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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

MÃE NATUREZA.

 


A Natureza é:
Tudo o que vemos: O mar, os rios, as montanhas, as florestas, os relâmpagos, os animais, as aves, os peixes, os insectos e as plantas.


A Natureza é:
Tudo o que ouvimos: O rumor das ondas, o som dos trovões, o cantar das cigarras, o trinar dos pássaros, a fúria dos ventos silvando por entre a ramagem das árvores....



A Natureza, somos nós:
Tu, eu, eles... os que choram, os que riem, os que nos beijam e abraçam, os que se deixam beijar e abraçar, os que sofrem connosco... e os outros!

Obrigada por estarem comigo em todas as horas  e por permitirem que eu esteja convosco!

Um Bem-Haja, a Todos !


❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤





segunda-feira, 22 de junho de 2020

ANJOS.


                                                                           


Acordes que 
flutuam

        anjos de doçura 
      que saltitam.

 Rasgos de memória
     rescendem 
a ternura
   o ar que respiro.









* * * * * *
* * * *
* * 





quarta-feira, 10 de junho de 2020

Como Ave Migratória.


                                                             

Linda cara que tu tens (já sei)
Quando chegas noite fora
À espera à porta de casa
À espera à porta de casa
Está o teu pai que te adora


          


Lindos olhos tem o mocho (piu)
Quando a noite vem chegando
Para deixar passar a noite
P'ra deixar passar a noite
Uma moda eu vou cantando

Muda a água às azeitonas
Rega bem os teus tomates
Tem lá cuidado com a horta
O cravo já está no vaso
Sim senhora, por acaso

Muda a água às azeitonas
Rega bem os teus tomates
Tem lá cuidado com a horta
O cravo já está no vaso
Sim senhora, por acaso

Abalaste p'ra Lisboa (pois)
Deixaste-me ao pé da porta
Tu seguiste o teu caminho
Tu seguiste o teu caminho
A minha alma ficou torta


Quando cheguei ao Barreiro (já fui)
Lisboa estava fechada
Voltei p'ra casa a cantar
Voltei p'ra casa a cantar
Uma vida abençoada


Muda água às azeitonas
Rega bem os teus tomates
Tem lá cuidado com a horta
O cravo já está no vaso
                                                Sim senhora, por acaso.  

Foto Minha- Alentejo - 
                                                 


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terça-feira, 31 de março de 2020

Não Há Amor Como O Primeiro.

Decidi voltar às coisas que mais gosto, às que sempre me encantaram e me fizeram mais feliz. Uma delas é a Poesia. Não porque a saiba escrever, mas porque foi ela que me despertou para a pureza de sentimentos, me alimentou a alma nos momentos em que a vida e  as gentes, me decepcionaram e entristeceram, me tiraram do sério, enfim...

Agustina Bessa-Luís - Sophia de Mello Breynner e Eugénio de Andrade.
Corria o ano de 1958 
*


Não quero cantar amores,
Amores são passos perdidos,
São frios raios solares,
Verdes garras dos sentidos.

São cavalos corredores
Com asas de ferro e chumbo,
Caídos nas águas fundas,
não quero cantar amores.

Paraísos proibidos,
Contentamentos injustos,
Feliz adversidade,
Amores são passos perdidos.

São demências dos olhares,
Alegre festa de pranto,
São furor obediente,
São frios raios solares.

Da má sorte defendidos
Os homens de bom juízo
Têm nas mãos prodigiosas
Verdes garras dos sentidos.

Não quero cantar amores
Nem falar dos seus motivos.

[Poema de Agustina ]

*
Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados, irreais
E há-de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.
  

[Poema de Sophia ]

*
 
Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.



[Poema de Eugénio de Andrade]





Azáleas de um dos meus pequenos canteiros


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