Foto e texto da autora do blogue, claramente inspirado no poema.
Todos os que iluminavam a minha vida abandoram a casa.
A ausência de amor, tudo mata.
Aos poucos tudo se foi ressentindo e secando. Não se ouvem risos nem sussuros, tudo ficou quieto e dolorosamente sem vida.
A ausência de amor, tudo mata.
Até as flores e as plantam perderam o brilho e a cor. O orvalho resvala pelas folhas sem as humedecer, tal como as minhas mãos secas e a pele enrugada do meu rosto.
A ausência de amor, tudo mata.
Aos poucos, sem a seiva do afecto, também eu me sinto a morrer lentamente.
Uma mulher queixava-se do silêncio do amante:
— Já não gostas de mim, pois não encontras palavras para me louvar!
Então ele, apontando-lhe a rosa que lhe morria no seio:
— Não será insensato pedir a esta rosa que fale?
Não vês que ela se dá toda no seu perfume?
Desmama-te
desanca-te desbunda-te
Não se pode morar nos olhos de um gato
Beija embainha grunhe geme
Não se pode morar nos olhos de um gato
Serve-te serve sorve lambe trinca
Não se pode morar nos olhos de um gato
Queixa-te coxa-te desnalga-te desalma-te
Não se pode morar nos olhos de um gato
Arfa arqueja moleja aleija
Não se pode morar nos olhos de um gato
Ferra marca dispara enodoa
Não se pode morar nos olhos de um gato
Faz festa protesta desembesta
Não se pode morar nos olhos de um gato
Arranha arrepanha apanha espanca
Não se pode morar nos olhos de um gato
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Este, da foto, o Santiago, deixou-me a mão neste estado! Inchada e toda marcada. :(
A razão? Muito simples!...Não o quis deitado no meu colo, enquanto trabalhava.! Quando o afastei, mordeu-me....depois, instalou-se no meu assento de trabalho...por pouco tempo! Só enquanto estanquei o sangue, desinfectei as feridas e tirei as fotos. Lol ... A seguir, foi recambiado para outro lado! Se nós não podemos ser mimalhos e piegas, porque carga d'água hão-de ser eles? Comigo, não! Respeitinho é bom e eu gosto! :)
Este gato é maluco! Saudades tenho do meu meigo gato preto, que já partiu. Acho que este ficou agressivo, depois da partida do cãozinho, seu e meu companheiro: o Alentejanito!