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terça-feira, 20 de julho de 2021

ORVALHOS DA MEMÓRIA.

 

Foto e texto da autora do blogue, claramente inspirado no poema.


Todos os que iluminavam a minha vida abandoram a casa.

 A ausência de amor, tudo mata.

 

Aos poucos tudo se foi ressentindo e secando. Não se ouvem risos nem sussuros, tudo ficou quieto e dolorosamente sem vida. 

A ausência de amor, tudo mata.

 

Até as flores e as plantam perderam o brilho e a cor. O orvalho resvala pelas folhas sem as humedecer, tal como as minhas mãos secas e a pele enrugada do meu rosto.

 

A ausência de amor, tudo mata.

 

Aos poucos, sem a seiva do afecto, também eu me sinto a morrer lentamente.

 

Como disse o Poeta:

 "O Amor Tudo Mata Quando Morre".



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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Querida Mãe, Então Que Tal?






Recebi, por estes dias, esta fotografia, de uma das cidades mais antigas dos Países Baixos: Zutphen. 
Situada em Guéldria, ou Gelderland, em neerlandês, numa das  suas doze províncias.

A cidade tem mais de quatrocentos e cinquenta belíssimos monumentos, entre eles vários museus. Nos arredores, podem admirar-se os seus imponentes castelos medievais.

Pois é, meus amigos, quem vai viver para a Holanda dificilmente deseja regressar.  E, eu, se me ponho a adiar a minha ida ao País das tulipas e das maravilhas mil, ainda que o meu destino principal fosse a pequena cidade de Bussum, talvez acabe por ir desta para melhor, sem chegar a lá pousar os pés…
       ...e, por hoje, é tudo o que tenho para vos dizer.

Fiquem bem, e tenham um 

Feliz Fim-de-Semana!



quarta-feira, 7 de março de 2018

SER MULHER, É....


…alguém,
que não é forte nem fraca
nem sensual, nem insossa
nem exuberante nem amarfanhada
leal, verdadeira.
Impaciente,
boa confidente.
Nem santa nem pecadora
Nem cobarde, nem lutadora…




Mulher…
é um ser humano normal.
É  uma mistura
especial de argamassa
Um pouco de cimento de bem  
Alguma areia de mal
Tudo isso é que a torna
Num ser tão ( pouco ) especial…
...afinal.


…Assim, como sempre fui

 sou e serei.

 Essencialmente…


…Mãe!!








sábado, 9 de dezembro de 2017

Dupla Festividade.

O dia 08 de Dezembro, feriado religioso,  já foi considerado e festejado como o Dia da Mãe.
Apesar da alteração efectuada a esta celebração, para mim passou a ser, também, desde há dezoito anos, o dia do Neto Primeiro.  
É sempre um dia a celebrar. Ontem, não fugiu à regra! 
Almoço com familiares e amigos e o prazer de ver o Douro e a Ponte D. Luís, envoltos em neblina, mas com o mesmo sortilégio que sempre me fascinou!

 Com algum pesar, da minha parte, recortei a foto pois no lado direito estou eu,  avó babada e o risonho aniversariante. Tivesse eu tirado outras, e esta teria ficado, para sempre, no álbum de família. Assim, partilho-a com quem por aqui faz o favor de passar, amigos e curiosos, porém, sem expor a minha imagem a más línguas!!! :)


Quando saí do restaurante, não muito tarde, mas já noite, chuvosa e escura, olhei para trás e não resisti à tentação de capturar o que os meus olhos viram: o Mosteiro de Santo Agostinho da Serra do Pilar, lá no alto, profusamente iluminado e belo, o Céu ainda azul e a Lua a espreitar, sorrateira. Por acréscimo, as iluminações natalícias que, para a fotografia, trouxeram mais prejuízo do que benefício.

Mas, voltando ao que verdadeiramente me interessa, ou seja, ao aniversariante, hoje em dia (ainda) não conduz veículos de quatro rodas como no tempo que a  imagem da esquerda vos mostra. Lá virá o dia...Por ora, irá iniciar a colocar em prática a oferta da avozinha: 
A aprendizagem de conduzir um carrito a sério...

Enquanto isso não acontece, ei-lo qual James Dean do século XXI.

Juízo, moço!!!

:)  :)  :)


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quarta-feira, 24 de maio de 2017

VOLTEI...

....ao meu Cantinho. Ainda mal refeita do cansaço da viagem e das muitas emoções vividas, mas feliz, muito feliz. Trouxe na bagagem imensas recordações palpáveis,- livros e fotos - mas as que mais profundamente se estão a enraizar no meu ser, são as que foram provocadas pelo impacto do reencontro com velhos amigos de infância. O acaso se encarregou de colocar no meu caminho todas as pessoas que gostaria de ver, para além daquelas que fomos propositadamente para rever, claro. Foi bom, foi muito bom!
Do menos bom nem falarei, porque se prende com picuíces cá da minha saúde e algumas contrariedades provocadas pelo maluco do meu telelé, mas isso foi o de somenos importância.


Os jacarandás,  profusamente floridos, emprestavam um ar ainda mais alegre e romântico ao céu azul da minha bela terra. Com grande pena minha, o jardim público encontrava-se encerrado, para recuperação, após o abate das velhas palmeiras umas mortas e outras moribundas, pelo ataque do fungo mortífero.


 Na "Casa do Cante", que se situa na mesma rua do Museu do Relógio, adquiri esta preciosidade. Ainda não tive oportunidade de o ler na íntegra, mas lá irei e convosco partilharei o que me parecer ser do agrado geral.

 Um pouco mais à direita fica a residencial onde nos instalámos, propriedade de uma amiga da minha mana. Também a conheço, mas não é do meu tempo!! Este, é o Largo de Salvador.

O Domingo amanheceu enevoado e de céu cinzento. A Igreja de São Salvador - no centro do Largo com o mesmo nome - ir-se-ia encher de fiés, pouco depois. Entre eles estaríamos nós as três: eu, a minha mana e a querida amiga a quem fomos abraçar. Se nos reconheceu nunca o saberemos, pois nem uma única vez a ouvimos pronunciar o nosso nome...



Muito fica ainda por dizer e mostrar. Com  tempo e a memória mais fresca, menos sobrecarregada de emoções, verei quando me sentirei preparada para vos mostrar algo que me transportou a um passado que jamais esperei reencontrar. Até porque, aquela menina, estava escondida no lugar mais recôndito da minha memória.



Ah!! Aqui, não encontrei as tais siricais, nem os nógados nem sequer o pão de rala de que me haviam falado lá no hospital. Simplesmente, e tal com eu previa, esses doces são típicos do Alto Alentejo!!... :)



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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Parabéns, querida Miss Smile.



Gostaria muito de ter capacidade e competência para aceder ao seu pedido, participando neste seu post, que tanta expectativa me está a despertar, Miss Smile.
Acontece que nem eu sei bem porque escrevo. Aliás, escrevo tão pouco…
Sou uma pessoa mais de pensamentos. E, sempre que tento colocar esses pensamentos em palavras escritas, nada do que escrevo parece corresponder, em profundidade de emoções, àquilo que na verdade sinto.
Por vezes divago e atrevo-me a escrever, no meu blog, pequenos textos que nunca me deixam inteiramente satisfeita. Fica-me sempre uma sensação de desconforto,
Sou uma pessoa tímida por natureza, talvez, por isso, consiga entender tão bem o que quis dizer com o título deste post.
Lamento, Miss Smile, mas não sei descrever, com palavras belas e eruditas, o motivo por que escrevo. 
Escrevo, porque sim!

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quarta-feira, 15 de março de 2017

Das Recordações.



Ele deixava atrás tanta recordação!
E o pesar, a saudade até no próprio chão,
Debaixo dos seus pés, parece que gemia,
Levantava-se o sol, vinha rompendo o dia,
E o bosque, a selva, o campo, a pradaria em flor
Vestiam-se de luz, como um peito de amor.



A  foto é da autoria do meu Amigo MFC, que abandonou a blogosfera, mas deixou as portas abertas para que o possamos revisitar, sempre que a saudade bater mais forte.

Obrigada, Manel!




As rimas emparelhadas são de:         
 (Alberto de Oliveira)  


De verdadeiramente meu este post tem: o pensamento, as emoções, a saudade e as recordações!!


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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Do Canto do Passarinho E Da Menina Do Chapéu.


Pintura de  Ira Tsantekidou

Havia uma menina
que adorava usar chapéus.
Sentia-se protegida dos elementos agrestes
Mas dia uma notícia deixou-a triste, coitada.
Uma ausência programada que em breve, brevemente
a ia deixar ausente de quem tanto, tanto amava.

Numa manhã bem cedinho
na sua janela pousou um passarinho
também triste, coitadinho,
dava pena o seu cantar.
Era azul de lindas penas,
bico amarelo clarinho, belo era o seu trinar.

Também ele tinha longe
um ente que muito amava.
Juntos em doce harmonia descobriram
 que a saudade faz o desejo crescer
e quando o desejo cresce
preparam-se abraços e laços
que unem sem desenlaces.

Afastam-se angústias e medos
 em belos trinados, canções.
Mansos ficam os temores
 e alegres os corações…

:)


Nota: Recebi a pintura do Passarinho, - dizia-me ele/a que "era a nossa cara" - improvisei as palavras sem talento ( reconheço) mas com carinho!!





segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Sonho De Uma Tarde de Verão.







Como diria William Shakespeare:


"…Juro-te que o teu humano Verão 
será eterno;

Sempre crescerás 

indiferente ao tempo na canção… "



Disse eu:


Não fales…
Deixa que o tempo fale por nós
afogarei nas águas do Rio esta saudade
Voa até onde possa levar-te o teu sonho de Liberdade
Eu sei e tu sabes: perto ou longe, nunca estaremos sós.


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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

ESTÁ-NOS NO SANGUE...

...o amor pelo Mar e pela Poesia!


No passeio de uma rua, numa localidade do centro do país, conhecida pela planura da sua condição geográfica, vi três coisas que me chamaram a atenção e me fizeram parar: uma bicicleta, meio de locomoção muito usado naquela zona, provavelmente até seria uma BUGA, a típica calçada portuguesa e o toque sublime, que me comoveu e fez captar aquele trio delicioso. Em poucas palavras alguém havia registado, numa cadeira, onde ninguém ousaria sentar-se, nem eu, apesar dos pés doridos, um bocadinho do sentir do nosso Eugénio de Andrade. Aqui vos deixo um pouco mais daquele belo poema, que todos vós bem conheceis...


 (…)

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão, crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.


(…)


 Decididamente, nós, Portugueses, temos o Mar e a Poesia na Alma. Não há volta a dar...E ainda bem!


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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Obrigada...Janita Salomé, Por Ser...Como É!!

Que lição de grandiosa simplicidade...
Quanta emoção expressa nas palavras  embargadas pela comoção das doces recordações de infância.
Ao tempo que o Janita recordava os momentos passados em Redondo - Alentejo- sua terra natal, vivi, a par das suas, as minhas doces recordações. E chorei, ri e cantei com ele...
...Foi num dia da semana passada, numa estação televisiva...



Obrigada, Janita!!

A imagem foi captada, directamente, da TV, num programa onde o cantor apresentou o seu novo disco "Em Nome da Rosa". Tanto o aparelho, quanto o objecto que a captou, ficam muito aquém da onda em novas tecnologias. Peço-lhe desculpa, Caro Janita, a qualidade da imagem é fraca, sim, mas o meu coração esteve fortemente solidário, consigo.






domingo, 27 de dezembro de 2015

Amigos...O Calor Que nos Aquece o Coração.


Da Net

Tem sido nas horas de maior solidão, interior, que recorro a este convívio virtual, que tanta paz e serenidade me tem proporcionado. Grata a todos os que passam pelo meu espaço e me permitem passar pelo seu, dedico este meu post com muito carinho e amizade.


Vou publicar alguns miminhos que recebi, recentemente, de alguns Amigos. 
Peço que me desculpem, mas não colocarei os links dos respectivos blogues.
Neste nosso pequeno bairro virtual, todos se conhecem e reconhecem.
Obrigada a todos.




Da Querida Amiga Fê Blue Bird. 
Obrigada, Fê! 




Flores recebidas das mãos de uma Querida Amiga Flor.

A "Flor de Jasmim."

Obrigada, Adélia!


Do Querido Amigo Kok, estes belos anturios!
Obrigada, Zé!..:)




Por fim, mas não menos importante...E como já vem sendo hábito...
Este magnífico desenho do meu Amigo Daniel.

Obrigada, Daniel! :)

Com ou sem lembranças, porque também eu não tenho o costume de as enviar.

Para todos um beijinho grato de muita Amizade!


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terça-feira, 1 de setembro de 2015

UM DIA DE SOL E SOMBRA.

Começou luminoso! O Céu azul com umas nuvenzitas a despontar ao longe, o Sol brilhante sem estar demasiado quente, o mar calmo e o ar ameno convidaram a um passeio ao longo da praia e eu fiz-lhes a vontade. Caminhei!



Depois de um almoço leve, alguém fez a pergunta aos outros membros do grupo:
-  "Vamos tomar uma bebida ao "Atira-te ao Rio"? 
- Bora lá! Estou por vossa conta - respondi- Mesmo sem fazer a mínima ideia do que se tratava! 



Entretanto, o sol escondeu-se por entre as nuvens negras, só para me arreliar e roubar o prazer de captar toda a beleza das águas do Tejo e da Ponte.



Por entre um rasgo de luz surgiu um avião. Também vi passar os aviões, muitos! Gaivotas, nem uma! Pois, no rio não há gaivotas!!

Negrume e mais negrume...e tanto que poderia ter visto, fotografado e admirado!




Tomada a ginjinha, pedi ao empregado se poderia fotografar o cardápio: "Sabe? É para colocar no meu blog, senão ainda me esqueço do nome deste restaurante!"



Na outra margem do Rio Tejo, encoberta pelo nevoeiro, lá estava ela...a eterna Menina e Moça, sempre menina!! 




                                          
Esqueci-me de perguntar qual o nome daquele local onde estive. Será que algum/a de vós me pode ajudar? Obrigada!