Andava eu, há uns tempos atrás, nas minhas deambulações por essa Net afora, na pesquisa que faço regularmente, para satisfazer as exigências dos enigmas do amigo Rui Espírito Santo, autor do blog "COISAS DA FONTE", eis senão, quando me deparo com esta linda escultura de João Cutileiro. Acho, que pertencia a uma colecção que o escultor ia expor algures numa Vila do Minho.
Dou esta explicação, porque, mal bato com os olhos na estátua, o que foi que eu me havia de alimbrar? (como diria a grande Hermínia Silva) Pois, nada mais nada menos, do que este belo poema aprendido e decorado na escola da minha doce infância, e claro, da autoria de Afonso Lopes Vieira.
Ora vejam lá se ainda se lembram:
O
Pucarinho
O
Pucarinho de barro,
o
pucarinho,
tem
bochechas encarnadas,
tem as
faces afogueadas;
dêem-lhe
água, coitadinho,
que tem
sede, o pucarinho!
*
O
pucarinho de barro,
o
pucarinho,
está ao
pé da sua mãe,
sua mãe,
bilha bojuda,
que tem
como ele também
a
carinha bochechuda!
* *
O
pucarinho de barro,
o
pucarinho,
se a
água dentro lhe cai,
põe-se
baixinho chiando;
parece
que diz: - Ai, ai,
já a
sede vai passando!
* * *
Se se
vai pelo caminho,
ao Sol
ardente,
tem-se
uma grande alegria
se dão
de beber à gente
uma
pouca de agua fria
que é
dada num pucarinho!
* * * *
ESPERO QUE VOS TENHA AGRADADO ESTE MIMO.
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