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sábado, 3 de dezembro de 2016

POESIA :- A FALHA PERFEITA.

 

La Lluvia

( Soneto de Jorge Luis Borges )




Bruscamente la tarde se ha aclarado 
Porque ya cae la lluvia minuciosa. 
Cae o cayó. La lluvia es una cosa 
Que sin duda sucede en el pasado. 



Quien la oye caer ha recobrado 
El tiempo en que la suerte venturosa 
Le reveló una flor llamada rosa 
Y el curioso color del colorado.

 

Esta lluvia que ciega los cristales 
Alegrará en perdidos arrabales 
Las negras uvas de una parra en cierto 



Patio que ya no existe. La mojada 
Tarde me trae la voz, la voz deseada, 
De mi padre que vuelve y  no ha muerto.





A CHUVA


                                             Bruscamente a tarde clareou
Porque já cai a chuva minuciosa.
Cai ou caiu. A chuva é uma coisa
Que sem dúvida sucede no que passou.

Quem a ouve cair sente recuperada
A vida em que a sorte venturosa
Lhe revelou uma flor chamada rosa
E a deliciosa cor avermelhada.

Esta chuva que cega os cristais
Alegrará algures nos arrabaldes
As negras uvas de uma videira; direi eu.

Pátio que já não existe. A tarde
Molhada;  traz-me a voz, a voz desejada,
De meu pai que está voltando e não morreu.


Nota: A tradução, para português, deste poema de Borges, foi uma ousadia da minha parte, pela qual assumo total responsabilidade relativamente aos desajustes que possam ser notados. Os meus escassos conhecimentos de castelhano, a mais, e melhor, não me permitiram...