Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada.
Aconchegada nos meus
braços,
Que rio e danço e invento exclamações alegres,
Porque a ausência, essa ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
Continuação de excelente semana para todos, minha gente!:)
Pode ser, Pedro, mas nem sempre. Há músicas e poesias que nos ocorrem quando nos encontramos mais nostálgicos. Felizmente, os estados de espírito são um pouco como as marés...
Se houver demasiadas "ausências" na nossa vida, mesmo assimiladas e aconchegadas, a brancura que delas emana transforma-se num nevoeiro cerrado e o branco deixa de ser tão branco...
Abraço grande
P.S. Gosto de Leonard Cohen, música simples, poemas complexos.
Aprender a viver com as ausências inevitáveis, pode ser uma aprendizagem difícil e dolorosa, mas creio que precisamos criar defesas para podermos sobreviver. Talvez essa brancura que se aninha em nós, não chegue a transformar-se no nevoeiro cerrado que nos faz perder o norte. Será mais a recordação de algo só nosso e nos faz inventar novos sonhos e alegrias.
Acho, acredito, que os poemas de Cohen são mensagens que temos de saber interpretar, por isso nos parecem mais complexos.
Ainda bem que gostaste! Sabes que as ausências também servem para aquilatarmos da falta que os outros sentem de nós e vice-versa, claro. Da minha lista de blogues amigos, mais de metade, ou fecharam o blog ou estão em pausa ou pura e simplesmente deixaram de postar há meses. Esse abandono faz-nos sentir mais isolado. Felizmente, vão aparecendo novos amigos com quem nos vamos identificando e criando laços de amizade. Se assim não fosse, seria como caminharmos no deserto...
Olá Janita! Vim agradecer esse poema lindo que você publicou, eu não conhecia. Não tenho postado muito nem visitado muitos blogs, ando meio preguiçosa, mas foi muito bom passar por aqui. Um beijo, Anamaria
Oh, minha querida Anamaria, preguiçosa e sem grande ânimo ando eu! Ando em falta com as minhas visita ao teu lindo "atelier" e preciso colmatar essa falta urgentemente.
Obrigada pelas tuas carinhosas palavras e mando um grande beijinho de amizade para ti, Anamaria.
PS: O nosso amigo Hugo também é um dos que levou sumiço! Ele que gosta tanto de música nem nos conta nada dos Concertos que tem visto...digo eu!
Eu preciso apenas de um abraço teu, nesse dia tão especial para mim. Penso que à minha volta nada muda, compete a nós todas as mudanças para cada dia sermos um pouco mais felizes. Lembre-se, Deixe marcas de amor por onde passar tenha certeza cedo ou tarde colherá os frutos daquilo , que semeou no longo da sua vida. Dê amor , carinho, seja fiel às suas amizades Leve no coração o maior sentimento , Aquele que tem o poder de mover o mundo. A fé e a esperança de um mundo de amor e paz. Mesmo que por vezes me sinta mais velho, esse é o momento de praticar aquilo , que Deus traçou para cada um de nós. Na postagem deixei uma lembrança para você. Beijos ! Deus está contigo e comigo Evanir..
É muito bem construído, e não menos intrincado... este jogo de palavras que Carlos Drummond transformou em poema. Ausência e falta, são sentimentos que por vezes se confundem, outras se sobrepõem, querendo dizer o mesmo;e noutras não.No fundo, falta e ausência sempre quererão expressar o não termos por perto, ou mesmo ao longe,alguém...
E se o Leonard,melancólico e nostálgico, fosse Português, certamente que cantaria o fado...e muito bem. Bonito post!
Beijinhos amigos e bom fim de semana; fica bem. Vitor
Os poetas são pessoas como nós e como na vida nem tudo são flores, também vivem situações inusitadas e têm momentos de cansaço e desânimo. Por vezes, ao lermos um poema dá-nos a ideia que as palavras não fazem sentido, mas a interpretação estará sempre na forma como cada um de nós encara esse lapidar de palavras a que chamamos poesia. Eu, por exemplo, acredito que pode haver ausência sem falta e falta sem ausência...não sei se me fiz entender!
Mesmo sem ser português, creio que o Leonard Cohen, tem sensibilidade e nostalgia bastante para cantar o fado! Assim ele quisesse...:)
A vida é feita de ausências que nos fazem falta e de outras que até nos sabem bem... Sentir a ausência de quem me faz falta, também não gosto, Laura...
A propósito de ausências, quando estiveste longe do nós todos sentimos imenso a tua falta! Quanto à dor das ausências presentes que referes, é justamente o que eu disse ao Vitor, relativamente ao sentimento de falta sem que haja ausência!
Um beijinho sem ausência nem falta de carinho, amiga Sonhadora!
Um beijinho para ti...
ResponderEliminarObrigada, João.
EliminarOutro grande para ti.:)
Janita, boa noite!
ResponderEliminarÉ sempre bom ler Carlos Drummond de Andrade.
Beijinho,
Ana Martins
Boa noite, Ana!
EliminarLer os belos poemas que a Ana escreve, não é menos bom.
E, olhe que o digo com sinceridade.
Beijinho.
Grata pela sua presença, Ana!
Com a poesia de Carlos Drummond de Andrade a música de Leonard Cohen não há como não ficar bem disposto, Janita
ResponderEliminarPode ser, Pedro, mas nem sempre.
EliminarHá músicas e poesias que nos ocorrem quando nos encontramos mais nostálgicos.
Felizmente, os estados de espírito são um pouco como as marés...
Beijinho.
ResponderEliminarJanita, boa tarde!
Duas brilhantes escolhas…continuação de um fabuloso dia…
Beijinhos
Susana
Boa noite, Susana!
EliminarO dia não foi fabuloso, mas espero que a noite seja reparadora:)
Beijinhos, Susana e obrigada pela tua presença constante e animadora.
Olá Janita,
ResponderEliminarSe houver demasiadas "ausências" na nossa vida, mesmo assimiladas e aconchegadas, a brancura que delas emana transforma-se num nevoeiro cerrado e o branco deixa de ser tão branco...
Abraço grande
P.S. Gosto de Leonard Cohen, música simples, poemas complexos.
Argos, meu amigo,
EliminarAprender a viver com as ausências inevitáveis, pode ser uma aprendizagem difícil e dolorosa, mas creio que precisamos criar defesas para podermos sobreviver. Talvez essa brancura que se aninha em nós, não chegue a transformar-se no nevoeiro cerrado que nos faz perder o norte. Será mais a recordação de algo só nosso e nos faz inventar novos sonhos e alegrias.
Acho, acredito, que os poemas de Cohen são mensagens que temos de saber interpretar, por isso nos parecem mais complexos.
Beijinhos e um abraço.
Sobreviver?
EliminarViver, Janita, viver!
Abraço grande
(aquilatar da falta que os outros sentem de nós? Se for preciso uma ausência para isso...)
Tens razão, Argos! VIVER...e intensamente! Senão de que vale a Vida?
EliminarNão! Nem penses em ausentar-te! Eu já sinto a tua falta se não vieres aqui...imagina!
Eu não me expressei bem na minha resposta à Flor!:(
Beijinhos!:)
Eu é que não me expressei bem, queria dizer é que se os "amigos" precisam de experimentar a nossa ausência para sentir a falta...
EliminarAbraço grande
Se nós sentimos falta deles, quando se ausentam, é suposto que a nossa ausência os faça sentir falta de nós, se forem nossos "amigos"...
EliminarBeijinhos!
Excelentes escolhas, gostei muito!
ResponderEliminarEspero que não vá existir uma ausência da tua parte amiga.
beijinho e uma flor
Olá, querida Adélia.
EliminarAinda bem que gostaste! Sabes que as ausências também servem para aquilatarmos da falta que os outros sentem de nós e vice-versa, claro.
Da minha lista de blogues amigos, mais de metade, ou fecharam o blog ou estão em pausa ou pura e simplesmente deixaram de postar há meses. Esse abandono faz-nos sentir mais isolado. Felizmente, vão aparecendo novos amigos com quem nos vamos identificando e criando laços de amizade.
Se assim não fosse, seria como caminharmos no deserto...
Espero que estejas bem, Flor!
Beijinhos.
De um álbum chamado "Absence"...
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=Yd8kPDg6vo8
Olá, Ricardo!
EliminarHoje já é muito tarde, mas amanhã, ou melhor mais logo, na hora de almoço, irei ouvir e depois te direi a minha opinião.:)
Beijinho e boa noite.
Adorei a canção Ricardo, obrigada!:)
EliminarJá deixei resposta no teu/nosso "Pacto...":)
Um beijinho.
Vim deixar um beijinho e dizer que gostei muito do comentário, obrigada!
ResponderEliminarAna Martins
Ora, Ana Martins, nada que a minha amiga não mereça!
EliminarBeijinho.
Olá Janita! Vim agradecer esse poema lindo que você publicou, eu não conhecia. Não tenho postado muito nem visitado muitos blogs, ando meio preguiçosa, mas foi muito bom passar por aqui. Um beijo, Anamaria
ResponderEliminarOh, minha querida Anamaria, preguiçosa e sem grande ânimo ando eu!
EliminarAndo em falta com as minhas visita ao teu lindo "atelier" e preciso colmatar essa falta urgentemente.
Obrigada pelas tuas carinhosas palavras e mando um grande beijinho de amizade para ti, Anamaria.
PS: O nosso amigo Hugo também é um dos que levou sumiço! Ele que gosta tanto de música nem nos conta nada dos Concertos que tem visto...digo eu!
ResponderEliminarEu preciso apenas de um abraço teu,
nesse dia tão especial para mim.
Penso que à minha volta nada muda, compete a nós
todas as mudanças para cada dia sermos
um pouco mais felizes.
Lembre-se, Deixe marcas de amor por onde passar
tenha certeza cedo ou tarde colherá os frutos
daquilo , que semeou no longo da sua vida.
Dê amor , carinho, seja fiel às suas amizades
Leve no coração o maior sentimento ,
Aquele que tem o poder de mover o mundo.
A fé e a esperança de um mundo de amor e paz.
Mesmo que por vezes me sinta mais velho,
esse é o momento de praticar aquilo , que
Deus traçou para cada um de nós.
Na postagem deixei uma lembrança para você.
Beijos ! Deus está contigo e comigo
Evanir..
Obrigada, querida Evanir!
EliminarEstas tuas belas mensagens de esperança, fazem-nos acreditar que há sempre uma Luz no fundo do túnel.
Beijinho muito grato.
Janita
Olá, Janita!
ResponderEliminarÉ muito bem construído, e não menos intrincado... este jogo de palavras que Carlos Drummond transformou em poema. Ausência e falta, são sentimentos que por vezes se confundem, outras se sobrepõem, querendo dizer o mesmo;e noutras não.No fundo, falta e ausência sempre quererão expressar o não termos por perto, ou mesmo ao longe,alguém...
E se o Leonard,melancólico e nostálgico, fosse Português, certamente que cantaria o fado...e muito bem.
Bonito post!
Beijinhos amigos e bom fim de semana; fica bem.
Vitor
Olá, Vitor!
EliminarOs poetas são pessoas como nós e como na vida nem tudo são flores, também vivem situações inusitadas e têm momentos de cansaço e desânimo.
Por vezes, ao lermos um poema dá-nos a ideia que as palavras não fazem sentido, mas a interpretação estará sempre na forma como cada um de nós encara esse lapidar de palavras a que chamamos poesia.
Eu, por exemplo, acredito que pode haver ausência sem falta e falta sem ausência...não sei se me fiz entender!
Mesmo sem ser português, creio que o Leonard Cohen, tem sensibilidade e nostalgia bastante para cantar o fado! Assim ele quisesse...:)
Beijinhos e bom fim de semana, Vítor.
ResponderEliminarDefinitivamente, não gosto de sentir a ausência. E, no entanto, a vida é tão cheia delas.
Beijo
Laura
A vida é feita de ausências que nos fazem falta e de outras que até nos sabem bem...
EliminarSentir a ausência de quem me faz falta, também não gosto, Laura...
Beijinhos e bom fim de semana.
Minha querida
ResponderEliminarAs ausências magoam sempre e por vezes há ausências presentes que ainda doiem mais.
Bom fim de semana
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Querida amiga.
EliminarA propósito de ausências, quando estiveste longe do nós todos sentimos imenso a tua falta!
Quanto à dor das ausências presentes que referes, é justamente o que eu disse ao Vitor, relativamente ao sentimento de falta sem que haja ausência!
Um beijinho sem ausência nem falta de carinho, amiga Sonhadora!