quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

AS CORES DO ARCO-ÍRIS.

IMAGEM PARTILHADA DAQUI.






O arco-íris é tão lindo…
Dele mais não sei dizer.
Além de um sonho
E um sorriso…
O que mais pode ele ser?















Como seria lindo se existissem arco-íris assim!

                                                    

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Cadê o Bigode...? Cadê o Pois, Pois...?

                                                               
Sempre pensei que a principal diferença que nos distinguia dos nossos irmãos, do outro lado do Atlântico, fosse o sotaque.
 Afinal, parece que não! Segundo uma engraçadíssima anedota que recebi por mail, o que distingue um brasileiro de um português é o bigode - todo o homem português que se preze tem de usar bigode - e a tendência para repetir a palavra...pois.
Pois...! Lembrei-me, de imediato, da irmã Georgina do saudoso Raúl Solnado, na sua hilariante "Guerra de 1908".  Também ela gostava muito de dizer,  pois...coisas!
Como a chuva tarda em chegar e o Sol já se está a tornar doentio, deixo-vos com esta "Ida ao Médico".
Pois...mas sem qualquer intenção mórbida.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Já Nada É Como Antes...!

Tudo se altera com o passar do tempo! No Carnaval do ano passado sentia-me com disposição e inspiração para a  FOLIA... este ano nem uma coisa nem outra! Isto, apesar de não ter sido contemplada com a falta de tolerância de ponto.

Andam a tirar-nos tudo...até a alegria!  



                                                                                                 


Neste Carnaval...
Vamos  falar de coisas sem graça
Numa conversa até às tantas
Entre um café
E um pastel de Belém…


Que  esta loucura me seja perdoada

Porque metade de mim
é amor e fantasia...


E a outra metade...creio que...também!

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Quando A Tristeza Me Invade...

...pois, também costumo cantar o Fado! Mas hoje não fui de modas! Vai daí, agarrei no livro de inéditos, do meu poeta popular preferido, o grande ANTÓNIO ALEIXO e fui direitinha às páginas "eróticas, burlescas e satíricas". Se bem que de erotismo não veja aqui nada de especial. Mas para a época, se calhar até seria. De vez em quando, sabe bem fazer algo diferente...e, como para tristezas já basta a vida... 

                                                                       







"Fazendo inveja aos pintores
Que pintam qualquer boneco
Meu avô tinha um caneco
Com tinta de várias cores
Pintou filhos cantadores
Como eu – que já canto o fado,
Pintou um muito engraçado
Que era o meu tio Manuel
E com o mesmo pincel
O meu pai já foi pintado.

O Aleixo para pintar
Só pinta grandes programas
Pinta leitos, pinta camas
Coisinhas de se admirar…
A gente tem de levar
O pincel p`ra onde vai
E da algibeira não sai
P`ra não lhe pôrem defeito.
Eu trago um que foi feito
Com o pincel do meu pai.


Eu comecei com jeitinho
A cômpor o ramalhete
Primeiro foi com azeite
E depois foi com cuspinho
No começo era estreitinho
Custava o pincel a entrar…
Começa a dona a gritar:
«Não me parta a tigelinha»
Mas que coisa engraçadinha
Fui uma noite pintar…"


Ahh, grande ANTÓNIO ALEIXO...! Este já é o terceiro post que te dedico, embora sempre transcrevesse as tuas quadras tristes e revoltadas com a vida.
Pouca gente haverá que saiba rir de si mesma e, sobretudo, rir da própria desgraça, como tu o fizeste. E como eu te compreendo!







terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Amor é o Amor...


A todos  os Namorados e Enamorados, desejo um feliz dia de S.Valentim.
Namorem muito, sorriam muito, amem muito e sejam felizes...sempre!


                                                   

"O Amor é o Amor"
O amor é o amor — e depois?!
Vamos ficar os dois
a imaginar, a imaginar...?

O meu peito contra o teu peito,
cortando o mar, cortando o ar.
Num leito
há todo o espaço para amar!

Na nossa carne estamos
sem destino, sem medo, sem pudor
e trocamos — somos um? somos dois?
espírito e calor!

O amor é o amor — e depois?

Alexandre O'Neill
                                                                                     
              Para  quem ainda gosta de sonhar.                   

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

As Gordas Almas da Nossa Terra.

Camilo Castelo Branco


"Foi vagarosa a saída da primeira edição deste livro. É óbvia e, ao mesmo passo, desconsoladora a explicação. A novela não perdeu por mal escrita; mas por mal pensada. A incorrecção é o castigo de quem escreve muito à pressa para ir acabando mais devagar. Em Portugal é preciso isto.
O defeito deste livro é a superabundância de virtudes de enfastiar leitores que as exercitam iguais e maiores, todos os dias.
Ainda bem.
Quem quiser voga e fama pinte e salpique de sangue e lama os seus painéis. Ganhar a curiosa atenção dos leitores somente é permitido a quem lhes dá notícias de coisas não sabidas nem experimentadas.
A virtude é o ranço destas gordas almas da nossa terra.
Relatem-se crimes de cafrarias em linguagem de cafre."

Isto, escreveu CAMILO CASTELO BRANCO em 1868 no prefácio da segunda edição do seu romance O BEM E O MAL. Não conhecendo eu outras razões, para além das apontadas pelo escritor, não poderei escrever sobre o assunto. Nota-se, no entanto, uma grande amargura nas suas palavras. Provavelmente devido à relutância por parte das editoras, uma vez que o escritor retrata, com grande crueza e realismo, a eterna luta entre o Bem e o Mal. 
A propósito de cafrarias ( aqui em sentido figurado; selvajaria ) lembrei-me deste poema de um poeta seu contemporâneo. Embora, neste caso, a referência seja feita às regiões do Sul de África habitadas pelos Cafres ( povo Banto).



António Gomes Leal
O Selvagem
Eu não amo ninguém. Também no mundo
Ninguém por mim o peito bater sente,
Ninguem entende meu sofrer profundo,
E rio quando chora a demais gente.

Vivo alheio de todos e de tudo,
Mais callado que o esquife, a Morte e as lousas,
Selvagem, solitário, inerte e mudo,
- Passividade estupida das Cousas.

Fechei, de há muito, o livro do Passado
Sinto em mim o desprezo do Futuro,
E vivo só commigo, amortalhado
N'um egoismo bárbaro e escuro.

Rasguei tudo o que li. Vivo nas duras
Regiões dos crueis indifferentes,
Meu peito é um covil, onde, às escuras,
Minhas penas calquei, como as serpentes.

E não vejo ninguém. Saio somente
Depois de pôr-se o sol, deserta a rua,
Quando ninguém me espreita, nem me sente,
E, em lamentos, os cães ladram à lua...

António Gomes Leal, in "Claridades do Sul"
Poeta e Crítico Literário

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SONHOS ADIADOS...

                                                                                                               
Coincidência ou não, hoje voltei a lembrar-me de Martin Luther King com a mesma intensidade  que o fiz, naquele dia, já distante,  de 29 de Junho de 2010.
Por outros motivos, mas igualmente com a mesma força e com muito, muito mais confiança!

 
“Eu também sou vítima de sonhos adiados, de esperanças dilaceradas, mas, apesar disso, eu ainda tenho um sonho, porque a gente não pode desistir da vida."     Martin Luther King

E NÃO PODEMOS...MESMO!
                                                                                                       

domingo, 5 de fevereiro de 2012

TEMPO DE ESPERA.




"É preciso estar sempre embriagado.
Eis aí tudo: é a única questão.

Para não sentirdes o horrível
fardo do Tempo
que rompe os vossos ombros
e vos inclina para o chão,

É preciso embriagar-vos sem tréguas.
Mas de quê?
De vinho, de poesia ou de virtude.
Mas embriagai-vos.


E se, alguma vez, nos degraus de um palácio,
sobre a relva verde de um precipício,
na solidão morna do vosso quarto,
vós acordardes, a embriaguez
já diminuída ou desaparecida.

Perguntai ao vento, à onda, à estrela,
ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge,
a tudo que geme, a tudo que anda,
a tudo que canta, a tudo que fala.

Perguntai que horas são.
E o vento, a onda, a estrela, o pássaro,
o relógio, responder-vos-ão:

É hora de embriagar-vos!
Para não serdes os escravos
martirizados do Tempo,
embriagai-vos,
embriagai-vos sem cessar!
De vinho, de poesia ou de virtude
...à vossa maneira!"

Poema de Baudelaire


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Razão dos Meus Sorrisos.

Este é um sorriso de ternura deslumbrada! Ser-se avó pela primeira vez
é um sentimento indescritível. Uma dádiva. Um encantamento.
Alguém me perguntou a razão porque sorri, deixando-me ficar desconcertada. Nunca tal pergunta me havia sido feita!
Provocar um sorriso em alguém é muito  diferente do que  provocar uma gargalhada.
Queres saber a razão porque sorri?
Sorrio quando me enterneço nestas circunstâncias: quando encontro receptividade às minhas emoções; quando me revejo nas palavras simples, mas sinceras, que me dirigem; quando uma pessoa adulta manifesta a doçura que  tem dentro de si, guardando ainda algo da criança que um dia foi; quando me contam algo importante da sua vida, demonstrando, sem que eu lhes peça, que em mim confiam; quando olho para os meus netos e os vejo crescer saudáveis, alegres e felizes...quando me deslumbro e encanto com a descoberta de uma nova amizade…que passa a fazer parte do meu mundo de afectos...

Se aquilo que me disseste
se enquadrar aqui,
saberás que sorri
porque me enterneceste.


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