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sábado, 12 de abril de 2025

TRIBUTO A... (5) MARIA JOÃO BRITO DE SOUSA.

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Em toda a Poesia da Sonetista, podemos notar uma dor sempre latente, exceptuando quando fala da sua meninice vivida no carinho dos Pais e Avós.
Também, tristeza e alguma revolta. A vida foi com ela, bem como o foi com muitos de nós, um pouco madrasta. Sempre encontrou, na sua excelente poética, o escape para fugir às agruras que a perseguiam, sobretudo, a falta de saúde, esse bem inestimável o qual não sabemos valorizar, quando o temos.

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NÃO ME ACORDES.

Não me acordes agora, que os acordes
Que não soubeste ouvir, são feiticeiros
Uivando como lobos verdadeiros,
Ainda que de mim sempre discordes...

Se lobo te imaginas e me mordes,
Ferir-me-ás de morte e des-inteiros
Terão ficado os versos companheiros
Do espanto naufragado em que me abordes.

Não, hoje não me acordes nem me tomes
Por escrava das crenças que são tuas!
Não quero, nem consinto que me domes

A vontade que trago nas mãos nuas
E assim que aos versos do meu sonho assomes,
Mais não verás que sóis gestando luas.

***



(Clique)


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quinta-feira, 21 de março de 2019

CELEBRANDO A POESIA...


...E a grande Poetisa, Maria João Brito de Sousa, que tenho a honra de trazer pela primeira vez a este cantinho.
Autora de belíssimos Sonetos Clássicos e se diz:
  Poetisa Porque Deus Quer


Foto minha


A Metáfora do Limoeiro


Repara que a doce acidez dos limões
Não teve intenções de fosse o que fosse
E, sendo precoce, releva as razões
Das repercussões de quem dela troce.


Mal tomara posse, florira em botões
Sem provocações. E conquanto remoce,
Mais acre, ou mais doce, mantém os padrões
Sem mais ambições que, nestes, sagrou-se.


Verdes e viçosos serão os pomares
Se tu os regares quando sequiosos;
Tais serão teus gozos, assim que os provares


E se o não negares, mais e mais gostosos
Frutos bem cheirosos perfumando os ares,
Serão, do que ousares, filhos extremosos.



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