Li há pouco tempo atrás um artigo escrito por Isabel Leal,
Professora de Psicologia Psicoterapeuta, sobre a importância de apreciarmos e
valorizarmos a inteligência como se fosse uma espécie de dom supremo.
Fiquei a
pensar neste tema e decidi trazer até vós um excerto desse artigo, para que
desta partilha possa colher outras opiniões, caso estejam dispostos a isso.
Pode parecer um pouco prosaica esta minha preocupação acerca
do tema, mas lá que fiquei na dúvida e a matutar no assunto, fiquei!
O que será melhor e mais valorizável? Possuir uma
inteligência acima da média ou saber interagir com os outros, ser alegre,
bem-disposto, compreensivo e usar de senso comum quando surge uma situação
menos agradável?
Não será esta alternativa uma forma de inteligência
emocional, logo, também, especialmente inteligente?
Se sim, por que razão uma psicóloga escreve um artigo em que
parece dissociar uma coisa da outra?
Daí esta minha dúvida que, não sento atroz, me faz pensar se
serei eu tão desprovida de inteligência a ponto de não entender a psicologia de
uma psicóloga!
Eis o excerto do texto da Dra. Isabel Leal:
(...)
"Descobrimos, habitualmente por experiência própria, que
aquelas criaturas muito doutas que citam os clássicos, sabem sempre quem disse
o quê, quando e a que propósito, patinam na resolução de problemas triviais e
quotidianos.
Que o “crânio” que brinca com os números como se fossem simples
e fáceis, emperra em algumas habilidades sociais que diríamos básicas.
Que o escritor laureado ou o artista plástico cotado,
distinguem-se tanto pelas suas produções quanto se tornam invisíveis ou
desinteressantes nos seus juízos ou nas suas acções sobre o mundo que os cerca.
Que o líder carismático que empola massas em discursos
fluentes e inflamados, funciona na intimidade como uma criança mimada ou
insegura.
Que escapar a um detalhe de excepcionalidade atribuível à
tal da inteligência, mantendo alegria, boa disposição, senso comum e capacidade
de envolvimento com os outros, é tão raro que fica por validar se será assim
tão bom ser especialmente inteligente.
Será?"
Opiniões aceitam-se!
Obrigada!
Nota: O artigo está escrito segundo o novo Acordo Ortográfico, eu é que acrescentei as duas consoantes que não se lêem! Obviamente, que não é necessário dizer quais são. Faço esta referência não vá haver alguma reacção negativa por parte da autora do texto.
=========================================