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Em toda a Poesia da Sonetista, podemos notar uma dor sempre latente, exceptuando quando fala da sua meninice vivida no carinho dos Pais e Avós.
Também, tristeza e alguma revolta. A vida foi com ela, bem como o foi com muitos de nós, um pouco madrasta. Sempre encontrou, na sua excelente poética, o escape para fugir às agruras que a perseguiam, sobretudo, a falta de saúde, esse bem inestimável o qual não sabemos valorizar, quando o temos.
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NÃO ME ACORDES.
Não me acordes agora, que os acordes
Que não soubeste ouvir, são feiticeiros
Uivando como lobos verdadeiros,
Ainda que de mim sempre discordes...
Se lobo te imaginas e me mordes,
Ferir-me-ás de morte e des-inteiros
Terão ficado os versos companheiros
Do espanto naufragado em que me abordes.
Não, hoje não me acordes nem me tomes
Por escrava das crenças que são tuas!
Não quero, nem consinto que me domes
A vontade que trago nas mãos nuas
E assim que aos versos do meu sonho assomes,
Mais não verás que sóis gestando luas.
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(Clique)
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