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domingo, 26 de fevereiro de 2012

...de Quem Mói um Sentimento.

Um dos locais da Cidade do Porto de que mais gosto para desfrutar de uma tarde soalheira, de sábado, em amena cavaqueira com familiares que me acompanham e amigos que  sempre vão aparecendo, é o Cais da Ribeira.
Nestes dias, em que o sol aquece as almas e seca as gargantas, vemos as esplanadas ribeirinhas replectas de turistas a deliciarem-se com os petiscos e a cerveja geladinha, que os restaurantes regionais têm para oferecer.
As passeatas, ao longo do cais, são um vai-vem constante.
Apreciar a beleza do Rio Douro e ver todo aquele movimento, é algo de que nunca me canso, apesar de há longos anos ser aquele o meu espaço predilecto.
Ultimamente, dois músicos de rua têm animado o ambiente com as suas canções latino-americanas de que tanto gosto. Uma maravilha!
O pior é quando chega o pôr-do-sol e  o Porto começa a ficar com aquele ar cinzento, triste e tão deprimente.  Por mais que tente ver nisso alguma beleza, não consigo. Tem sido sempre assim.
Ontem, nessa hora, lembrei-me do "Porto Sentido" de Rui  Veloso.
Foi a cantar, mentalmente, com alguma nostalgia, que regressei a casa.

"Ver-te assim abandonada
 Nesse timbre pardacento
 Nesse teu jeito fechado
 De quem mói um sentimento..."