sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A OUTRA FACE...QUE RAIO DE VIDA!!

Houve o Princípio da Vida
Há o Princípio do Fim.
Há porém o Fim da Vida
Que a rotina dá guarida
Matando a ilusão que houve em mim.


" Vidinha…"



"A poesia é a vida? Pois claro!
Conforme a vida que se tem o verso vem
- e se a vida é vidinha... já não há poesia
que resista! O mais é literatura,
libertinura, pegas no paleio;
o mais é isto: o tolo de um poeta
a beber, dia a dia, a bica preta,
convencido de si, do seu recheio...

A poesia é a vida? Pois claro!
Embora custe caro, muito caro,
e a morte se meta de permeio. "

Alexandre O`Neill

Imagem da Net 



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terça-feira, 15 de novembro de 2011

A VIDA É BELA...!

E porque a Vida é Bela...a Amizade verdadeira  incondicional,  o Futuro a Deus pertence e o mais importante é vivermos o Presente, vamos Amar a Vida e desfrutá-la em toda a sua plenitude!


"A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico...
Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não possa devanear e ser empolgado por esse encantamento, não passa, em verdade, de um morto.! "

 Citação de: Albert Einstein

                                                            
                                                          
Bela foi a mensagem que Roberto Begnini nos quis passar com este  filme inesquecível.
Apesar de todas as vicissitudes, a Vida é Bela . 
                                                                       

domingo, 13 de novembro de 2011

LIVRE ARBÍTRIO...OU FATALIDADE?

Muitas vezes me interrogo até que ponto serão as nossas decisões responsáveis pelo nosso infortúnio ou felicidade. Se, ao decidirmos enveredar por um caminho e não por outro, quando nos encontramos numa encruzilhada da vida, indecisos, por não termos a certeza de qual deles será o melhor para nós, a nossa opção não terá sido ditada por aquilo que já nos estava traçado pelo Destino.
Somos nós que fazemos o nosso Destino ou, façamos  nós o que fizermos, o Destino nos conduzirá fatalmente ao que já nos está predestinado? 



A Fatalidade do Não
“A palavra de que eu mais gosto é não. Chega sempre um momento na nossa vida em que é necessário dizer não. O não é a única coisa efectivamente transformadora, que nega o status quo. Aquilo que é, tende sempre a instalar-se, a beneficiar injustamente de um estatuto de autoridade. É o momento em que é necessário dizer não. A fatalidade do não - ou a nossa própria fatalidade - é que não há nenhum não que não se converta em sim. Ele é absorvido e temos que viver mais um tempo com o sim.”

José Saramago, in 'Folha de S. Paulo” (1991)
Imagem da Net

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MORENO ERA CRISTO...!


Quando nos sentimos descontentes com nós próprios, temos tendência para relembrar tudo aquilo que num passado mais distante ou próximo,  temos suportado e vivido com desagrado.  Não sei como é com as outras pessoas, mas comigo é assim.
Tanta coisa poderia ser dita a este respeito, mas aquilo que posso e me apetece falar prende-se com o meu nome e apelido. Nunca gostei do meu nome próprio. O que eu sofri em criança por causa dele! Todas as minhas amigas tinham nomes bonitos e modernos. Eu herdei o nome da minha Avó paterna e com ele tenho vivido descontente até hoje.

Já do meu apelido  materno  sempre gostei e sinto muito orgulho nele. Lembra-me o meu Avô, Pai da minha Mãe.  Mestre João Baptista Moreno, como era tratado com carinho e respeito lá na terra. Não era homem de bens, mas foi toda a sua vida um homem de bem e de grande dignidade e honradez.  Alguém me disse, um dia, que este apelido teve a sua origem a partir de uma família nómada  que se instalou na Península Ibérica há séculos atrás. Nunca pesquisei sobre isso. Talvez um dia o faça. Quem sabe a minha alma cigana não advenha daí. Sorrio com prazer quando penso nisso.

                                                     
"Morena"
                  
Não negues, confessa
Que tens certa pena
Que as mais raparigas
Te chamem morena.
Pois eu não gostava,
Parece-me a mim,
De ver o teu rosto
Da cor do jasmim.
Eu não... mas enfim.
É fraca a razão,
Pois pouco te importa
Que eu goste ou que não.
Mas olha as violetas
Que sendo umas pretas,
O cheiro que têm!
Vê lá o que seria,
Se Deus as fizesse
Morenas, também

Tu és a mais rara
De todas as rosas;
E as coisas mais raras
São mais preciosas.
Há rosas dobradas
E há-as singelas
Mas são todas elas
Azuis, amarelas,
De cor de açucenas,
De muita outra cor
Mas rosas morenas,
Só tu, linda flor.
E olha que foram
Morenas e bem
As moças mais lindas
De Jerusalém.
E a Virgem Maria
Não sei... mas seria
Morena também.
Moreno era Cristo!
Vê lá depois disto
Se ainda tens pena
Que as mais raparigas
Te chamem morena!


Guerra Junqueiro,  in "A Musa em Férias"

sábado, 5 de novembro de 2011

ESTA MINHA ALMA CIGANA....


Alma Cigana

Disto nunca eu fiz segredo…
a minha alma é cigana.
Perambula pelo mundo
dança, canta, não engana.
Meu coração português
tem sotaque e alegria
nas margens do Tejo há marés
e fados com nostalgia.

Enquanto ele canta fados
a alma toca castanholas
mas ambos se abraçam contentes
numa moda de viola.

Quem me conhece já sabe
gosto de vermelho forte
nas minhas saias rodadas
que dos dois lados tem cortes…
Para facilitar a dança
nos volteios deslumbrantes
que me tomam nos meus sonhos
nos braços do meu amante.
Assim vou sendo feliz
no meu jeito tão singular
que pouca gente o entende
mas não deixo de os amar…!

Adaptação de um poema da autoria de:
Teresinha  Penhabe
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

48 HORAS...

Nem sempre os nossos planos correm como o previsto. Nunca gostei de planear nada com muita antecedêndia, mas um fim-de-semana prolongado é suposto ter, pelo menos, 72 horas. Ora,  este que ainda está a decorrer teria e tem, em princípio,  96 aliciantes horas que me permitiriam sair do ambiente  diário rotineiro,  desfrutar da companhia de familiares queridos e respirar outros ares. Tudo isso de facto aconteceu, mas em 48 horas, já que me encontro novamente no mesmo local de partida. Aonde eu quero chegar é que neste curto espaço de tempo vivi momentos tão intensos,  inesperados e emocionantes que valeram mais do que  96 horas quando nada de novo acontece.  Houve momentos inocentemente belos, passados à distância,  que só eu compreendo e são  só meus. Esses vou guardá-los  para mim.


Esta encantadora menina - minha neta do coração - tem um sorriso lindo...mas não sorriu. Que pena Isa. Quem fica a parecer ter 14 anos sou eu. Está a ver o que a menina perdeu?



 Sonhar com os pés assentes no chão não tem o mesmo sabor do que  sonhar lá em cima. Visto do teleférico o Rio Tejo fica mais romântico. Todos concordámos. Excepto os mais novos. 
-"O que é romântico, avó...?" 

Esta é a Blackie, uma cachorrinha pastora alemã linda e dócil. Adora jogar à bola. Acreditam que o meu amigo Vitor Fernandes, grande amante de futebol nem sequer a quis conhecer? Porque seria?

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

LEVIATHAN...E COINCIDÊNCIAS...

Foi durante o ano de 1996 que tive o meu período  Paul Auster! As minhas leituras foram sempre muito pragmáticas. Leio um livro de determinado autor e durante meses, já para não dizer anos, não sinto apetência por mais nenhum. E vou lendo e lendo sempre o mesmo autor até quase à exaustão. Já assim foi com Gabriel Garcia Marquez, Joanne Harris, Patrick Redmond, Jorge Amado, Elisabeth George e tantos outros. Quantas e quantas tardes de sábado passei na FNAC, de um Centro Comercial bem conhecido da cidade do  Porto, a procurar novos romances do autor eleito, no momento. Depois que a Net e os blogues entraram na minha vida a leitura passou para segundo plano.
Contrariamente àquilo que possa parecer não venho falar de literatura apenas. Hoje ao arrumar uns livros na prateleira de uma estante, soltou-se uma folha com algumas anotações de dentro do romance Leviathan do escritor acima referido. Costumo anotar alguns parágrafos ou frases quando elas vêm de encontro a algo que se enquadra na minha própria vida ou por qualquer motivo me deslumbram especialmente.  Da página 120 retirei esta frase: "Diz-se que uma máquina fotográfica pode roubar a alma a uma pessoa".

Da página 30 anotei um parágrafo que me fez lembrar de uma das minhas aventuras mais ousadas e solitárias de toda a minha vida. Tudo isto com uma data: 02/ 09/ 96 a 08/09/96.

 "Não foi por pensar que podia realizar alguma coisa lá, mas porque sabia que não seria capaz de viver consigo mesmo se não fosse." 

E fui pois, e li exaustiva e teimosamente Paul Auster e ouvi Nat King Cole e vi o Templo de Diana e  a Capela dos Ossos... Sozinha...mas fui! Ai...Évora...Évora!


A Máquina Fotográfica
É na câmara escura dos teus olhos
Que se revela a água
Água imagem, água nítida e fixa
Água paisagem
Boca, nariz cabelos e cintura
Terra sem nome
Rosto sem figura
Água móvel nos rios
Parada nos retratos
Água escorrida e pura
Água viagem trânsito hiato.
Chego de longe. Venho em férias. Estou cansado.
Já suei o suor de oito séculos de mar
O tempo de onze meses de ordenado
Por isso, meu amor, viajo a nado
Não por ser português mal empregado
Mas por sofrer dos pés e estar desidratado.

Chego. Mudo de fato. Calço a idade
Que melhor quadra à minha solidão
E saio a procurar-te na cidade
Contrastada violenta negativa
Tu a única sombra murmurada
Única rua mal iluminada
Única imagem desfocada e viva.
Moras aonde eu sei.
É na distância
Onde chego de táxi.
Sou turista
Com trinta e seis hipóteses no rolo
Venho ao teu miradouro ver a vista
Trago a minha tristeza a tiracolo.
José Carlos Ary dos Santos
Imagens da NET


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terça-feira, 25 de outubro de 2011

NO TOPO DO MUNDO...



Hoje...só quero sorrir!
Contra a chuva, contra o vento
O mau humor do momento
Digam lá o que quiserem
Estás no meu pensamento.

Não me perguntem porquê...
Hoje só quero sorrir!!

                                                                                                      

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Gracias a La Vida...!

                                                                                

Hoje a blogosfera está em Festa! O amigo Carlos Barbosa de Oliveira  do blog CR, está de Parabéns.
Dedico-lhe, numa simples homenagem, este meu post.

Carlos, não sei se gostas de ouvir a saudosa Elis Regina, mas presumo que sim.
Peguei no título do teu post e fiz dele também meu. Aqui te ofereço este poema, que espero te agrade.
Desculpa a simplicidade do texto. Penso que já me deves conhecer o suficiente para saber que sou uma pessoa simples, de palavras. simples.  Mas...sinceras!

Parabéns, Carlos! Que a Vida te sorria sempre.

Gracias a La vida

Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el oído, que en todo su ancho
Traba noche y dia grillos y canarios

Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando
La ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida,que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados

Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio
Gracias a la vida, que me ha dado tanto
Me dió el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros
Gracias a la vida, que me ha dado tanto

Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto
Gracias a la vida

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