(O Funcionário Cansado)
(…)
Soletro velhas palavras
generosas
Flor, rapariga, amigo, menino
irmão, beijo, namorada
mãe, estrela, música.
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida.
Isto todas as noites do mundo uma noite só
Flor, rapariga, amigo, menino
irmão, beijo, namorada
mãe, estrela, música.
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida.
Isto todas as noites do mundo uma noite só
comprida
num quarto só
num quarto só
Excerto do poema de
António Ramos Rosa
(1924-2013)
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A primeira vez que fotografo um pôr-do-sol tinha de me ter calhado esta desgraça.
Ia no interior do carro, em andamento, claro, e o vidro do parabrisas
estava mais sujo que pau-de-galinheiro.
Bem sei que poderia escolher um lindo ocaso das imagens do google,
mas não seria a mesma coisa.
A minha melhor foto de um lindo por-de-sol ainda está para chegar,
mas um dia vou conseguir. Esperem para ver...
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