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domingo, 16 de dezembro de 2018

Porque É Tempo De Perdão, Tolerância E Compreensão......


Piloto 


Piloto era o mais inteligente e o mais afectuoso dos cães, e o infatigável companheiro dos brinquedos das crianças da quinta.
Fazia gosto vê-lo atirar-se ao tanque a agarrar o pau, que João lhe lançava o mais longe que podia; pegava nele, metia-o na boca e trazia-o à margem, com grande alegria do pequerrucho e da sua irmã Joaninha.
Esta brincadeira recomeçava vinte vezes sem cansar nunca a paciência do Piloto. Depois eram corridas, festas, gargalhadas, saltos, até que o assobio do criado da quinta chamava o fiel animal às suas obrigações: partia então como um raio, para escoltar as vacas, que levavam aos pastos, e impedi-las de entrar no lameiro do vizinho.

Quando o hortelão ia vender os legumes ao mercado, era o Piloto o guarda da carroça; e muito atrevido seria quem saltasse à noite a parede da quinta.
Uma vez deu prova de uma extraordinária sagacidade; um jornaleiro, que se empregava muitas vezes em levar sacos de trigo da quinta para casa, tentou de noite roubar um saco.
Piloto, que o conhecia, não fez a menor demonstração de hostilidade enquanto o homem seguiu o caminho da quinta, mas, desde que se afastou tomando por outra estrada, o guarda vigilante agarrou-o pela blusa sem o largar.
Era como se dissesse: «Onde vais tu com o trigo de meu dono?»
O ladrão quis pôr então outra vez o saco donde o tinha tirado; Piloto não consentiu, e teve-o em guarda, sem o morder nem o ferir, até de manhã; o quinteiro foi dar com ele nesta difícil posição, repreendeu-o vivamente, e despediu-o sem divulgar o caso para o não desonrar.
Mas o homem ficou com ódio ao cão, e muito tempo depois, aproveitando a ausência do quinteiro e de seus filhos, chamou o Piloto, que correu para ele sem desconfiança; atou-lhe uma corda ao pescoço e arrastou-o até à margem do ribeiro.
Atou uma grande pedra à outra extremidade da corda e levantando o animal atirou-o à água; mas arrastado ele próprio com o peso e com o esforço, caiu também.
Como não sabia nadar, teria sido despedaçado pela roda do moinho, se o corajoso Piloto, obedecendo ao seu instinto de salvador e desembaraçando-se da pedra mal atada, não tivesse mergulhado duas vezes e trazido para terra o seu mortal inimigo.
Este, que estava quase desmaiado, compreendeu quando voltou a si, que o cão que ele tinha querido afogar, lhe salvara a vida.
Teve vergonha de seu acto miserável; e desde esse dia, esforçou-se a si mesmo e combateu as suas más inclinações.
O exemplo do cão corrigiu o homem.




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Nota: Dedico este postal a todos aqueles que gostam e zelam pelo bem-estar dos animais  -  de uma maneira geral e do cão em especial -  nomeadamente ao meu amigo Daniel, acérrimo defensor dos direitos dos animais. 
(sem pieguices nem exageros.)

+++

Dedico ainda este postal, por bem-vinda sugestão do Amigo Rogério:

"A todos os homens que, tendo errado, 
se envergonharam do erro
e enveredaram pelo caminho certo"

Pronto...está dedicado...!! 





terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Chova ou Faça Sol...

...Milagres acontecem. Mas, nem sempre os Anjos podem esperar.

Sylvia Path-autora do poema:
Black Rook in Rainy Weather 

Corvos - Torre Negra - Desejo - Pedido.


Que este convívio na blogoesfera continue a fazer parte de uma vida intensamente vivida. 
                               

Espero!


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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Como disse Bob Marley: " Não Precisam Ser Perfeitos. Para Mim, Basta que Sejam Verdadeiros.


E se existissem, seriam insuportáveis!
 
 
Voar é sonhar infinitamente, sem limites
nem restrições!


Adiciono mais esta bela canção de Bob Marley, por ser a preferida do amigo Pedro Coimbra, porque sei que todos gostam e por ser a que, neste momento, me diz muito.

" No Woman No Cry"!

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