...ACAGAÇAM-SE POR TUDO E POR NADA!!
😊
Lembram-se daquela velhota russa que corria desalmadamente, na passadeira?
...ACAGAÇAM-SE POR TUDO E POR NADA!!
😊
Lembram-se daquela velhota russa que corria desalmadamente, na passadeira?
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| Alentejo - Foto minha - [recortada] |
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Vou abrir uma janela de par-em-par
Escrevendo um poema
Para o ar entrar.
Coloco ritmo nestes curtos versos
Para quem os ler
Se sinta liberto e livre
E os possa cantar.
Escrevo-os, especialmente para ti que vives
Enclausurado nessa mente angustiada
Que não te deixa
ser quem és.
Quisera ser poetisa a sério
Para te salvar antes da queda fatal
Dessa tua janela-prisão.
Vem, dá-me a tua mão!
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[Dedicado a um bom Amigo de longa data]
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...E cá estou eu.
Não faço anos nem nadaMas como ela tem uma pancadaGosta de mim,E sempre gostou...fazer o quê?!...Meus senhores,A vida não são só dissabores.Sejamos pois a favor dos amores.Pois desamoresE presunçõesForam de ontem, são de hojeE serão de amanhã.A Vida é como os alcatruzesDas noras,Umas vezes pra cimaOutras pra baixoAssimVão tirando a águado poçoque sacia a sedede ricos e pobres.Essa, é igual para todos!Enquanto isso:Uns vão bem e outros mal.
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"A minha língua é o lápis onde escrevo a cor dos meus sentimentos."
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Quem diz isto é Alice Neto de Sousa a jovem que há cerca de um ano fala de poesia na RTP África, no programa «Bem-Vindos».
"Eu era pequena. Escola primária, inocente, mas curiosa nas palavras. Peguei nos lápis - aqueles com todas as paletas de cores: amarelo torrado, azul marinho. Cores.
Com o lápis na mão, sem nem esconder a minha confusão, olhei para o lápis e para mim.
Que eu ainda era da altura de a língua afiar, tocar os sinos presos na garganta, dizer o que sinto - e me espanta.
Professora?
Sim?
O que raio é um lápis cor de pele?
Levei uma reprimenda. Uma criança de tão tenra idade a questionar a autoridade?
E olhava para o lápis, olhava para minha pele - olhava fixamente para aquele lápis cor de pele.
Poeta.
Naquele dia desisti de falar de unicórnios e fazer citações porque ser-se poeta é falar de emoções.
Ignorar o vazio do mundo, fazer dos ouvidos mudos. Porque preferem um poema com o sol no canto do papel, as nuvens pintadas a azul, sem a dor no fundo. Falar do que incomoda? Andar a afiar a língua? Que é que isso importa?
E eu sei: podia ser menos uma poeta a falar sobre racismo. Mas preferiam o quê? Que em vez do lápis a carvão pegasse uma arma na mão?
(...)
Mãos ao alto, levanta a poesia. Esta poeta cor de pele já pintou a carta de alforria."
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