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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

ENSAIANDO VOOS.

 



Arte, glória e fama
Tudo se ensaia
quando se ama.
Se vives vibrando
pelo teu sonho
insiste, não desistas
continua sonhando
que um dia chegarás 
ao topo...
sapateando. 

 

 Um dia...


Sentirás o calor dos 
aplausos,
sapateia, rodopia.
No tablado da vida
o teu sapateado 
será a tua forma de Arte 
desmedida.

Ninho de melros que ficou a descoberto quando a cameleira levou um desbaste. :(

 

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segunda-feira, 3 de maio de 2021

OUTRAS FORMAS DE VOAR.

 "Pouco no mundo teremos visto se não tivermos olhado os pássaros"


Fotografia da Luísa. Abusivamente tomada de empréstimo AQUI


      Escreveu a frase que encabeça o postal, um escritor moçambicano  por cuja escrita me apaixonei há largos anos.
       Dito assim, nesta forma algo poética, até parece poesia isto que escrevo. Mas não é. 
       Penso, repenso e medito longamente, cada vez mais, no voo que me aguarda. Pensamento que dantes me apavorava e hoje encaro com uma paz interior que me apazigua e me faz bem.
       Este meu voo interior, feito de momentos fugazes, é quase sempre interrompido quando sinto esta dor física atroz que me prende, não uma asa, não as duas, mas ambas as pernas. Ora uma, ora outra, mais a esquerda.
   Pergunto-me e pergunto-vos: Será que os pássaros conseguem voar  sem pernas? É que receio, na hora do meu voo derradeiro, perder o sentido de direcção, me enganar no destino e ficar pairando no ar, ou voando em círculos, qual alma penada. (Ou nem sequer conseguir levantar voo, o que seria bem pior.)


          Pavão e pavoa, vieram do Alentejo.




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