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sexta-feira, 23 de maio de 2025
HIPOTENUSA...!
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DO AMOR E DA POESIA,
MILLÔR FERNANDES
quinta-feira, 3 de março de 2022
POETAR COM IRONIA NÃO É PARA QUALQUER BICHO-CARETO
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Poetar com humor e ironia
Não é para qualquer bicho-careto
É preciso na intenção ser isento
Não usar a ideologia
- a torto e a direito -
Sem pejo nem qualquer acerto.
*
[ Mas o senhor, Millôr Fernandes, nesse particular, foi, é e será, o Maior.]
| Imagem, Wikipédia. |
LUTA DE CLASSES
Estava o rei lavando os pratos
Depois de enxugar os garfos.
A rainha dava tratos aos móveis
Vasculhava a sala, a copa e o salão
Deixando aos principezinhos a tarefa
De encerar o chão
Enquanto a criada na varanda
Deitada numa rede de fina contextura
Lia um livro de aventura
Quando entrou um rei vizinho
De um reinado bem maior
E bem baixinho, bem baixinho
Ofereceu à criada
Um emprego melhor.
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COISAS & LOISAS,
MILLÔR FERNANDES
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
DA GANDAIA.
Poeminha de Louvor ao strip-tease secular
Eu sou
do tempo em que a mulher
nem mostrava o tornozelo;
que apelo!
Depois, já rapazinho
vi as primeiras pernas de mulher
por sob a curta saia;
Que gandaia!
As fazendas com os anos,
se fazem mais leves,
e surgem figurinhas, pelas ruas,
mostrando as lindas formas quase nuas.
E a mania do sport
trouxe o short.
O short amigo,
que trouxe consigo,
o maiô de duas peças.
nem mostrava o tornozelo;
que apelo!
Depois, já rapazinho
vi as primeiras pernas de mulher
por sob a curta saia;
Que gandaia!
As fazendas com os anos,
se fazem mais leves,
e surgem figurinhas, pelas ruas,
mostrando as lindas formas quase nuas.
E a mania do sport
trouxe o short.
O short amigo,
que trouxe consigo,
o maiô de duas peças.
E logo, de audácia em audácia,
a natureza, ganhando terreno,
sugeriu o biquini,
o maiô, de pequeno, ficando mais pequeno
não se sabendo mais,
até onde um corpo branco,
pode ficar moreno.
Deus, a graça é imerecida,
Mas dai-me ainda
Uns aninhos de vida!
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Sabem quem este poema escreveu?...Não, não fui eu!
Podia não dizer, esperar que se adivinhasse...
...mas quem do Poeta conhece a manha
e o cáustico humor
seria muito fácil.
* *
[Este Poeminha saiu da mente brilhante do Grande
Millôr Fernandes ]
Como não encontrei o vídeo que queria...sai o Max...
Para matarem saudades!!
:)
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Para matarem saudades!!
:)
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MAX,
MILLÔR FERNANDES
segunda-feira, 9 de abril de 2018
INQUIETAÇÕES DE UM HOMEM COMUM
Poeminha da Negação da Afirmação
Sou um homem bem comum
sem nenhuma aspiração.
Não quero ser general
e muito menos sultão.
sem nenhuma aspiração.
Não quero ser general
e muito menos sultão.
Sou moderado de gastos,
de ambição reduzida,
não sonho ser big-shot
estou contente da vida.
Nunca invejei o próximo
nem lhe cobiço a mulher
pego o meu lugar na fila
e seja o que Deus quiser.
nem lhe cobiço a mulher
pego o meu lugar na fila
e seja o que Deus quiser.
Não sou mau pai, nem mau esposo,
Grosseiro nem invejoso
– só um pouco mentiroso.
Grosseiro nem invejoso
– só um pouco mentiroso.
Saudação Aos Que Vão Ficar
Como será o Brasil
no ano dois mil?
As crianças de hoje,
já velhinhas então,
lembrarão com saudade
deste antigo país,
desta velha cidade?
Que emoção, que saudade,
terá a juventude,
acabada a gravidade?
Respeitarão os papais
cheios de mocidade?
E o que será loucura?
deste antigo país,
desta velha cidade?
Que emoção, que saudade,
terá a juventude,
acabada a gravidade?
Respeitarão os papais
cheios de mocidade?
Que
diferença haverá
entre o avô e o neto?
Que novas relações e enganos
inventarão entre si
os
seres desumanos?
Que lei impedirá,
libertada
a molécula
que o homem, cheio de ardor,
atravesse
paredes,
buscando seu amor?
Que lei de tráfego impedirá um inquilino
– ante o lugar que vence –
de voar para lugar distante
na
casa que não lhe pertence?
Haverá mais lágrimas
ou
mais sorrisos?
Mais loucura ou mais juízo?
E o que será loucura?
E o que será juízo?
A propriedade, será um roubo?
O roubo, o que será?
Poderemos crescer todos bonitos?
E o
belo não passará então a ser feiura?
Haverá entre os povos uma proibição
de criar pessoas com mais de um metro e oitenta?
Mas a Rússia (vá lá, os Estados Unidos)
não
farão às ocultas, homens especiais
que, de repente,
possam duplicar o próprio tamanho?
Quem morará no Brasil,
no ano dois mil?
Que pensará o imbecil
no
ano dois mil?
Haverá imbecis?
Militares
ou civis?
Que restará a sonhar
para
o ano três mil
ao ano dois mil?
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A 28 de Março de 2012, a morte de Millôr Fernandes,
escritor/ poeta/humorista e cartoonista, de renome, apanhou o Brasil de surpresa.
Ficou conhecido como o Grande Millôr.
Pouco antes havia falecido outro grande humorista;
Chico Anísio,
de quem espero poder trazer aqui alguns dos seus incríveis momentos de humor.
Se a vontade me não esmorecer, espero homenagear, tal como fiz
com o post anterior, alguns dos maiores representantes da vida
cultural, humorística, musical e intelectual do país irmão.
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MILLÔR FERNANDES,
Poesia
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
TUDO TEM EXPLICAÇÃO...
...até a minha incultura!
![]() |
| PINTURA DE: FEDERICO MALDARELLI |
Ler
na cama
É
uma difícil operação
Me
viro e reviro
E
não encontro posição
Mas
se, afinal,
Consigo
um cómodo abandono
Pego
no sono…
(Poeminha
do Grande: Millôr Fernandes )
VOTOS DE FELIZ FIM-DE-SEMANA.
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