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domingo, 6 de novembro de 2016

INTENÇÕES DOMINICAIS.

A Sunday Afternnon....Tela de Georges-Pierre Seurat.


Quando chega domingo,
faço tenção de fazer todas as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida.




Há quem vá para o pé das águas
deitar-se na areia e não pensar...


E há os que vão para o campo
cheios de grandes sentimentos bucólicos
porque leram, de véspera, no boletim do jornal:
«Bom tempo para amanhã»...


(…)


***   ***   ***   ***   ***  


Domingo que vem,
eu vou fazer as coisas mais belas
que um homem pode fazer na vida!


Manuel da Fonseca, Rosa dos Ventos, 1940







A TODOS DESEJO UM FELIZ DOMINGO!

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domingo, 7 de agosto de 2016

COMIGO AO DOMINGO...[ V ]

«Melancolia», óleo sobre tela - Edvard Munch -



Quatro letras nos matam quatro facas 
que no corpo me gravam o teu nome. 
Quatro facas amor com que me matas 
sem que eu mate esta sede e esta fome. 

Este amor é de guerra. (De arma branca). 
Amando ataco amando contra-atacas 
este amor é de sangue que não estanca. 
Quatro letras nos matam quatro facas. 

Armado estou de amor. E desarmado. 
Morro assaltando morro se me assaltas. 
E em cada assalto sou assassinado. 

Quatro letras amor com que me matas. 
E as facas ferem mais quando me faltas. 
Quatro letras nos matam, quatro facas. 



( “As Facas” Soneto de Manuel Alegre in “Obra Poética” )





                                            





sábado, 30 de julho de 2016

COMIGO AO DOMINGO...[ IV ]



Florença... que serenidade imensa

Nos teus campos remotos, de onde surgem
Em tons de terracota e de ferrugem
Torres, cúpulas, claustros: renascença

Das coisas que passaram mas que urgem...
Como em teu seio pareceu-me densa
A selva oscura onde silêncios rugem
No meio do caminho da descrença...

Que tristes sombras nos teus céus toscanos
Onde, em meu crime e meu remorso humanos
Julguei ver, na colina apascentada

Na forma de um cipreste impressionante
O grande vulto secular de Dante
Carpindo a morte da mulher amada...





 O Soneto é de autoria de Vinícius de Moraes e as fotos foram-me enviadas, ontem, por um familiar!...
A primeira foto é da Basílica de Santa Cruz;  a terceira, da Catedral de Santa Maria del Fiore. A segunda e a quarta, não sei. Algum de vós me sabe dizer ? Grazie! :)


                                                                        





domingo, 24 de julho de 2016

COMIGO AO DOMINGO...[ III ]

Alô, Rio de Janeiro!!!


Rio, 26/01/93

(...)

Bem, por aqui a vida continua indo...
...Como você pode ver, o Rio de Janeiro continua lindo!

(...)




Ao Domingo, por aqui, também podem acontecer coisas diferentes, quiçá, algo estranhas, quando a dona deste blog se lembra de ir vasculhar o baú. 
O Rio de Janeiro e a Baía da Guanabara, hoje, não terão 
apenas cheiro e sabor a Samba e Fado, por ser luso-brasileiro.
Neste Domingo, perfumei o meu blog com o cheirinho
do meu manjerico, já a florir, quase por inteiro.

MEUS AMIGOS, BOM DOMINGO!!




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segunda-feira, 18 de julho de 2016

COMIGO AO DOMINGO...[ II ]

REEDIÇÃO DA DESGARRADA.... QUE NASCEU DO NADA... (porque só à última hora pensei em colocar a quadra ) E DO MUITO QUE REPRESENTOU O CARINHO DE TODOS VÓS!   MUITO, MUITO  OBRIGADA  A TODOS!  



O mundo parou de repente
Domingo sem começo nem fim
A vida mostra-se ausente
E eu, ausente de mim…


Se algum dos leitores Amigos/as desejar dar continuidade a esta quadra, assim tipo desgarrada, pegue no último verso e acrescente uma quadra em comentário. Eu colocá-la-ei no post, com o nome de quem a escreveu. Valeu? Quero ver quem primeiro começa...Animação, precisa-se! Vamos nessa?

E eu, ausente de mim
Sem vela nem candeia
O filme dizia FIM
E eu, perdido, na plateia.

E eu, perdido na plateia,
Sem Norte nem direcção
E sem saber a melodia
P'ra cantar esta canção.

P'ra cantar esta canção
Não basta abrir a boca
São precisas mil andanças
É urgente sair da toca.

É urgente sair da toca.
Então toca a mexer
Que o domingo já vai prá loca
E a segunda não tarda em aparecer

E a segunda não tarda em aparecer
Engrenagem bem oleada
Ó tempo, não vás atrás
Quero cantar à desgarrada.

Quero cantar à desgarrada.
E até pode ser da janela
Que daqui eu vejo rio, vejo serra
E as gentes da nossa terra

E as gentes da nossa terra 
Passam cantando e rindo.
Amigos foi muito bom 
Mas agora já vou indo.

Mas agora já vou indo
Que a rimar desta maneira
o sono já está vindo
E acabou a brincadeira.

E acabou a brincadeira?
Ora essa… Mas que jeito?
Agora que chego aqui
Também deixo verso feito.

Também deixo verso feito
Em modo de pé-quebrado
Venha daí a guitarra
E alguém pra cantar o fado

Alguém pra cantar o Fado
Canto eu bem a meu jeito
P’ra  Noname acompanhar
Também deixo verso feito

Também deixo verso feito.
Este e meia dúzia a seguir
a desgarrada tá boa
mas agora tenho que ir

Mas agora tenho que ir
Em viagem de ida e volta
Passo por cá mais logo
Quando a desgarrada andar à solta.

S'a desgarrada anda à solta
Culpa minha?, eu não digo
Só pode ser a Janita
A cantar lá do postigo

A cantar lá do postigo
Enquanto cusca o que se passa
Que bela voz tem a Janita
É capaz de ganhar a taça.

É capaz de ganhar a Taça
Então não é o caneco?
Ela canta o fado com graça
De chapéu de palha e sem xaleco

De chapéu de palha e sem xaleco
A Janita cantadeira
Uma tripeira alfacinha
Ou uma alfacinha tripeira?

Uma alfacinha tripeira
Contradição nos próprios termos
Janita é alentejana
Nascida nos Montes Ermos

Nascida nos Montes Ermos
Qué lá isso, meu Amigo?
Isso não é Alentejo,  é Douro
Penso de que: um dia lá irei consigo

Um dia lá irei consigo, agora sou cantadeira
Sem ganhar taça nem caneco
Vou rimando à minha maneira
De chapéu de palha e sem xaleco

De chapéu de palha e sem xaleco
Em pose desempoeirada
E ninguém lhe passa a perna
A cantar à desgarrada.

Cantar à desgarrada não sei,
por mais que bem tente,
mas para este peditório já dei,
tudo para ficares contente! :)
 





                     

E eu muito contente fiquei
Pela boa vontade que vi em todos vós.
A todos muito e muito Obrigada
Sinto-me deveras emocionada
A comoção deixa-me um nó na voz.

BEM-HAJAM



domingo, 3 de julho de 2016

COMIGO, AO DOMINGO... [ I ]


Poema Destinado A Haver Domingo

(Poema de Natália Correia )

Bastam-me as cinco pontas de uma estrela
E a cor dum navio em movimento
E como ave, ficar parada a vê-la
E como flor, qualquer odor no vento.

Basta-me a lua ter aqui deixado
Um luminoso fio de cabelo
Para levar o céu todo enrolado
Na discreta ambição do meu novelo.

Só há espigas a crescer comigo
Numa seara para passear a pé
Esta distância achada pelo trigo
Que me dá só o pão daquilo que é.

Deixem ao dia a cama de um domingo
Para deitar um lírio que lhe sobre.
E a tarde cor-de-rosa de um flamingo
Seja o tecto da casa que me cobre

Baste o que o tempo traz na sua anilha
Como uma rosa traz Abril no seio.
E que o mar dê o fruto duma ilha
Onde o Amor por fim tenha recreio.



Poucos, muito poucos de vós, se lembrarão de 

José Feliciano e desta canção...

...Mas  lembro-me eu!

:-)




Eis as "Bordaduras Domingueiras".

Título, delicioso, para este mimo, com que a NONAME

me brindou! A mim e à Poetisa!

 Muito Obrigada!! :)








domingo, 1 de maio de 2016

Foi Assim Que Vi A Vida Acontecer, Neste Dia de Domingo.



Desta vez o passeio foi até ao Cais de Gaia. Como havia uma concentração de motards mesmo em frente à esplanada do bar onde a minha gente tem 'montes' de amigos e conhecidos, o barulho  ensurdecedor fez-me deixá-los entregues aos aperitivos e à conversa mole para boi dormir e fui dar uma volta até junto ao Douro.  


Estava na margem de Gaia, mas era no meu Porto sentido que pousava o meu olhar!


Tínhamos previamente, feito reserva para almoçar às 13:30, no restaurante Rabelos (passe a publicidade), mas meia-hora antes já lá estávamos. A vista que se desfruta do último piso sobre o rio Douro e a margem do cais da Ribeira, bem como de todo o casario que se estende ao longo da outra margem, é, simplesmente, soberba. Magnífica. Deslumbrante! O Céu azul, limpo de nuvens, a temperatura amena que se fazia sentir e o sol brilhante, ajudaram muito. Diria mesmo que tiveram uma grande importância neste dia, que se desejava de boas memórias. E será!



Ainda soltei uma saborosa gargalhada devido ao pomposo nome com que este prato foi baptizado: Peixe Poseidon! Reparem na poética descrição: pescada com camarão, coberta com uma nuvem de molho branco, pousada sobre um tapete de deliciosos e coloridos legumes! 
Pompa e circunstância aparte, a verdade é que o sabor era divinal. A sangria de frutas uma delícia, os mimos e a conversa prazeirosa e risonha! Assim, decorreu, serenamente, esta dupla celebração, neste meu dia de Domingo!

                             



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domingo, 17 de maio de 2015

IDADE DO CONDOR?!?!

Ainda na sequência da publicação anterior...



Tenham um Domingo com muito sol e boa disposição!




domingo, 8 de fevereiro de 2015

Bom Domingo!







ONDE QUER QUE SE ENCONTREM, DESEJO-VOS UM EXCELENTE DOMINGO!





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