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terça-feira, 1 de setembro de 2020

Pequena Elegia a Setembro Com Céus (ainda) de Agosto

 

Aquele candeeiro veio estragar tudo



Não sei como vieste,
mas deve haver um caminho
para regressar da morte.

Estás sentada no jardim,
as mãos no regaço cheias de doçura,
os olhos pousados nas últimas rosas
dos grandes e calmos dias de setembro.

Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti
que tudo canta ainda?

Queria falar contigo,
Dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo,
medo que toda a música cesse
e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio
com que teces os dias sem memória.

Com que palavras
ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra
onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?

Deixa-te estar assim,
ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas,
e tão alheia
que nem dás por mim.





As palavras são de Eugénio de Andrade in "Antologia Poética".

Os Céus, claro, são meus.


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domingo, 30 de agosto de 2015

CUANDO ( NO ) CALIENTA EL SOL.

PELA QUALIDADE É BOM DE VER QUE AS FOTOS SÃO
DE MINHA AUTORIA.
                        O GIRASSOL

Sempre que o sol 
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel.

O girassol é o carrossel das abelhas.





Pretas e vermelhas
Ali ficam elas
Brincando, fedelhas
Nas pétalas amarelas.
                                   

ALGUÉM DESCOBRE ONDE ESTÁ A ABELHA?


- Vamos brincar de carrossel, pessoal?

Roda, roda, carrossel
Roda, roda, rodador
Vai rodando, dando mel
Vai rodando dando Flor.

             (…)

Vinícius de Moraes