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terça-feira, 20 de julho de 2021

ORVALHOS DA MEMÓRIA.

 

Foto e texto da autora do blogue, claramente inspirado no poema.


Todos os que iluminavam a minha vida abandoram a casa.

 A ausência de amor, tudo mata.

 

Aos poucos tudo se foi ressentindo e secando. Não se ouvem risos nem sussuros, tudo ficou quieto e dolorosamente sem vida. 

A ausência de amor, tudo mata.

 

Até as flores e as plantam perderam o brilho e a cor. O orvalho resvala pelas folhas sem as humedecer, tal como as minhas mãos secas e a pele enrugada do meu rosto.

 

A ausência de amor, tudo mata.

 

Aos poucos, sem a seiva do afecto, também eu me sinto a morrer lentamente.

 

Como disse o Poeta:

 "O Amor Tudo Mata Quando Morre".



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sábado, 20 de fevereiro de 2016

UMA ROSA.





O EXEMPLO DAS ROSAS

Uma mulher queixava-se do silêncio do amante:
— Já não gostas de mim, pois não encontras palavras para me louvar!
Então ele, apontando-lhe a rosa que lhe morria no seio:
— Não será insensato pedir a esta rosa que fale?
Não vês que ela se dá toda no seu perfume?


MANUEL BANDEIRA
In Lira dos Cinquenta Anos, 1940



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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Amores Incondicionais...

...Ou nem por isso!... 


Amor verdadeiramente incondicional, é este:




















Imagem que tirei do blogue de um Amigo, mas que também encontrei AQUI.

Vale a pena clicarem no link!

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Olhos de Gato Não São Moradia - Já O'Neill Dizia!

FOTO MINHA


Alexandre O’Neill – Poema do Desamor
 
Desmama-te desanca-te desbunda-te
Não se pode morar nos olhos de um gato

Beija embainha grunhe geme
Não se pode morar nos olhos de um gato

Serve-te serve sorve lambe trinca
Não se pode morar nos olhos de um gato

Queixa-te coxa-te desnalga-te desalma-te
Não se pode morar nos olhos de um gato

Arfa arqueja moleja aleija
Não se pode morar nos olhos de um gato

Ferra marca dispara enodoa
Não se pode morar nos olhos de um gato

Faz festa protesta desembesta
Não se pode morar nos olhos de um gato

Arranha arrepanha apanha espanca
Não se pode morar nos olhos de um gato
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Este, da foto, o Santiago, deixou-me a mão neste estado! Inchada e toda marcada. :(
 
A razão? Muito simples!...Não o quis deitado no meu colo, enquanto trabalhava.! Quando o afastei, mordeu-me....depois, instalou-se no meu assento de trabalho...por pouco tempo! Só enquanto estanquei o sangue, desinfectei as feridas e tirei as fotos. Lol ... A seguir, foi recambiado para outro lado! Se nós não podemos ser mimalhos e piegas, porque carga d'água hão-de ser eles? Comigo, não! Respeitinho é bom e eu gosto! :)
Este gato é maluco! Saudades tenho do meu meigo  gato preto, que já partiu. Acho que este ficou agressivo, depois da partida do cãozinho, seu e meu companheiro: o Alentejanito! 
 
                                                                  
 Tenham uma semana, calma e feliz!
 
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

AMORES TARDIOS. TRÊS AUTORES.


 
 
Soneto do Amor como um Rio.
(Vinicius de Moraes)

 
Este infinito amor de um ano faz
Que é maior do que o tempo e do que tudo
Este amor que é real, e que, contudo
Eu já não cria que existisse mais.








 
"Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade."

Citação de Gabriel García Marquez in "Cem Anos de Solidão

 

Este amor que surgiu insuspeitado
E que dentro do drama fez-se em paz
Este amor que é o túmulo onde jaz
Meu corpo para sempre sepultado.



Este amor meu é como um rio; um rio
Nocturno interminável e tardio
A deslizar macio pelo ermo.


E que em seu curso sideral me leva
Iluminado de paixão na treva
Para o espaço sem fim de um mar sem termo
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