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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

OS TRÊS DA VIDA AIRADA.

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Cocó, Ranheta e Facadas.
Estes, são os mais ricos, famosos e poderosos do mundo.
***

Mas, nós, apesar de sermos pobrezinhos, também temos amigos que alinham em tudo formando um trio.



Estes sãos os nossos 3 da vida airada, de antigamente.
Cocó, Ranheta e Facadas, amigos inseparáveis e cúmplices, num desenho de Rafael Bordalo Pinheiro, inserido na revista mensal  ilustrada "Branco e Negro" de Dezembro 1897. Confio na Fonte, mas eu não sei de nada...
***



Ah, mas estes (três da vida airada) eu conheço. Garanto que existem e, sendo meus conterrâneos, são confiáveis, cantam bem e a sua cumplicidade resume-se a fazer e a cantar boa música... 👏👏👏  Aplausos para o que é nosso!
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Adenda: Por sugestão do amigo Kok deixo-vos com este delicioso vídeo, com o título :

"OS TRÊS DA VIDA AIRADA"



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segunda-feira, 6 de junho de 2022

QUANDO AMAR É PECADO.

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Não choro nem me comovo,
com os que sofrem
de Amor
por terem amado demais
porque também eu sofri.

Apenas por ser o fruto
de um Amor
absoluto, que 
diziam ser pecado_
 _e que não teve bom fim...

 



 

 🔅🔅🔅🔅🔅🔅🔅🔅



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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

O CANTO DO CISNE.

 


O teu canto mavioso
Encanta qualquer pessoa
Uns dias cantas alegre
Outros, é a tristeza que entoa


Só o cisne canta ao morrer
Anunciando a sua morte
Tu vais cantando por querer
Dar aos outros entender
Que morres...
mas sem morrer...


E sou eu que vou morrendo!

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Da Net.


Não julguem por eu cantar
Que a vida alegre me corre
Eu sou como o passarinho
Tanto canta, até que morre

(Quadra do Cancioneiro Alentejano)

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segunda-feira, 5 de julho de 2021

Ventos, Mar E Caminho Para Andar.

 

Foto minha.


De ventos e marés é feita a vida.
Sê forte e  não desistas da corrida

O caminho fez-se para nele se ir andando
Se caires levanta-te, continua passo-a-passo caminhando

Se algo te correu mal insiste, segue em frente
Mostra que tens força não te deixes levar pela corrente.

Mesmo sem que peças ofereço-te a minha mão
Somos  frágeis,  eu sei, mas fortalece-nos a força do perdão.

Aprende a lição:

 


 "Enquanto houver estrada pra andar

A gente vai continuar

Enquanto houver ventos e mar

A gente não vai parar"


 



 

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segunda-feira, 18 de maio de 2020

A FORÇA DAS PALAVRAS.



       


TENHAM UMA EXCELENTE SEMANA.




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* * * 
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quarta-feira, 29 de abril de 2020

INFÂMIA


“A essa hora, meia-noite seria, Dom Alexandre de Aguilar, infamado, desprezado, e solitário na sua angústia, esvaziava garrafas de conhaque, no intento de aturdir-se e responder com a gargalhada do ébrio ao grito da vergonha. Os deploráveis perdidos, que se valem desta triaga, parece que a si propriamente se estão castigando com mais crueza do que poderia castigá-los a justiça humana.”





Ah, Camilo, Camilo, para fugir da vergonha, apetecia, a muito boa gente, alhear-se da realidade nem que para tal tivesse que se refugiar no álcool. No entanto, a noção d’O Bem e o Mal – e a vergonha -  ficaram perdidas, algures, pelos caminhos da vida, por terceiros, que jamais se auto-castigaram ou sequer se reconheceram culpados....Ou, então, pior ainda, nunca vergonha tiveram. 





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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

DA SABEDORIA.

Penso que a Sabedoria se vai adquirindo ao longo da vida através de experiências, sobretudo, quando erramos e temos a humildade de o reconhecer e tentamos acertar.

Mas, não é por se levar uma vida intensa, nem por se viver durante muitos e muitos anos, que alguém se pode considerar sábio. Por muitos conhecimentos que se tenha há sempre algo novo a aprender.

Sábio, é aquele que tem a capacidade de compreender que existe mais do que um ponto de vista, um outro modo de encarar qualquer situação, porque a nossa vida a moldamos nós, de acordo com o que consideramos ser certo ou errado. Porém, sem que se melindre ou prejudique seja quem for, só porque tem um outro modo de encarar determinada situação.




Vem isto a propósito de vos dizer que, Sabedoria é coisa séria, sim, mas que também pode ser encarada com sentido de humor…





Peço um pouco de paciência aos mais apressados, aos que passam sempre a correr, parem por aqui uns minutinhos, sentem-se, ouçam, reflictam e não deixem de sorrir.
 A vida sabe sempre melhor se a levarmos com Sabedoria, sentido de humor e amor...




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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

MEDO...


...Sinto-me muito mal. Tusso, ardem-me os olhos, choro...dói-me o peito...custa-me respirar, sinto que o meu fim se está a aproximar, e tenho medo. Ainda há tanta coisa que não vivi...
...desespero...não quero partir, ainda nem sequer te conheci...




Desesperança


 Esta manhã tem a tristeza de um crepúsculo.
Como dói um pesar em cada pensamento!
Ah, que penosa lassidão em cada músculo. . .

O silêncio é tão largo, é tão longo, é tão lento
Que dá medo... O ar, parado, incomoda, angustia...
Dir-se-ia que anda no ar um mau pressentimento.

Assim deverá ser a natureza um dia,
Quando a vida acabar e, astro apagado,
Rodar sobre si mesma estéril e vazia.

O demônio subtil das nevroses enterra
A sua agulha de aço em meu crânio doído.
Ouço a morte chamar-me e esse apelo me aterra...

Minha respiração se faz como um gemido.
Já não entendo a vida, e se mais a aprofundo,
Mais a descompreendo e não lhe acho sentido.

Por onde alongue o meu olhar de moribundo,
Tudo a meus olhos toma um doloroso aspecto:
E erro assim repelido e estrangeiro no mundo.

Vejo nele a feição fria de um desafeto.
Temo a monotonia e apreendo a mudança.
Sinto que a minha vida é sem fim, sem objeto...


- Ah, como dói viver quando falta a esperança! 



Poema de Manuel Bandeira.  



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terça-feira, 7 de junho de 2016

Precariedade, Paixões e Continuidades.

Chego Onde Sou Estrangeiro

(…)

Nada é tão precário como viver
Nada quanto ser é tão passageiro
É quase como gelo derreter
E para o vento ser ligeiro
Chego onde sou estrangeiro.


                                Robert Doisneau -um músico à chuva- 1957



Um livro não é escrito de uma vez
por todas; quando é, realmente,
um grande livro, a história dos homens
vem acrescentar-lhe a sua paixão.


Estrofe e Citação de Louis Aragon






sábado, 28 de novembro de 2015

SABIAM QUE...

 ...A BRINCAR SE DIZEM TRISTES VERDADES?




E ASSIM VAI O MUNDO!...




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sábado, 26 de setembro de 2015

POIS!....


VIVER É...

Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo. 

Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida.
Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera. 

Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde. 

Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. 
Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções.

A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas. 


Joaquim Pessoa, in "Ano Comum"
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Pode ser tudo isto mas, essencialmente, é Amar... Gostar de... 
Tudo o que já vimos e ouvimos, tudo o que vemos e sentimos. Tudo...O que nos faz mais alegres e felizes ou, simplesmente, mais serenos e de bem com a nossa consciência.

                                             
And I Love Her or and I Love Him!

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domingo, 5 de julho de 2015

FRIDA- Uma Vida Intensamente Sofrida!


Ao ler, hoje, que FRIDA KAHLO, iria ser homenageada numa Galeria de uma cidade do Brasil, com uma exposição de dez das suas pinturas, lembrei-me da forte impressão que me causou quando li a sua biografia, há uns largos anos atrás. Infelizmente, o livro foi-me emprestado e não pude recorrer agora, à sua fabulosa  história de vida.
Uma vida plena de sofrimento, amor e infidelidade que a deixaram na História da Arte, como uma mártir. Esta pintora mexicana, nascida no início do século passado, dedicou grande parte da sua vida a pintar auto retratos, e, em cada quadro, expressou as suas mais profundas emoções. A poliomielite que padeceu em criança, o acidente que sofreu na juventude e a deixou imobilizada durante largos anos, o casamento atribulado com Diego Rivera, levaram-na a escrever frases memoráveis. Actualmente, uma referência para algumas pessoas, que possam ver-se reflectidas em cada uma delas.



"Nunca pinto sonhos ou pesadelos. Pinto a minha própria realidade"


"Pés, para que vos quero, se tenho asas para voar?"


"Há pessoas que nascem com uma estrela e outras estreladas, ainda que não acreditem, eu sou das estreladíssimas!"
(Que enorme força interior a desta mulher!)



"Tentei afogar as minhas dores, mas elas aprenderam a nadar!"

Muito fica por dizer acerca de Frida Kahlo, talvez um dia ainda volte a falar desta mulher, dona de uma força interior e uma coragem fora de série.

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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ah, O Céu de Paris!...



Vá-se lá saber porquê, hoje lembrei-me do meu tempo de juventude, e de Mireille Mathieu.

Creio que foi nela que me inspirei e passei  usar franja...até aos dias d'hoje! :)

 

 
 
(...)
 
Sob a ponte de Bercy
Um filósofo sentado,
Dois músicos, alguns curiosos,
e também milhares de pessoas.
Sob o céu de Paris
Vão cantar até de noite
O hino de um povo apaixonado
Pela sua velha cidade…
(...)
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Mesmo Sem Haver Uma Razão Especial...

...senti uma forte vontade de celebrar a Vida!

                                                   
                            Lembrei-me de Mercedes Sosa, "La Negra" mestiça, de nacionalidade argentina, que muito admiro, pela grande activista que foi em prol dos direitos dos mais desfavorecidos, conhecida como A Voz dos sem voz,  nesta gravação, prestando  tributo à cantora e compositora chilena Violeta Parra.
Tal como ela canta, também eu celebro e dou Graças à Vida, não por me ter dado tanto, mas porque, apesar de tudo:
Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, sinto que valeu a pena ter nascido!
Sejamos positivos, e demos graças pelas coisas boas com que a vida ainda nos vai contemplando.
Assim:           
             
:) :) :) :) :) :) :) :) :) :) :) :) :) :) :)  :) :) :) :)
 

domingo, 16 de junho de 2013

Primaveras Sem Luz Nem Calor....São Outonos!


Foto do Jardim da Praça Francisco de Sá Carneiro, Porto ( antiga Praça Velasquez) tirada na tarde de um dia, deste mês, triste e cinzento!



Triste primavera  esta…
Pesado o fardo de longos anos.
Que em ondas de dor me afogaria
Não fosse a minha rebeldia!
Porque eu ainda demoro…
Que a luz esteja contigo
E venha ter comigo, um dia!
 
 Boa semana para todos!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

"Como Provar A Vida"

"Com a idade, como castigo dos excessos da juventude, mas também como consolação, começa-se a provar as coisas que dantes se consumiam sem pensar.
Até quase morrer de uma hepatite alcoólica eu bebia «whiskey» como se fosse água: o «uisce beatha» gaélico; a água da vida. Agora, com o fígado restaurado por anos de abstinência, apenas provo.
Suspeito que seja assim com todos os prazeres - até o de acordar bem-disposto ou passar um dia sem dores ou respirar como se quer ou não precisar de mais ninguém para funcionar.
Parecem prazeres pequenos quando ainda temos prazeres maiores com os quais podemos compará-los. Mas tornam-se prazeres enormes quando são os únicos de que somos capazes.
Sei que a última felicidade de todos nós será repararmos no último momento em que conseguimos provar a vida que vivemos e achá-la - não tanto apesar de, como por causa de tudo - boa."

Miguel Esteves Cardoso, in “Jornal Público
 
Só há poucos anos comecei a gostar do Miguel Esteves Cardoso! Na sua e minha juventude, sempre o considerei um bon vivant. Um menino bem que não sabia o que custava a vida e só escrevia e dizia disparates na sua condição de jovem irreverente que pensava  tudo lhe ser permitido.
Com o passar dos anos, o amor e o sofrimento pela doença da esposa, fizeram-no crescer e amadurecer - isto na minha perspectiva - . Pela minha parte também amadureci e passei a compreendê-lo melhor. Hoje, não dispenso as suas crónicas diárias no Jornal Público.  Foi pai de duas meninas gémeas muito cedo, porém, não foi esse facto que o modificou...foi o seu grande Amor por uma mulher!
 
                                                                   
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Proximidades.





Imagem da Net.
Num livro do autor Ruediger Schache, que ando a ler, há uma passagem que achei muito interessante e resolvi partilhar convosco. À primeira vista poderá parecer-nos que tudo isto é bastante óbvio, mas provavelmente não será tanto assim. Tanto mais que assumir medos não é fácil, por pensarmos ser uma fraqueza ou consequência de algo que nos marcou e não queremos sequer recordar.
Deixo à vossa apreciação...




A força que busca a proximidade.
"No fundo, todos desejamos proximidade. Como seres humanos, queremos ter a sensação de não estarmos sós e de sermos compreendidos. Como mamíferos que somos, o nosso corpo procura a proximidade e o contacto com outros. A criança dentro de todos nós procura segurança, protecção e um jogo em conjunto. Todas estas forças dentro de nós clamam por uma ligação e por um encontro com outras pessoas. Este é o nosso desejo profundo.
A força que rejeita a proximidade.
Essa força é sempre o medo! Os dois maiores medos são o medo de ser magoado e o medo de ser abandonado.
Pensamos que ser magoado só é possível quando mostramos o nosso lado sensível ao outro. Por isso, muitas vezes, são construídas várias fachadas como muros de protecção, umas a seguir às outras. Sempre que uma cai, a ameaça torna-se um pouco maior do que era.
Ser abandonado…só é possível se nos tivermos ligado antes. Quando nos abrimos e nos entregamos ao outro. O intelecto inconsciente, para realizar a sua missão de protecção, tenta evitá-lo. Inventa motivos, como por exemplo, o de não ter necessidade nem tempo para um relacionamento realmente íntimo."

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 E agora  a pergunta que se impõe: e quando estas duas forças entram em conflito...que fazer? Pois é...dessa parte  o livro não fala! Alguém sabe?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Quando A Tristeza Me Invade...

...pois, também costumo cantar o Fado! Mas hoje não fui de modas! Vai daí, agarrei no livro de inéditos, do meu poeta popular preferido, o grande ANTÓNIO ALEIXO e fui direitinha às páginas "eróticas, burlescas e satíricas". Se bem que de erotismo não veja aqui nada de especial. Mas para a época, se calhar até seria. De vez em quando, sabe bem fazer algo diferente...e, como para tristezas já basta a vida... 

                                                                       







"Fazendo inveja aos pintores
Que pintam qualquer boneco
Meu avô tinha um caneco
Com tinta de várias cores
Pintou filhos cantadores
Como eu – que já canto o fado,
Pintou um muito engraçado
Que era o meu tio Manuel
E com o mesmo pincel
O meu pai já foi pintado.

O Aleixo para pintar
Só pinta grandes programas
Pinta leitos, pinta camas
Coisinhas de se admirar…
A gente tem de levar
O pincel p`ra onde vai
E da algibeira não sai
P`ra não lhe pôrem defeito.
Eu trago um que foi feito
Com o pincel do meu pai.


Eu comecei com jeitinho
A cômpor o ramalhete
Primeiro foi com azeite
E depois foi com cuspinho
No começo era estreitinho
Custava o pincel a entrar…
Começa a dona a gritar:
«Não me parta a tigelinha»
Mas que coisa engraçadinha
Fui uma noite pintar…"


Ahh, grande ANTÓNIO ALEIXO...! Este já é o terceiro post que te dedico, embora sempre transcrevesse as tuas quadras tristes e revoltadas com a vida.
Pouca gente haverá que saiba rir de si mesma e, sobretudo, rir da própria desgraça, como tu o fizeste. E como eu te compreendo!