quinta-feira, 9 de junho de 2022
AINDA A PROPÓSITO DE AMORES PROIBÍDOS...
terça-feira, 7 de setembro de 2021
TRIBUTO A...
O Estrangeiro mais francês de Paris.
que não obstante o passar dos anos, cantou, dançou ao som da balalaika e encantou com o seu charme genuíno.
❤ ❤ ❤
quinta-feira, 22 de abril de 2021
DIA DA TERRA.
Mal abri, ao início desta manhã fria, a janela que me dá acesso ao mundo, logo Mr. Google me lembra que é Dia de celebrar a Terra. Assim:
Escolhi, para falar por mim, quem tão bem soube louvar, em belas palavras, o nosso solo; este nosso lindo e tão mal estimado, Planeta Azul.
A TERRA
Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.
Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.
Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!
Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.
Terra, minha aliada
Na criação!
Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!
E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás-de parir depois...
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.
Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!
A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos...
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.
Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!
* * *
Quem escolhi? Claro que só poderia ser:
Miguel Torga
FONTE da Imagem.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019
CBO...
![]() |
| Carlos Barbosa de Oliveira. [ 24.10.1949 - 29.10.2018] |
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| Fotografia do "crónicas on the rocks" |
Para Todo o Sempre, irei preferir lembrá-lo neste dia. Mesmo sabendo que não gostava.
domingo, 29 de setembro de 2019
SAUDADE.
terça-feira, 23 de outubro de 2018
"HINO AO PORTO"
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| FOTO MINHA |
Cidade em que as burguesas vão à missa
Vestidas de vermelho carmesim.
Em vão, a luz, sobre elas, se espreguiça...
(As mães, pelo caminho, ao vir da missa
Proíbem-lhes os bancos do jardim...)
Não há fidalgos hoje. Há comerciantes.
É deles todo o ar que se respira!
Noites sem flor, sem luz, sem estudantes
E sem guitarras e sem mentira!
Para sentir o mar, o rio eterno
Cava, connosco, a rocha que dormia
E deita-se connosco, na alegria
De imaginar o céu, calcando o inferno.
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| Palácio de Cristal, Porto - com vista sobre o Rio Douro |
São pedras frias, frígidas mas quietas.
Ó frios mercadores de oiro e pano
Porto! Mercado frio e desumano...
E no entanto ali é que há Poetas!
Lutar! — é o verbo. — Não morrer — é a vida.
Mas em surgindo a morte, que na estrada
Os ombros verguem sob a urna pesada
E seja lenta a hora da partida!
Noites sem luz, sem mel, sem fantasia!
Noites sem estudantes e sem flor!
Porto! — Cidade pulmonar e fria
Que tens a força de negar ao dia
A medicina do amor!
|
Pedro
Homem de Mello, Bodas Vermelhas
|
segunda-feira, 19 de março de 2018
SONHOS.
Pois é, mas os pardais também diziam o mesmo. Tinham uma predilecção por aquela cerejeira, como se as cerejas fossem de mel. Eram quase.
O senhor Tadeu enxotava-os, pendurava fitas nos ramos para assustá-los e chegou a armar um espantalho de vassoura na mão, que prendeu no alto da cerejeira. Fazia vista, mas não metia medo.
Mal chegava o tempo das cerejas amadurarem, a pardalada vinha em excursão festiva para o meio da cerejeira. Depenicavam com tal arte que chegavam a deixar só o caroço das cerejas, preso ao pezinho suspenso da árvore. Um desespero para o senhor Tadeu.
Há dias, encontrei-o, na loja de artigos de Natal, a carregar um enorme embrulho.
— Ena! — exclamei eu. — O seu pinheiro vai ficar bem enfeitado.
— Não é para o pinheiro — emendou o senhor Tadeu. — É para a cerejeira.
Então, explicou-me o seu plano. Quando, da Primavera para o Verão, os frutos da cerejeira começassem a engordar, ele ia enfeitar a árvore com sininhos e bolas de Natal.
— Para os pardais julgarem que é um pinheiro — concluí eu, pouco convencido da eficácia do projecto. — Eles são mais espertos do que isso.
Seriam, de facto, reconheceu o senhor Tadeu, mas também são uns passarinhos alarmados. Detestam ruídos imprevistos. Ouvindo os sininhos agitados pelo vento, fogem. E as bolas de Natal, brilhando ao sol, também hão-de meter-lhes respeito.
O senhor Tadeu lá se foi, muito contente com o seu plano.
Resulte ou não resulte, a cerejeira há-de gostar.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
La Faraona.
Lola Flores, a maior bailarina de flamenco, conhecida mundial e carinhosamente, por La Faraona, é hoje homenageada pela Google. Associo-me a esta homenagem porque sempre nutri uma enorme admiração por esta grande Mulher. Pelo seu talento, pela sua dedicação à família e até (vejam só) por ser de ascendência de etnia cigana! Faria hoje noventa e três anos. Faleceu aos setenta e dois, vítima de cancro da mama. Lembro-me das fotos que a imprensa publicou aquando da sua vinda ao Santuário de Fátima. Vê-la ajoelhada, frente à imagem da Virgem Maria, desfiando o rosário em oração, entre os dedos esguios e mãos nervosas, comoveu-me profundamente. A doença foi mais forte. Lola Flores, a Diva do flamenco, partiu pouco tempo depois.
Homenageando a Mãe:
Lolita, Rosário e António Flores, cantam "Coraje de Vivir" .
Hasta Siempre...Faraona!!











