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domingo, 24 de setembro de 2017

LEMBRANÇAS DE UMA TARDE DE AGOSTO

Passeando pela Mui Nobre, Antiga,  Leal e Invicta,
 Cidade do Porto.









Pelas ruas da Invicta, as pessoas que a visitam e admiram, passam.
 Os monumentos, a beleza arquitectónica, o seu ar cinzento, 
 a iguaria gastronómica
  que a caracteriza 
e dá o nome aos seus naturais,
permanecem...
...como uma Lenda.
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"O Porto tem origem num povoado pré-romano. Na época romana designava-se Cale ou Portus Cale, sendo a origem do nome de Portugal.
Das armas da cidade faz parte a imagem de Nossa Senhora. Daí o facto de o Porto ser também conhecido por "cidade da Virgem", epítetos a que se devem juntar os de
 "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta",
 que lhe foram sendo atribuídos ao longo dos séculos e na sequência de feitos valorosos dos seus habitantes, e que foram ratificados por decreto de D. Maria II de Portugal.
Foi dentro dos seus muros que se efectuou o casamento do
 rei D. João I com a princesa inglesa D. Filipa de Lencastre.
 A cidade orgulha-se de ter sido o berço do infante D. Henrique, o Navegador.

Devido aos sacrifícios que fizeram para apoiar a preparação da armada que partiu, em 1415, para a conquista de Ceuta, tendo a população do Porto oferecido aos expedicionários toda a carne disponível, ficando apenas com as tripas para a alimentação, tendo com elas confeccionado um prato saboroso que hoje é menu obrigatório em qualquer restaurante. Os naturais do Porto ganharam a alcunha de "tripeiros", uma expressão mais carinhosa que pejorativa."

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terça-feira, 19 de setembro de 2017

SERPA - E A LENDA DA SERPENTE ALADA.





Com a Catarina a dar o pontapé de saída com a sua bonita Lenda do Girassol, logo se lhe seguiu a Papoila e a interessante Lenda da Praia do Guincho. Dando seguimento ao certame temos a Deusa Afrodite que, nos seus Jardins, nos conta a Lenda da Moira Encantada de Giela.

Esta que vos vou contar, como não poderia deixar de ser, será contada num poema e é uma Lenda que nos diz da origem do nome da minha terra. 


A lenda conta, que, há anos,
Já esquecidos dos antigos,
Por cá só havia perigos,
Só havia desenganos,
Guerras, solidão e danos...

Foi então, que uma fada
Deu ao rio uma aliada,
Que a região defendia.
De Ana era rainha
A SERPE - SERPENTE ALADA

Mas ainda há outra lenda,
Deste rio que era o Ana,
Para os mouros Odiana...

Uma fidalga era presa
Duma magia tremenda...
Numa cobra transformada,
Numa figueira acoitada.

Gritava p’lo desencanto
E o seu pranto era o canto
Talvez de Ana, a encantada.

Mais tarde, fugindo à guerra
Que Rolarte lhe movera...
Orosiano morrera...
E Cófilas se desterra

Construindo nesta terra,
Que achou de rara beleza,
Para a filha a fortaleza
Onde seu noivo chorou
E novo amor encontrou.

Serpínia, a bela princesa.
Não se sabe bem à certa
Qual a profunda razão
Da Serpe que é no Brasão
Da nobre vila de Serpa.


Nas lendas a descoberta:
Da Serpe do Ana, a ardileza;
De Serpínia tem a alteza;
Ou da fidalga encantada
que em Cobra foi transformada
Tem SERPA o nome, a Beleza!


Fonte da Lenda                                                   Fonte das imagens

Não deixem de clicar nos links, porque sei que  vão gostar .

Seria interessante se esta corrente de Lendas e Mitos tivesse continuidade. Quem se seguirá? Todos gostamos de Lendas, não podemos parar por aqui. Ficamos a aguardar a próxima.

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Adenda:   AQUI   neste espaço criado pela Afrodite, poderão encontrar todas as Lendas já publicadas, e as que se lhes seguirão.


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quinta-feira, 9 de abril de 2015

O Tejo, o Douro e o Guadiana.

Imagem DAQUI
 
O rio Douro corre quase sempre num leito apertado em altas montanhas, como se tivesse aberto caminho apressadamente, rompendo todos os obstáculos. Mesmo junto à cidade do Porto passa em rápida corrente, ansioso por chegar à foz.
Imagem DAQUI
 
O Tejo, ao entrar em Portugal, parece retardar a marcha para contemplar as campinas que lhe bordam as margens. Em frente da cidade de Lisboa, espraia-se à vontade, e é difícil distinguir onde acaba o rio e começa o mar.
 
Imagem DAQUI
 
O Guadiana, em quase todo o percurso, desliza entre aprazíveis campos, tranquilamente. Ao chegar a Vila Real de Santo António, parece que parou a contemplar maravilhas, e é o Oceano que o vem ali buscar.
Estas diferenças entre os três rios inspiraram ao nosso povo uma graciosa lenda.
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Lá quase da outra banda da Espanha, nasceram três irmãos em serranias agrestes. Mal abriram os olhos para o céu, viram passar as nuvens e perguntaram-lhes de onde vinham.
­- Vimos do mar, que é nosso pai e vosso avô— responderam elas.
-- E é lindo o mar?
-- Tão lindo que, de dia tem a cor do céu, e, de noite, parece ter ainda mais estrelas do que o firmamento
-- E é grande?
-- Tamanho que todos os rios a correr nunca o enchem, e todas as nuvens a beber-lhe a água não o esgotam nunca.
-- Havemos de ir ver o mar…
Combinaram os três que, na manhã seguinte, abalariam a caminho do Atlântico.
O Guadiana mal dormiu durante a noite, a sonhar com o avô. E, madrugador, apenas o sol doirou o cimo da sua montanha, esfregou os olhos e começou a caminhada. Como tinha tempo foi escolhendo os caminhos mais belos e deleitosos. Dizia consigo: -- Vamos vendo, e o mar que espere!
O Tejo acorda depois, e dá pela falta de um dos irmãos. Põe-se a correr veloz, para não chegar tarde, e quase não escolhe caminho. Mas, ao entrar em Portugal, pensa lá consigo que já deve ter muito avanço, e, então, lembra-se de gozar as campinas e até de se espreguiçar por largas margens, antes de se lançar nos braços do avô.
O Douro, esse, deixou-se adormecer. Já o Sol ia alto, quando acordou estremunhado e se viu só. Nem esfregou os olhos: Ele aí vai por montes e vales, furando por desfiladeiros, saltando por penedias, de precipício em precipício, na ânsia de chegar. Nem quer saber das belezas que dos cimos espreitam.
E, assim, foi ele quem, sujo e enlameado, chegou primeiro.  
 
 
 
Nota: Texto transcrito deste livro, que tive a sorte de reencontrar, à venda numa estação dos CTT, numa edição recente de alguns dos meus livros de leitura do ensino primário. Um tesouro inestimável!
Tenho a certeza que muitos de vós também se lembram destas preciosas lições, em prosa e em verso...
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 24 de março de 2015

"Senhor da Pedra"


HISTÓRIA E LENDA DA CAPELA DO SENHOR DA PEDRA:
 

 
 
A capela do Senhor da Pedra situa-se na praia de Miramar, na freguesia de Gulpilhares no concelho de Vila Nova de Gaia. Esta capela foi construída em 1686 sobre um rochedo, tem um formato hexagonal e possui um Altar-mor. É considerada um local de culto e peregrinação.
Anualmente, nesta praia, é realizada uma romaria ao Senhor da Pedra. Esta festa remonta de uma tradição muito antiga e é realizada no domingo da Santíssima Trindade e prolonga-se até à terça-feira seguinte.
 
 
 
Na entrada da capela, de cada lado, existem dois painéis de azulejos com as seguintes inscrições:
 
 
 ” O local onde se levanta esta capela do senhor da pedra é certamente o mais antigo lugar de culto da freguesia antes de nele se celebrar a Cristo seria altar pagão” ;
 “A origem do grupo populacional de Gulpilhares remonta a maior antiguidade como bem se demonstra com o notável espólio arqueológico que nesta região tem sido achado”.
De acordo com um dos painéis pensa-se que a capela inicialmente recebia cultos pagãos dos povos pré-critãos, de carácter naturalista cujas divindades eram veneradas em plena natureza, tendo sido posteriormente convertida ao Cristianismo.
 
Diz a tradição que a capela do Senhor da Pedra ora pertence ao mar como à terra. Vista do mar é, sem dúvida, um ponto de referência para os pescadores.
Anualmente é visitada por centenas de pessoas que são atraídas pela sua “magia” sendo conhecida também por “casa dos milagres”. Os antigos acreditam que a imagem de Cristo terá ido ali parar vinda do mar. “Que num belo dia pousou sobre aquela pedra onde, mais tarde, veio a ser erguida a capela”. Daí o seu nome “Senhor da Pedra”.
Dizem que esta é a única igreja virada de costas para o mar.
Existem relatos estranhos sobre visitas à capela e é sabido por todos os habitantes que as suas traseiras são palco de bruxarias e feitiçarias.
Lenda do Senhor da Pedra:
Reza a lenda que quando os habitantes de Gulpilhares se preparavam para construir uma ermida ao Senhor da Pedra, no terreiro conhecido por arraial, era frequente aparecerem sobre os rochedos junto ao mar uma certa luz.
Todas as noites essa mesma luz misteriosa reaparecia fazendo os habitantes acreditar que seria um sinal do Céu. Por este motivo, desistiram da construção da ermida no arraial e resolveram construir  a capela no sítio onde a luz costumava aparecer, ou seja, em cima de um rochedo à beira-mar.
Nesse rochedo, atrás da capela, existe incrustada uma marca semelhante a uma pegada de boi. Os habitantes desta terra acreditam ser de um boi bento (boi que afagava o menino Jesus na manjedoura) que por ali passara.
 ( Texto e imagens enviadas por um Amigo a quem, desde já e  reconhecidamente, agradeço a gentileza.)  
                                                             
                                                                
 
 
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