No final daquele dia morno, do lado a nascente, desceu um mar de nuvens escuras,
entranhando em mim o velho receio de menina que não controlo ainda.
De súbito, do céu desaba o som medonho de mil trovões. Vou
contando o tempo que medeia entre o clarão de luz, em zigue-zague, e o troar
das nuvens iradas.
Logo mais, a poente, esconde-se a réstia de calma e luz que sempre me ilumina.
Não sei porquê, mas não é o saber que a tempestade está
longe, que me deixa mais descansada…em algum lugar o mundo estará a desabar.
Até que por fim tudo se acalma e a normalidade regressa, como se toda
a minha inquietação não tivesse sido nada mais do que um simples desaguisado entre nuvens zangadas.
Mas foi!
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