Florença... que serenidade imensa
Nos teus
campos remotos, de onde surgem
Em tons
de terracota e de ferrugem
Torres,
cúpulas, claustros: renascença
Das
coisas que passaram mas que urgem...
Como em
teu seio pareceu-me densa
A selva
oscura onde silêncios rugem
No meio
do caminho da descrença...
Que
tristes sombras nos teus céus toscanos
Onde, em
meu crime e meu remorso humanos
Julguei
ver, na colina apascentada
Na forma
de um cipreste impressionante
O grande
vulto secular de Dante
Carpindo
a morte da mulher amada...
O Soneto é de autoria de Vinícius de Moraes e as fotos foram-me enviadas, ontem, por um familiar!...
A primeira foto é da Basílica de Santa Cruz; a terceira, da Catedral de Santa Maria del Fiore. A segunda e a quarta, não sei. Algum de vós me sabe dizer ? Grazie! :)
A primeira foto é da Basílica de Santa Cruz; a terceira, da Catedral de Santa Maria del Fiore. A segunda e a quarta, não sei. Algum de vós me sabe dizer ? Grazie! :)



