Filhos: se quereis, no futuro, receber paciência, sede hoje pacientes!.
Esta imagem, à primeira vista fora do contexto do vídeo, está aqui porque a considero possuir a ternura paciente, que temos quando crianças para com os seres mais fragilizados e, depois, vamos perdendo pelo caminho.
Esta data tem uma dupla importância para mim, porque representa a maior festa na vida de todos os "tripeiros" e porque dei à luz o meu filho querido.
Tenho um grande peso na consciência: Não lhe ter posto o nome de João.
Há ocasiões em que penso que o Santo nunca me perdoou.
Se eu pudesse voltar atrás...
Estas imagens são da Cascata Sanjoanina que se encontra junto à Faculdade de Medicina no mesmo recinto do Hospital e que o Sr. Segurança, gentilmente, me deixou fotografar.
Esta estátua de São João fica no recinto do Hospital com o mesmo nome, já que o Santo é patrono e protector dos enfermos e foi tirada por mim no dia 21/06/10, quando lá me desloquei para efectuar novos exames aos olhos.
Aproveito para vos dizer que trouxe notícias muito animadoras...
Manjerico e alho porro são dois símbolos do São João do Porto
Ora digam lá se o meu filhote não se fez um belo rapaz.
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Parabéns, meu filho e que Londres se ilumine de sol em teu louvor.
(O comentário de uma amiga fez com eu visse que não tinha deixado bem explícita esta referência a Londres. O meu filho teve que se deslocar, a trabalho,
a Inglaterra pelo que no dia do seu aniversário estava longe da família e do País)
Mãe: Que desgraça na vida aconteceu, Que ficaste insensível e gelada? Que todo o teu perfil se endureceu Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa Cansada de palavras e ternura, Assim tu me pareces no teu leito. Presença cinzelada em pedra dura, Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes. Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio. Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes Por detrás do terror deste vazio.
Mãe: Abre os olhos ao menos, diz que sim! Diz que me vês ainda, que me queres. Que és a eterna mulher entre as mulheres. Que nem a morte te afastou de mim!
Poema de Miguel Torga que dedico a todas as Mães, especialmente àquelas que já partiram mas que estarão sempre presentes no nosso coração e na nossa memória.