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quarta-feira, 29 de abril de 2020

INFÂMIA


“A essa hora, meia-noite seria, Dom Alexandre de Aguilar, infamado, desprezado, e solitário na sua angústia, esvaziava garrafas de conhaque, no intento de aturdir-se e responder com a gargalhada do ébrio ao grito da vergonha. Os deploráveis perdidos, que se valem desta triaga, parece que a si propriamente se estão castigando com mais crueza do que poderia castigá-los a justiça humana.”





Ah, Camilo, Camilo, para fugir da vergonha, apetecia, a muito boa gente, alhear-se da realidade nem que para tal tivesse que se refugiar no álcool. No entanto, a noção d’O Bem e o Mal – e a vergonha -  ficaram perdidas, algures, pelos caminhos da vida, por terceiros, que jamais se auto-castigaram ou sequer se reconheceram culpados....Ou, então, pior ainda, nunca vergonha tiveram. 





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