quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

FOI ONTEM...


...mas, para mim, é todos os dias.




:)





Obrigada 
a todos os que passam por este Cantinho…

;))              


                    








terça-feira, 10 de janeiro de 2017

ORGIAS...

...DE CORES - sem importar mês nem dia.



O Beijo - A obra mais famosa do pintor austríaco: Gustav Klimt


Soneto

Encontrei-te. Era o mês... Que importa o mês? Agosto, 
Setembro, Outubro, Maio, Abril, Janeiro ou Março,
Brilhasse o luar que importa? ou fosse o sol já posto, 
No teu olhar todo o meu sonho andava esparso.

Que saudades de amor na aurora do teu rosto!
Que horizonte de fé, no olhar tranquilo e garço!
Nunca mais me lembrei se era no mês de Agosto,
Setembro, Outubro, Abril, Maio, Janeiro, ou Março.

Encontrei-te. Depois... depois tudo se some
Desfaz-se o teu olhar em nuvens de ouro e poeira.
Era o dia... Que importa o dia, um simples nome?

Ou Sábado sem luz, Domingo sem conforto, 
Segunda, terça ou quarta, ou quinta ou sexta-feira, 
Brilhasse o sol que importa? ou fosse o luar já morto?


Alphonsus de Guimaraens, poeta brasileiro.
Pseudónimo de Afonso Henrique da Costa Guimarães.
 (24 de Julho de 1870 – 15 de Julho de 1921)
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domingo, 8 de janeiro de 2017

Os Velhos Marinheiros ou...

...A Completa Verdade sobre as Discutidas Aventuras do Comandante Vasco Moscoso de Aragão, Capitão de Longo Curso.




 Deste seu personagem diz o autor:


« (…) O Comandante Vasco Moscoso de Aragão prova, no romance que lhe dediquei, que o homem é capaz de comandar o seu destino. A figura do comandante e sua história nasceram de uma lembrança de infância: era vizinho de um tio meu, em Salvador, um comerciante aposentado, imaginoso contador de acontecidos, conhecedor dos factos da história do Brasil e da história universal, mentiroso de grande categoria.
       Nos domingos, eu vinha do internato dos jesuítas, almoçar em casa de meu tio – passava as manhãs ouvindo o comerciante contar factos históricos de mentir; afirmava ter sido marinheiro na sua juventude, tendo percorrido os sete mares, naufrágios, tempestades, rixas, amores.»


Suponho que a maioria, senão a totalidade, dos visitantes e amigos deste meu Cantinho, já tenham lido este romance de Jorge Amado que ocupa lugar de grande destaque na trajectória literária do escritor. 

Aproveitando o dia soalheiro e ocioso, resolvi dar uma arrumação nos meus livros, e  decidir quais os que iriam subir ao sótão, para o merecido repouso e descanso das minhas mãos sempre inquietas e invasivas.

Afinal, este, que foi o primeiro a ser posto de lado, ainda vai ficar no piso de baixo e na prateleira da estante onde se encontrava. Ah, como é difícil separarmo-nos das nossas antigas viagens e sonhos...:)





sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A JOVEM IMPERATRIZ E EU...

...Com o carinho de quem estes doces me ofereceu...




Quando, no início dos anos sessenta, vi o primeiro filme sobre a linda história de amor entre a jovem imperatriz Sissi - figura interpretada pela lindíssima actriz Romy Schneider - e o imperador Francisco José, da Áustria, estava longe de imaginar que um dia...



...alguém, que me é muito querido, me ofertaria chá e chocolates, oriundos de Viena. Sei que são apenas guloseimas, mas o velho sentimento de romantismo e ilusão foi reavivado, e a minha doce adolescência, voltou, tomando conta de mim de uma forma avassaladora.
Quem disse que as histórias de amor, sonhadas, podem, com o passar do tempo, ficar mortas e enterradas?...Poder, podem, mas renascem, quando alguém nos traz o passado juvenil de volta. :)


                                        
                                        Lembram-se??

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A PONTE E A NUVEM.

REEDIÇÃO em 05-01-2017.

Antes de mais quero agradecer a participação de todos os amigos que visitam este cantinho. :) Muito Obrigada a TODOS!
Seguidamente, vamos à realidade dos factos:

1º : Quando referi que a foto era 'minha', não quis dizer que fui eu que a tirei. Quis referir que não era da net.  Na verdade, quem captou este belo momento, foi o meu genro. 

2º : Essa nuvem, que faço referência no título, trata-se da nuvem do fumo de cigarro. Quando o fotógrafo, fez o clique, tinha expelido o fumo do cigarro, que se espalhou no ar, dando origem a esse efeito tipo: a célebre neblina pardacenta de quem vem e atravessa o 'nosso' belo rio...ou algo surreal!! Sei lá!!... :))  Zangados? Defraudados? Não fiquem...a minha intenção foi a melhor: partilhar convosco uma foto muito bonita. 




Emoldurada pelas suas 6 maravilhosas Pontes sobre o rio Douro, a cidade do Porto constitui um dos mais belos conjuntos arquitectónicos do mundo.

Esta é a Ponte da Arrábida ( quem o não sabe?) Inaugurada a 22 de Junho de 1963,  projectada pelo maior engenheiro de pontes português: Edgar Cardoso, sendo considerada, na altura, a maior ponte em betão armado.
Há mais informações interessantes sobre esta obra de grande valor arquitectónico, mas aquilo que eu gostaria de saber é se alguém me sabe dizer de onde provém esse clarão que desce do céu e termina no chão.

Que vos parece?  Garanto-vos que não é nenhuma montagem nem foi feito nada propositadamente. A foto é minha. 

03-01-17
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domingo, 1 de janeiro de 2017

A TI...


Sem fogo-de-artifício, sem trombetas sonantes
       Surgiste de mansinho, quase nem por ti dei
Partiu o outro, o antigo, já velhinho…
    Não faço balanços, periclitante me sinto eu… :) 
E o que passou, passou...
Vi-te partir;
   pouco doce, porém, não totalmente amargo
           Sabendo que algo de bom ficou.





      A ti…
          …tão pequenino, só agora nascestes
Quero poder sentir o gosto e a alegria de abraçar-te
             Que te sinta sempre nos meus braços

Como um braçado de frescas flores campestres… 


( Tela de Dima Dmitriev )


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

BOM ANO - E UM ABRAÇO FRATERNO -


Seja qual for a raça, o credo, a nacionalidade ou a condição

social; igualmente para toda a Humanidade; desejo:


 BOM ANO, MEUS IRMÃOS.





Chamo por ti.
Chamo por ti, com versos fraternais.
Nunca te vi,
Mas nascemos os dois dos mesmos pais.

Chamo em nome da vida, que me ordena
Que te diga a verdade;
É o meu lenço que acena,
Mas o cais é de toda a humanidade.

Deixa as sombras e vem!
És homem como eu sou, hás-de gostar
De pisar com desdém
A herança que não podes renovar.

O passado é o passado – já morreu.
Grande é o futuro, por nascer.
Nenhum fruto maduro prometeu
O que a semente pode prometer.

Do que foi embebedas a lembrança,
Do que há-de ser, estremeces!
Vindo, voltas a ser criança;
Mas aí, apodreces.

Chamo por ti de manso,
Numa ordeira canção;
É uma ponte de sonho que te lanço…
Passa por ela, irmão!


“Cântico Fraterno”  Miguel Torga

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FELIZ 2017

PARA TODOS OS AMIGOS VIRTUAIS E PESSOAIS.

E

A MINHA IMENSA GRATIDÃO PELO CARINHO E ATENÇÃO

QUE ME TÊM DEDICADO.


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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

UM AMOR A TODA A PROVA.

Imagem DAQUI


       Mais do que o seu valor biológico, os pássaros inspiram histórias exemplares pela diversidade do seu comportamento natural. Existem espécies cuja conduta pode ser lida, aos nossos olhos, como muito inspiradora. O caso do tucano é uma bela história de amor e dedicação que faz inveja aos mais fiéis amantes da casta humana. A fêmea esconde-se num recanto e nele faz, com a ajuda do macho, um ninho completamente fechado, construindo uma parede de lama sobre o vão de um tronco de árvore. Literalmente, a fêmea se empareda. Apenas um pequeno buraco a ligará, durante semanas, ao resto do mundo. Por esse orifício o seu companheiro lhe fará chegar alimento e consolo. Ali, naquele canto escuro, a fêmea se despojará de toda a plumagem e com essas penas arrancadas ao corpo fará um ninho onde chocará os ovos e assistirá ao nascer dos seus bebés. Se o macho morrer, nesse intervalo, ela morrerá também. Sem penas, e por isso desprovida de voo, a tucana estará condenada. Numa anónima cavidade de árvore se sepultará o seu estóico sacrifício.


Texto transcrito do livro de crónicas de Mia Couto: Pensageiro Frequente.


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