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quinta-feira, 2 de março de 2023

TRAZ P'RÁ FRENTE

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Quis ficar com a certeza
Tirar a prova real
Também quis fazer igual
Pus em pose o dedo da mão esquerda 
Mas saíu-me tudo mal.

Decidida a prosseguir
Que os direitos são iguais
Se bem pensei melhor o fiz
Com o indicador da mão direita dobrado
Agarrei-o* bem com a mão esquerda
Não me fosse ele saltar...

...Cliquei suavemente 
E quando vi o resultado
Mal podia acreditar....

Gritei, como a tal criança                
Naquela cena final, do filme renovador
De todos os que têm Esperança.

  * Referência ao smartphone

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A foto e os versos são de minha autoria. 
A ideia original ( da imagem ) plagiei-a (?)
de um site da blogosfera. 
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 Quem desejar recordar a emocionante última cena do filme
"A Vida É Bela", por favor, clique nas palavras que o bambino
gritou...Ainda se lembram?

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Se me perguntassem qual era a ligação - e o meu interesse - entre imagem,
as palavras e o filme, diria : A 1ª foi fazer a experiência e constatar da veracidade entre o resultado e o processo. A 2ª  para explicar como o fiz. A
 3ª porque acredito que há sonhos que se realizam e guerras que têm fim.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

AMANHÃ...É TERÇA-FEIRA!!!

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É terça-feira

e a feira da ladra

abre hoje às cinco

de madrugada


E a rapariga

desce a escada quatro a quatro

vai vender mágoas

ao desbarato

vai vender

juras falsas

amargura

ilusões

trapos e cacos e contradições




É terça-feira

e das cinzas talvez

amanhã que é quarta-feira

haja fogo outra vez

o coração é incapaz de dizer

"tanto faz"

parte p´ra guerra

com os olhos na paz


É terça-feira

e a feira da ladra

quase transborda

de abarrotada


E a rapariga

vende tudo o que trazia

troca a tristeza

pela alegria


E todos querem

regateiam

amarguras

ilusões

trapos e cacos e contradições


É terça-feira

e das cinzas talvez

amanhã que é quarta-feira

haja fogo outra vez

o coração

é incapaz

de dizer

"tanto faz"

parte p´ra guerra

com os olhos na paz


É terça-feira

e a feira da ladra

fica enfim quieta

e abandonada

e a rapariga

deixou no chão um lamento

que se ergue e gira

e roda com o vento

e rodopia

e navega

e joga à cabra-cega

é de nós todos

e a ninguém se entrega


É terça-feira

e das cinzas talvez

amanhã que é quarta-feira

haja fogo outra vez

o coração

é incapaz

de dizer

"tanto faz"

parte p´ra guerra

com os olhos na paz.


Imagem  da Net.

Volantes velhos, espelhos de todos os tamanhos, brinquedos de criança, soutiens de senhora, roupa e calçado de todo o tipo, quinquilharias e velharias, vasos, pratos, copos, talheres, candeeiros, relógios, chaves, molduras, azulejos, bugigangas, perfumes, estatuetas e máscaras africanas, cachecóis dos maiores clubes portugueses e da Selecção Nacional, quadros, enciclopédias…
Tudo se se vende e compra na maior feira de Lisboa!


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terça-feira, 2 de junho de 2020

VEM...







Quem quer que sejas, - não importa quão solitária fores, 


o mundo oferece-se à tua imaginação. 



Chama-te. 


Assim como tu, com ou sem música, chamas os gansos selvagens...

Vem! 






Adenda: Por recusa terminante, dos primeiros gansos em se deixarem apreciar,
surgem à boca de cena novos intervenientes!





😉  😀
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sábado, 22 de fevereiro de 2020

DA(S) COTOVELADA(S)



By Dina Belenko


Não vi, não ouvi, não assisti. Mas sei, caro leitor, que isto aconteceu; é verdadeiro. Foi-me contado há muitos anos por pessoa idónea e de inteira confiança: minha Mãe!

Escondido que estava este incidente, na gaveta onde repousam as memórias bizarras, porém, de pouca monta, foi-me reavivado há pouco pela leitura d’algo que me fez sorrir, duplamente agradada.


Passando aos factos, resumo o que me foi contado: Uma jovem mulher que, por motivos que não vêm ao caso, casou, já entradota na idade, tida como apropriada, ao tempo, como a idade casadoira. Tão cedo quanto pode, levou o marido à sua terra Natal – por sinal, minha também.

Queria mostrar o marido a toda a gente, qual troféu merecido. Homem por sinal bem-apessoado, um beirão de Almeida, que conheceu não sei onde nem quando, provar a toda a gente que, a que já diziam solteirona, havia saído do rol das tias, e, concomitantemente, mostrar ao marido a terra onde nascera.  

Ora, tal acontecimento, não poderia acontecer, - com o devido pedido de desculpas pela redundância -, num dia qualquer de um qualquer mês do ano. Tinha de haver assistência. A Vila precisava estar a rebentar pelas costuras, de conhecidos, desconhecidos e familiares de visita à terra. Para isso, nada melhor do que a festa da Santa Padroeira que era celebrada, desde tempos imemoriais, por alturas da Páscoa.

No momento em que, na Praça da República, se ouvia o som dolente do Cante Alentejano e se um alfinete tivesse caído do céu, não chegaria a tocar o chão, a orgulhosa esposa que seguia uns passos na frente do marido, de braços abertos ia gesticulando e dando cotoveladas para a direita e para a esquerda, afastando entraves ao caminho daquele seu legítimo pedaço de mau caminho, quiçá o mel, quiçá o sal, quiçá a pimenta da sua vida, gritando a plenos pulmões:

 -  Deixem passar o meu marido!