domingo, 31 de janeiro de 2021

PARA OS SAUDOSOS....

 ...................Do meu pequeno Príncipe.

[Especialmente para si, Sandra Martins, do Algarve.]




Pois é!...Desde muito pequenino que o meu Principezinho manifesta uma notória apetência pelos livros. Ei-lo, há precisamente um ano atrás:


Se bem se lembram, o livro era de tecido.

Mas hoje o Noah cresceu, e já identifica perfeitamente, na cor castanha do livro das cores, aquilo que melhor conhece...o que será? 

Claro...a bolachinha e o pão! 😊


Também já aprendeu a andar sozinho...e como é despachado mesmo dentro de tanto agasalho!





O meu Noah é o maior, não acham?! 😍


Estas são as últimas novidades que me chegaram dos Países Baixos. As outras, as más, as que toda a gente conhece, não vêm agora ao caso. 

Beijinhos e abraços para quem gosta de nós!



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sábado, 30 de janeiro de 2021

QUERO.

 

Imagem retirada da Net.




Quero ver todas as crianças sorrir
Quero que todas tenham carinho e amor
Quero que sejam alegres passarinhos
Quero que não tenham um ar sofredor.


Vamos todos transformar o choro
Em risos, olhos brilhantes e felizes
Deixai vir a mim as criancinhas
Disse Cristo ao abençoar os petizes.


Quisera eu ter  poder tamanho
Soubera eu como trazer Paz ao mundo
Espalhava riso e alegria plas crianças


Faria com que ao serem adultos amanhã
Não sofressem nem fizessem sofrer
Que tudo à sua volta fosse um lugar fecundo.




Nota: Faço saber que está longe de mim a ideia de ter aqui escrito um Soneto, nem agora nem nunca. Como já alguém disse, e bem, não bastam duas quadras e dois tercetos para classificar uns versos de soneto. Não estudei a técnica de escrever poesia. Não percebo de métrica nem de fonética. Ao encontrar a imagem da criança a chorar, entristeci-me e iniciei uma sequência de palavras que ditaram o meu sentir. Apenas isso. Obrigada pela vossa compreensão.






sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

NABICE POÉTICA. #1

 



Nabo Poético. 

Sem que me tenha apercebido,

Um pequeno nabo ficou esquecido

na gaveta do armário frio

 onde se guardam os alimentos. *

Quando o encontrei,

com espanto me deparei

com uma coroazinha de pequenos rebentos.


Confinada mas não de ideia estagnada

logo a minha mente fervilhante, 

 para o tempo ocupar

engendrou um esquema 

para vários postais publicar.


Agora é só ir olhando

 o desenvolver da folhagem

e sempre que haja uma significativa

 evolução

o irei fotografando para fazer 

a devida exibição.


Boa?

* Frigorífico

🌱

E agora, façam o favor de admirar o meu abacateiro





🍃

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Humor Em Tempos De Cólera.


Só para  tranquilizar!!


Temos que nos manter em quarentena com calma, pois já há registo de pessoas que estão a ficar maluquinhas por estarem confinadas em casa.

Estava a comentar sobre isso ainda há pouco com o microondas e com a torradeira, enquanto tomava o meu café! 

E não é que os três concordamos com esta situação?!

Não comentei nada com a máquina de lavar, porque ela distorce tudo...

Muito menos com o frigorífico, devido à sua frieza...

Com a televisão ou a ventoinha nem pensar. Uma fala demasiado, a outra espalha tudo aos quatro ventos.

Ainda pensei em pedir a opinião da panela de pressão, porém como ficou logo nervosa e começou a bufar, desisti.

Restava-me o fogão, mas com quatro bocas nem quis arriscar.


Valha-me o ferro que me acalmou dizendo... Que tudo vai passar!!


😷   😷   😷 




😷   😷   😷 



quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Tempos De Saudade E Solidão.


Da Saudade.


A saudade  de ti, do teu carinho,

do teu sorriso e do teu abraço,

é  uma ave ferida 

que encontrou em mim abrigo 

e se aninhou

no meu regaço. 




Ao meu neto João






* * * * * * * * 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Um Soneto Por Semana. # 13

 

"O Beijo"
Tela de Henri Toulouse - Lautrec


Soneto da Separação


De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.


De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama.


De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente.


Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.



Soneto de Vinícius de Moraes


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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

TODOS OS CONSELHOS OUVIRÁS...

 

..................e  só o teu seguirás? A decisão é vossa.


Conselho. 




Tradução:


- Ó Zé, tão dizendo aí na vila que você está dando consulta igual médico.

-  Consulta, não!... Eu tou é dando conselho.

-  Então me dá aí um conselho que a minha saúde não anda boa.

-  Bom, você procura uma árvore e vai lá urinar.

- Ué...e que tem conselho a ver com urina e árvore?

-  É assim, depois de urinar você fica olhando. Se juntar formiga: tem diabetes... se secar rápido: tem muito sal...se tiver cheiro de carne: tem colesterol alto...se esquecer de abrir a braguilha: é Alzheimer... se não enxergar a árvore: tem cataratas...mas se você não acertar na árvore: tem Parkinson...agora, se você não sentir o cheiro... 

Aí, meu amigo:  é Covid. 


( Tomaram  nota? É que a mim me parece que quem pergunta é Mulher...

ou será que tenho cataratas? )

😂  😍  😋


[ Obrigada, Manu! 😘  ]


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domingo, 24 de janeiro de 2021

Um Pequeno Arco-Íris....

 ..............À minha medida, vá!

Na sexta-feira, ao final do dia, desloquei-me pela segunda vez, já este mês, ao consultório do meu dentista. É verdade, também tenho um dentista.  Um dente que até  já tinha sido desvitalizado, começou a dar-me guinadas que mais pareciam alfinetes a picar-me a garganta, o ouvido, a cabeça, e até os implantes já me doíam, senhores. Uma coisa de levar alguém - que não eu, osso duro de roer - à loucura. Vim de lá novamente medicada com antibiótico, em dose cavalar, para lá voltar em Fevereiro para efectuar a excisão. Oh, tortura... 





Aliviou-me o sofrimento, na ida, a visão sublime do belo arco-íris que vi  pojectar-se ali bem na minha frente, quando um raio de sol brilhou após uma forte bátega de chuva, enquanto conduzia em direcção do novo consultório, recentemente aberto na periferia e quase no meio de um arvoredo. Chega, não chega, quando chego à porta do consultório e saco do telemóvel, já o arco-íris se desvanecia atrás da ramagem de uma árvore.

É que nem direito ao pote de ouro tive... Ninguém merece!


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sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

A PROPÓSITO OU DESPROPÓSITO...

 ...Das palavras e dos actos.




Há palavras sedutoras 

que nos mexem  com os sentidos. 

Mas essas o vento as leva. 

Já os exemplos perduram, 

são eles que forjam e tecem 

 compromissos assumidos.



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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

HAIKUS & BONSAIS.

 

Este Bonsai é artificial, mas é o que tenho.
E não, não o comprei nas lojas de chineses.
 Quando o adquiri,
 ainda nem havia por cá disso!


"Bonsai é o cultivo de uma planta que pode ser uma árvore, arbusto ou trepadeira lenhosa ou semi-lenhosa, cultivada em vasos de pequena profundidade, apesar de ser uma planta de tamanho reduzido expressa toda a beleza e características de uma planta adulta no seu habitat natural. A palavra Bonsai que é uma palavra de origem Japonesa, tem a sua tradução para o português “planta em bandeja ou cultivo em bandeja”.

Existem relatos do cultivo do bonsai a mais de 800 anos na China e Japão, onde eles eram cultivados por pessoas da elite, diferente de hoje, onde é cultivado por pessoas das mais diferentes classes sociais em todo mundo."

Confira AQUI a fonte de onde retirei estes dados.


Como isto da cultura oriental anda tudo ligado, digo eu, como leiga que sou, passo de imediato dos Bonsai para os poemas Haiku.


O haiku é uma forma tradicional de poema japonês. Este tipo de poema obedece a regras, tem apenas uma estrofe, composta por três versos.

Os versos devem ter no seu conjunto 17 sílabas, distribuídas do seguinte modo:

– Cinco sílabas no primeiro verso.

– Sete sílabas no segundo verso.

– Cinco sílabas no terceiro verso.


Como diria Bashô:


"Na minha casa

Pernilongo pequeno

É o que ofereço".


Quem escreve Haikus como poucos o sabem fazer, não  é japonês nem chinês. É espanhol. O meu querido amigo Disancor  fotógrafo/poeta que vive em Don Benito, uma localidade situada na Estremadura. Tenho a honra e o enorme privilégio de ter sido presenteada com uma foto sua e um haiku a mim dedicado.


Esta imagem, coloquei-a há muitos anos ali na lateral direita do blogue. Cliquem nela e, num pulinho, estarão no "Cachos de Vida", agora administrado por um dos seus filhos, usando, contudo, fotos do imenso espólio fotográfico de seu pai.

Completam-se  dez anos, no próximo Dia dos Namorados, que o meu amigo Disan fez ESTA (clique) publicação  para oferecer a todos os enamorados. 

Eis um dos haikus, dessa série, que agora vos trago e comprovam toda a sua sensiblidade e talento. Porém, não deixem de clicar no link e acedam a todo o conjunto de poemas de que até Bashô se orgulharia.


"En mis labios

Carmín de tus besos

Deseo y fuego."


Foto minha


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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Um Soneto Por Semana. # 12


 "PRÓ PUDOR"


Todas as noites ela me cingia

Nos braços, com brandura gasalhosa

Todas as noites eu adormecia,

Sentindo-a desleixada e langorosa.


Todas as noites uma fantasia

Lhe emanava da fronte imaginosa

Todas as noites tinha uma mania,

Aquela concepção vertiginosa.


Agora, há quase um mês, modernamente,

Ela tinha um furor dos mais soturnos,

Furor original, impertinente...


Todas as noites ela, ah! sordidez!

Descalçava-me as botas, os coturnos,

E fazia-me cócegas nos pés...


Cesário Verde.

1855 - 1886

 


😊  😉  😂

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domingo, 17 de janeiro de 2021

VEM À JANELA.

 Enquanto cirando pela casa, aos domingos de manhã, gosto que me cheguem aos ouvidos sons de vozes. Se vierem aompanhados de música que eu goste, melhor. Se não, por lá continuam a falar e a cantar, sem que eu os cale  nem lhes dê atenção.

Hoje, a meio da manhã, os acordes do Cante levaram-me a correr da cozinha ao quarto. Lá estavam Pedro Mestre - o Mestre da viola campaniça -  e amigos.




Com grande pena minha, mal cheguei abalaram eles.  Logo depois abalei  eu, que a papelada no escritório não se compadece com o confinamento e há que preparar e organizar o que tem de ser organizado. Os dias passam velozes e o ano do nosso descontentamento cada vez se afasta mais.

Valeu-me ser rápida no clique, caso contrário, nem teria  como ilustrar estes pouquíssimos minutos de encanto que usufruí com o meu Cante.




«VEM À JANELA» , a cantiga  que me ficou a saber a pouco, por não a ter ouvido toda,  não a encontrei pelos caminhos Youtubescos. Depois de muitos e infrutíferos minutos de pesquisa, acabei por a  vislumbrar AQUI. Todavia, o ritmo é outro numa versão mais moderna e a fugir um pouco ao tom do Cante.


"Há várias vidas dentro do Cante Alentejano e da tradição"- disse Pedro Mestre numa entrevista há uns anos atrás.  

Sem dúvida, Mestre Pedro, sem dúvida... Eu que o diga!



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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Pedras Com Vida.

 

Pedras Parideiras - Arouca - Fonte



PEDRA, DEPOIS PÓ E FINALMENTE VIDA.


Olhei a pedra.

Fria, Estúpida. Parada.

Calada.

De tanto a olhar julguei-a bela

Transformei-me nela

Frio. Estúpido. Parado.

Calado.

Sem destino sequer

de pedrada no charco

Sujeito à degradação do relento

e à erosão do vento

em breve serei pó.


Não olhes para mim, assim,

Mexe-te, ao menos.


A pouco e pouco se mexeram

e num repente

o Mundo assistiu

ao despertar das pedras.


Autor: Rogério Pereira.








quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

PréParada.

 Não foi Dona Albertina que me contactou - tomara ela que eu nem me lembrasse - fui eu que decidi não ser apanhada de novo, desprevenida, igual ao que me aconteceu no primeiro confinamento.


Resolvi dizer adeus ao moderno cabelo encaracolado e amadeixado, e assentei arraiais no salão, disposta e preparada para sair de lá pronta a aguentar-me até à Primavera sem me parecer com a mulher das cavernas em que me tornei vai para um ano. (Até a máscara foi um alívio para se não ver o buço basto e farfalhudo- lembram-se?)


Corte à vontade Dona Joana, - ele volta a crescer. Entrementes, fotografava-me e enviava para a minha mana. Em tempo real - rezavam as legendas.



Ele foi o buço, foi mãos, pés, tudo aparado e preparado. Para  mim, para meu próprio contentamento. Já basta ter de ficar em casa a sós comigo mesma, que ao menos ao olhar-me, olhe e goste do que vejo.

A minha mana diz que fiquei mais nova dez anos...Fiquei?







    😀    😀    😀   😀 

O MELHOR DELE...

 ..................SÃO ELES.

[E, somos todos nós, seus amigos.]




É assim, com o coração nas palavras, que o nosso amigo Rogério Pereira nos fala do livro de poemas  que tão generosamente se dispôs a oferecer a familiares e amigos.

Recebê-lo, e guardá-lo só para mim, seria um acto egoista da minha parte, pelo que  hoje o vou partilhar com todos os visitantes deste meu cantinho.







Apresentado o auto-retrato do autor que, a meu ver,
 apenas retratou uma ínfima parte do seu ser,
escolhi um poema curto, mas muito intenso.
Sei que não vos vai deixar ficar indiferentes.
Como indiferentes não ficamos
aos pedaços da sua 
Alma, 
do seu
 Eu
 e do seu...
 Contrário.

* * * * 

SEGREDO DO VENTO

Um dia o vento sussurrou-me
"Tenho uma nuvem para alugar"
Recusei,
como poderia eu abandonar o mar?

E, assim como tu,
me deitei nele
até que aquela bela onda
me levou...

Hoje não tenho fados tristes!

* * * * 


Muito Obrigada Rogério, a sua inesquecível prendinha, será a jóia poética mais valiosa da minha coroa.

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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

AINDA NA SENDA DAS METÁFORAS....

 ...Recolhi na Net este simples e belo poema.  

Escrito pelo Poeta Castro Alves, está  recheado de lindas e subtis metáforas.

Vamos ver quem as consegue identificar?

Fotografia minha.



O Laço de Fita
de Castro Alves 

Não sabes, criança? Estou louco de amores…
Prendi meus afectos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.

Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu’enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.

Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.

E agora enleada na ténue cadeia
Debalde minh’alma se embate, se irrita…
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!

Meu Deusl As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes…
Mas tu… tens por asas
Um laço de fita.

Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios…
Beijava-te apenas…
Teu laço de fita.

Mas ai! findo o baile, despindo os adornos
N’alcova onde a vela ciosa… crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu… fico preso
No laço de fita.

Pois bem! Quando um dia, na sombra do vale
Abrirem-me a cova… formosa Pepita
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c’roa…
Teu laço de fita.


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Metáforas... Essa Faca de Dois Gumes!

 

Os lugares mais recônditos da alma humana, quando expressos em palavras escritas, deverão ser sempre claros e límpidos, para que todos quantos as lerem as possam interpretar à luz do sentimento de quem as escreveu. 

Quem o não conseguir fazer, sem o uso de metáforas vulgarmente usadas no sentido prático e pouco atractivo do seu uso corrente, não pode nem deve insurgir-se contra quem as não souber interpretar.




Fotografia da autora do texto.


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domingo, 10 de janeiro de 2021

Alimento Para A Alma.

 




Música e palavras ternas são como um favo de mel,

doces de sabor e alimento para a alma.


Foto minha.

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sábado, 9 de janeiro de 2021

Um Soneto Por Semana. # 11

 

Foto minha


Anoitecer.


Esbraseia o Ocidente na agonia

O sol… Aves em bandos destacados,

Por céus de oiro e de púrpura raiados

Fogem… Fecha-se a pálpebra do dia…


Delineiam-se, além, da serrania

Os vértices de chama aureolados,

E em tudo, em torno, esbatem derramados

Uns tons suaves de melancolia…


Um mundo de vapores no ar flutua…

Como uma informe nódoa, avulta e cresce

A sombra à proporção que a luz recua…


A natureza apática esmaece…

Pouco a pouco, entre as árvores, a Lua

Surge trémula, trémula… Anoitece.


Poema da autoria de Raimundo Correia



Raimundo da Mota de Azevedo Correia, escritor, poeta, magistrado e diplomata brasileiro, nasceu em 13 de maio de 1859 a bordo do navio a vapor São Luís, na baía de Mogunça, Maranhão (1859-1911). 
Dados biográficos e foto  DAQUI


                                                              * * * 



                                                        *  *  *  *  *  * 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

AQUECIMENTO GLOBAL & DÚVIDAS.

 



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Llegamos al Punto.


Ya conociste mi ropa de verano y de invierno

ya me sacaste la ropa

de verano

y de invierno


Tengo una pregunta


¿Dejamos acá

o empezamos de nuevo?


[ Poema de Natalia Leiderman ]




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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

RECOMEÇA!

 

Foto minha.


Não te deixes destruir…

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.


Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. 

Recomeça.

(...)

               Cora Coralina







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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Tentativas Frustradas.

 

Fonte do desenho



O Falhanço.

Comprei tela e tintas raras
para te pintar de corpo inteiro
pensando que seria de caras.
Engano meu.

  Comecei o esboço 
pelo pescoço,
olhei  melhor e vi,
 afinal não tinhas;
tive de o rasgar.

Comecei de novo
não quis desistir
pintei o teu rosto
para me distrair.
Ficou distorcido
com olhos fundos,
 na testa.
E o nariz? -  tanto fiz e desfiz
que ficou o do Pinóquio.
Pior ainda: adunco, caído.
Ou seria arrebitado?
 Empinado?
Chatice!
Meu Deus, quem és tu, figura bizarra, 
só te vejo em sonho
cantas qual cigarra...

Formiga eu não sou, sequer borboleta
e sei que não sou uma
 marioneta.
Só choro ou rio se me emocionar.
Só que contigo já não rio nem choro
fiquei indiferente à tua conversa
 de  treta.

Em branco a tela deixei
pois de corpo inteiro
não te consegui pintar.
Oh, 
mas que desgosto!...
Agora, sim,
acho que vou chorar.

 😳

[ Para ler em voz alta, tom declamativo e dramático, sff. ]

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