madrugada com a cabeça a estalar e a visão da vista direita parcialmente perdida, uma vez que só via sombras.

No serviço de oftalmologia, foi-me diagnosticado um glaucoma fechado e aplicado um tratamento a laser. Não vou entrar em pormenores clínicos, senão isto fica a parecer um bocado masoquista.

Ontem tive a sorte de ser consultada pelo “meu” oftalmologista que me vai acompanhar no tratamento. Aquela suave palmadinha que ele deu nas minhas costas, quando vim embora, e as palavras: “Preocupa não, você vai ficar boa” (Ele é brasileiro) são a minha esperança… O que ele não pode saber é que ando a forçar a vista no computador…

Meus amigos D´ont cry for me, porque isso eu já fiz que chegasse …


Como nunca se sabe como vai ser o dia de amanhã, pedi hoje a uma amiga que me tirasse esta foto, assim ficam com uma imagem minha para a posteridade.


Desejo a todos um bom Santo António.


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segunda-feira, 7 de junho de 2010

FRUTOS PROIBIDOS...




"É tão difícil as pessoas razoáveis se tornarem poetas, quanto os poetas se tornarem pessoas razoáveis”.

Citação e poema de PABLO NERUDA

Escritor e poeta chileno.

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É PROIBIDO

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo das suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessitas deles.
É proibido não seres tu mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de ti,
Esquecer aqueles que te amam.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer o seu destino.

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, apenas
Porque seus destinos se desencontraram.
Esquecer o passado e apagá-lo com o presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles vale mais que a tua.

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de ti,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores.
Não sentir que sem ti este mundo não seria igual
.


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quarta-feira, 2 de junho de 2010

O IMPROVISADOR DE SONHOS...






Todos nós temos os nossos pequenos-grandes tesouros que guardamos ciosamente em algum cantinho que é só nosso. Desde as madeixas de cabelo dos nossos filhos, quando lho cortámos pela primeira vez... Fotos antigas ... Cartas, etc.

Eu possuo todos estes tesouros que referi e mais dois muito importantes para mim... Uma caixinha onde guardo religiosamente os versos que o meu filho Luís me dedicava, desde que aprendeu a ler e escrever, até quase completar os treze anos de idade. São versos que foram evoluindo há medida que evoluiam os seus conhecimentos literários, mas todos eles de uma candura e de um amor tão puro e devotado...que se tranformaram no bálsamo, que ameniza e atenua a distância que hoje nos separa.

O outro é um livro de poemas Inéditos desse grande e inigualável poeta popular que se chamou António Aleixo, e que foi editado por seu filho Vitalino Martins Aleixo, em 1978, vinte e nove anos após a morte do poeta. Possuo, igualmente, um exemplar da 2ª Edição de "Este Livro Que Vos Deixo". Os poemas inéditos que hoje vos trago são, talvez, dos mais tristes que o poeta escreveu, já muito perto da sua morte. Fi-lo intencionalmente, para vos mostrar que esse grande Homem, que se ria da própria desgraça, através de quadras cheias de um humor satírico e acutilante, comeu o pão que o diabo amassou, sofreu como um condenado, morreu de tuberculose e na miséria, mas nunca se vendeu... E soube sempre transmitir aos filhos o sentido da honra e da palavra dada. Selada apenas com um simples aperto de mão....


Tudo o que se segue são transcrições do livro:




INÉDITOS


ANTÓNIO ALEIXO
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Sextilhas


Estou gasto, velho e doente
Sei que pouco viverei…
Faço a minha despedida,
Repetindo mentalmente
As lições que decorei
Em meio século de vida.

Tudo o que sou, sou sem querer;
Vivo com hipocrisia…
E vou de mal a pior…
Porque o mundo me faz ser
Aquilo que eu não seria
Se o mundo fosse melhor.

Ao querer saber como a gente
Neste planeta aparecemos,
Li os dois livros melhores…
E neles, sinceramente,
Apenas vi que não temos
Duas mentiras maiores. (1)

(1) Não foi possível apurar a que livros o poeta se refere.


PEDIDO DE AUXILIO


I

Volto de novo ao passado,
Vou para os campos guardar gado,
Tal qual como outrora fiz…
Dentro da minha desgraça,
Nada o mundo tem que eu faça
Que me torne mais feliz…

II

Vou procurar entre as flores,
Esquecer os dissabores
De há muito por mim sofridos;
Mas como gado não tenho,
A minha palavra empenho
Aos meus amigos mais qu´ridos.
III

E o amigo que me ajude,
Faz pela minha saúde,
Dando aos meus filhos o pão.
E, ajudando um pobre amigo,
Terá menos um mendigo
Na rua a estender-lhe a mão.

IV

Envergonhado vos digo
Que me esforço, e não consigo
Dar um sentido perfeito
Nestes versos que vos canto,
P´ra vos agradecer tanto
Quanto por mim têm feito. (1)

(1) Estas quatro sextilhas foram enviadas, como penhor, aos amigos a quem António Aleixo, em 31 de Março de 1941, dirigiu uma carta a pedir auxilio para : «quem, como eu, deseja viver, para que a vida dos que tenho a meu cargo seja mais suave».
E para o que necessitava - «comprar umas cabritas, para delas usufruir o leite necessário para prolongar a minha vida».
O pedido do poeta foi satisfeito.

Natural de Vila Real de Santo António, António Aleixo faleceu em Loulé, a 16 de Novembro de 1949, com apenas 50 anos de idade.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

SE EU PUDESSE:::


Imagem recolhida da NET. Se alguém se disser seu autor retirá-la-ei de imediato.

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SE...

“Se eu pudesse deixar-te algum presente

Deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos.

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora...

Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se
repetissem.

A capacidade de escolher novos rumos.

Deixaria para ti, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:

Além do pão, o trabalho.

Além do trabalho, a acção.

E… quando tudo mais faltasse, um segredo:

O de buscar no interior de ti mesmo

A resposta e a força para encontrar a saída."

Mahatma Gandhi


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