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sábado, 10 de agosto de 2019

Luta de Titãs. [ Com Adenda. ]






Enquanto, no ar parado, sem o mais leve sinal de vento, se

desenrola uma luta renhida, na minha mão, o galo adivinhador 
do tempo, luta para definir qual a cor que me deve mostrar, para que me decida sobre o que hei-de fazer, hoje. 
Praia... ou passeio na cidade grande?



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Adenda: 17:00 horas, agora.
Entrementes, enquanto o tempo vai passando e eu não decido nada, olho de novo o galo e não é que o mágico já me anuncia - num azul lindo -  tempo bom para a praia? Ora bolas...agora já é tarde para sair de casa...Fica para amanhã!! :)



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quarta-feira, 10 de abril de 2019

EM QUE FICAMOS?






Miguel Torga, considerava que a amizade era negativa, castradora da criatividade.  Eu, pergunto-me: 
Será que o médico/poeta/ escritor estaria certo?
Começo a acreditar que sim...porque conheço pessoas que se isolam para desenvolver a sua capacidade criativa. 


Escreveu Torga:


"Coisa limitadora, a amizade! Sobretudo negativa, no ponto de vista intelectual. Ou é uma contínua transigência, ou uma fonte de arrelias. Só a oposição anónima — inimiga, no fundo — estimula e faz criar. Diante dela, o espírito voa como entende. Nem há direcções proibidas, nem poços de ar pessoais…"


(…)

* * * * * * * 



Fosse eu hábil e genial criadora do que quer que fosse
e ficaria seriamente preocupada....

...É nestas alturas, que me sinto aliviada pela completa ausência de talento criativo em que vivo mergulhada!!

Venham de lá os amigos... 


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

E SE...





Há uma data de anos que neste dia coloco esta imagem!
Diacho... até quando? :)

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Agora a sério...

Entre suspiros e enleios
Palavras doces e afins
Neste dia os namorados
Trocam juras e promessas
Tudo navega em mar calmo

Mar de rosas, calmaria
Oxalá não chegue o dia
Que um deles não diga assim:

“Eu antes para te ver
Saltava quatro quintais
Agora, para te fugir
Saltaria uns trinta ou mais”

* * * * * * * * 

DESEJO  UM FELIZ  DIA  A  TODOS  OS

ENAMORADOS!!


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domingo, 22 de janeiro de 2017

'Desculparáis'...Meus Benfeitores....

...mas como isto da baixa dos impostos e da subida dos aumentos salariais, continua mudando para ficar tudo na mesma...tomai lá música....



                          

O lado bom deste post?  Recordar o saudoso Raúl Solnado!

Desfrutai, recordai e dançai...tristezas nunca pagaram dívidas.
( nem curaram doenças)




quinta-feira, 16 de junho de 2016

LICOR DE CEREJAS.


Será que algum dos meus leitores /as ainda se lembra destas CEREJAS BIZARRAS? Se não se lembrarem, cliquem pf nelas que o link leva-vos lá. 

O motivo que hoje me leva a falar nas ditas cujas, de novo, é que resolvi seguir o conselho de um leitor/amigo.
Meti-as em frascos, adicionei-lhes um bocado de açúcar mascavado, aguardente velha (de boa qualidade, assim me garantiram) e há cerca de três dias que estão a macerar - nem sei se é esta a palavra adequada - O preparado vai neste ponto:


Até aqui, tudo bem. A minha dúvida está em como irei saber se a beberagem está minimamente  parecida, em sabor - já que de aspecto parece não estar mal - com a ginjinha de Óbidos, que se apresenta de frente, elegante, esbelta e quase vazia.
- "Ora, provando - dirão alguns, com desdém. 
- "Pois - replico eu - mas acontece que quando destapo os frascos o cheiro é tão intenso que fico tonta e com a casa a cheirar a tasca rasca.
Quero passar o conteúdo dos frascos, para a garrafa (de cristal da Boémia), que se vislumbra atrás, e não vejo maneira de o conseguir fazer. Aliás, acho que as cerejas já incharam tanto que não devem passar no gargalo.
Algo me diz que vou ter um grande prejuízo...

Aceitam-se conselhos e sugestões de entendidos/as, nesta matéria. Que hei-de fazer?

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terça-feira, 10 de maio de 2016

OFÍCIOS EM VIAS DE EXTINÇÃO.


O Direito à Inveja

Em Portugal, há um problema com a inveja. Em concreto, há um problema com a grande quantidade de gente a queixar-se de ser invejada.
Ao vivo ou por email, em privado ou em programas de televisão, há sempre alguém a lamentar-se dos invejosos: não podem ver nada, são uma praga que não descansa.
Quem recebe esse desabafo é sempre solidário, demonstra saber exactamente o que o outro está a passar, também ele já foi muito invejado.
Entre outras consequências, a paranóia da inveja generalizada propiciou  o nascimento de uma modéstia entre aspas.
Disfarçada de virtude, essa «modéstia» é medo dos outros, também pode ser desinteresse pelos outros ou falta de convicção no próprio valor.
A inveja só chega ao invejado se este permitir, se estiver vulnerável, se não estiver preparado. Em Portugal, há demasiadas pessoas a alimentarem o equívoco de que todos têm de gostar delas.


A inveja é um sentimento. Se respeitarmos os outros, é elementar reconhecer-lhes liberdade para sentirem. Essa, parece-me, é a primeira característica de existir, de ser alguém e de ter um nome. Não nos compete decidir acerca daquilo que os outros devem sentir. Além disso, é improvável que consigamos saber com precisão aquilo que os outros estão a sentir.
A não ser que estejamos convencidos de que os outros são um reflexo nosso, como um espelho que reproduz até o invisível. Nesse caso, a inveja que lhes imaginamos é, afinal, a nossa.
A inveja deveria ser legalizada ou, pelo menos, despenalizada. Como as drogas leves, faz mal apenas a quem as consome. Devidamente informado dos efeitos, o invejoso faria um uso muito mais consciente dessa substância e, assumindo-se, não precisaria de frequentar meios pouco recomendáveis que, com facilidade, agravam a sua situação e potenciam consumos mais pesados e destrutivos.
Mas isso seria noutra realidade. Aqui, os invejosos são espectrais. Quando alguém apresenta uma fotografia, quando alguém garante possuir provas da existência desses fantasmas, a imagem está sempre desfocada e fica-se sempre na dúvida se será realmente um invejoso ou apenas um defeito de revelação.
Com tantos a serem invejados, sobram poucos para se dedicarem a invejar.
Talvez esse seja um ofício em vias de extinção, como os amola-tesouras.

Crónica do escritor José Luís Peixoto, transcrita da revista NM.

A imagem foi recolhida da Net, o mais semelhante possível à fotografia com que o escritor ilustrou esta crónica.