“A essa hora, meia-noite seria, Dom
Alexandre de Aguilar, infamado, desprezado, e solitário na sua angústia,
esvaziava garrafas de conhaque, no intento de aturdir-se e responder com a
gargalhada do ébrio ao grito da vergonha. Os deploráveis perdidos, que se valem
desta triaga, parece que a si propriamente se estão castigando com mais crueza
do que poderia castigá-los a justiça humana.”
Ah, Camilo, Camilo, para fugir
da vergonha, apetecia, a muito boa gente, alhear-se da realidade nem que para
tal tivesse que se refugiar no álcool. No entanto, a noção d’O Bem e o Mal – e a vergonha - ficaram perdidas, algures, pelos caminhos da
vida, por terceiros, que jamais se auto-castigaram ou sequer se reconheceram culpados....Ou, então, pior ainda, nunca vergonha tiveram.